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(pt) Spaine, CNT #431 - Consumo crítico e transformador - OUTROS OLHAR (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Thu, 15 Sep 2022 09:51:33 +0300


A constante perseguição de sindicalistas em estados do sul global por defenderem seus territórios contra a barbárie de nossos modelos de consumo deve nos levar a uma resposta sindical proporcional e solidária. ---- Evitar o nutricionista, o hedonismo gastronômico ou o ambientalismo como objetivos em si, uma constante a ter em conta na busca da melhoria da nossa saúde ocupacional e comunitária, priorizando a humanização radical das relações de troca e criando relações amplas, diversificadas e emocionalmente seguras fóruns de diálogo. ---- Há anos deixamos claro que nossa estrutura de produção, distribuição e consumo deve ser superada qualitativa e quantitativamente -incluindo o modelo existente nos grupos de consumo agroecológico- para evitar dinâmicas que mais uma vez reproduzem a precariedade dos trabalhadores do campo, o mar e grandes setores de transformação agroalimentar sustentável (pela VIDA que geram). Nesses contextos alternativos, em alguns casos, as desigualdades de classe também são agravadas e a ampla participação dos vizinhos não é alcançada, seja por desconexão com o arcabouço discursivo, seja por prioridades de cada um ou por condições de pobreza estrutural dos lares. .

O modelo convencional de produção e distribuição nos adoece conscientemente, atacando o sistema público de saúde.

Para falar de consumo crítico e transformador, é preciso destacar também que o conceito de sustentabilidade -turismo lento, Km0, ecológico, natural, sustentável- está sendo radicalmente engolido pelo arcabouço capitalista e por setores socioeconômicos privilegiados, detentores de discursos individuais de consumo, mas também saúde ou educação supostamente alternativas. Tudo isso apoiado na multiplicação de técnicos sustentáveis, dificultando o discernimento entre suas prioridades - a dos técnicos - e as do grupo, por meio de organizações subsidiadas que supostamente estão a serviço da responsabilidade produtiva global. Temos um exemplo claro e duplamente fraudulento no quadro conceitual do turismo rural e sustentável estimulado por um discurso universitário, institucional ou patronal que ignora, por exemplo, a exploração legalizada e as condições de trabalho precárias que não podemos entender como sustentáveis para a vida, bem como como transformar os destinos desse tipo de viagem em um contexto elitista e inacessível para a classe trabalhadora, criando também sérios problemas de acesso à moradia.

Não é menos verdade que na nossa organização e em consequência de circunstâncias complexas, temos vindo a abandonar gradualmente a indústria agroalimentar e o meio rural, estando estes diretamente ligados ao conceito de saúde ambiental que historicamente esteve presente na CNT. É por isso que a reconstrução de redes sólidas de informação e distribuição, com ferramentas logísticas eficientes e preços justos, mas também com controle comunitário de todo o processo produtivo e não apenas das propriedades ou deficiências do produto final, nos obriga a buscar um detalhamento de a dicotomia consumidor/produtor. Assim poderemos fortalecer os laços de solidariedade, de confluência humana e sindical em nossos lugares, contando também com um negócio local reflexivo que integre o discurso comunitário, democratizando na prática o acesso a um modelo de consumo que melhore a vida de todos , não só de uma elite, e fugindo do paternalismo do Estado, solução que a estrutura dos serviços sociais nos preparou diante da pobreza que eles mesmos geram.

Sim, circula livremente, porém, em nossas cidades, os patrões agropecuários exploradores, ecologicamente e disfarçados de sindicalismo progressista, sindicalismo ligado em alguns casos e demagogicamente a redes internacionais que lutam pela Soberania Alimentar. É assim que nossas pequenas aldeias e sindicatos rurais devem ser mimados ao extremo, com o objetivo fundamental de construir identidades produtivas sustentáveis, sendo a identidade produtiva e cultural exclusiva o álibi sob o qual se conjuga o controle econômico e político de nossas regiões, com redes finas de mecenato em que cada um quer a sua parte.

Temos claro que o modelo convencional de distribuição -supermercados, grandes mercados de distribuição, pequenos franqueados das cidades... - em que participamos ativamente é criminoso e está nos deixando doentes, milhões de euros de dinheiro público sendo injetados através do PAC, gerando na sociedade uma visão equivocada de preços de custo, inacessíveis para pessoas que tentam trabalhar em conexão com seu ambiente natural e humano fora do circuito subsidiado.

Já existem modelos avançados, como o de alguns franceses AMAP (Associação para a Preservação da Agricultura Camponesa) em que se consolida a busca pela superação dessa dicotomia produtor/consumidor, levando também em conta o que eles têm O que dizer das pessoas que sujam as mãos em terra ou no mar, pessoas que nem sempre são ouvidas para integrar as necessidades que as suas dificuldades exigem. Convém ainda recordar o modelo de Agricultura Sustentada pela Comunidade (Urgenci) ou a valorização daqueles Sistemas de Participação Comunitária (SPG) como exemplo prático de bom trabalho, integrando no processo ferramentas tão úteis em pedagogia como as cozinhas comunitárias (enfermagem lares, escolas...) com projetos educacionais em si.

Devemos criar alternativas reais e democráticas nas condições de produção e acesso aos alimentos e bens necessários à vida, assim como nossa organização vem fazendo historicamente.

Em outra ordem, o sentimentalismo imóvel ou a nostalgia inativa sobre o meio rural e suas bucólicas ferramentas produtivas de outrora, nos levam inexoravelmente ao paternalismo do Estado subsidiado, ao clientelismo representativo e clientelista. Noutra, o dogmatismo em que em muitos casos nos instalamos permite-nos repousar placidamente na inércia, mas facilitando o estabelecimento da estrutura neoliberal e o desaparecimento de dezenas de projetos incipientes interessantes que já se espalham pelo território, projetos que carecem de apoio na vida cotidiana: financiamento, logística, apoio humano...

É por isso que devemos criar alternativas reais e democráticas nas condições de produção e acesso a alimentos ou bens - à sua propriedade - necessários à vida como nossa organização vem fazendo historicamente, alternativas que tornam palpável uma proposta mais necessária do que nunca em um contexto onde a soberania alimentar e energética são inexistentes, colocando seriamente em risco a vida. Não podemos continuar fazendo uso de um modelo de produção em que usamos a terra como matriz extrativista, arrancando dela tudo o que precisamos sem refletir sobre os danos que causamos em nossas compras e as necessidades supérfluas que geramos.

Devemos arrancar do poder produtivo a cobertura de necessidades vitais com a luta política, mas também com propostas logísticas e econômicas. A responsabilidade individual e coletiva deve levar-nos a abandonar progressivamente as entidades financeiras e as redes convencionais de produção e comercialização em todas as áreas, pois já existem alternativas reais sobre as quais temos algo a dizer.

O nosso modelo do Sindicato Diversos (SOV) é um modelo óptimo para romper com o corporativismo e a visão compartimentada que existe face aos hábitos de consumo, potencial histórico e organizacional que devemos aproveitar para sensibilizar para estes problemas, em que o setor agroalimentar Deve funcionar como uma ferramenta educativa no consumo crítico e transformador de primeira ordem, cuidando em nossa organização daqueles núcleos ou pequenos sindicatos dos municípios que realizam o trabalho sindical a serviço de um consumo produtivo e sustentável modelo e, como consequência, de uma sociedade rural respeitosa, diversa, livre e igualitária.

https://www.cnt.es/noticias/consumo-critico-y-transformador/
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