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(pt) Spaine, CNT #431 - A enteléquia - DOSIER: A luta das mulheres Por Cristina Cobo Hervás (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Tue, 13 Sep 2022 09:57:56 +0300


Por definição, embora pareça sépia começar uma escrita assim, enteléquia é um substantivo feminino que faz parte do não-real. Mas não vamos falar de nada de novo hoje, nem de nenhum conceito que precise ser sustentado por estudos inteligentes ou macropesquisas. De qualquer forma, nenhuma das porcentagens que mostram as realidades que conhecemos parece gerar o alarme social necessário para provocar mudanças. ---- Conciliação é uma enteléquia. Ambos femininos singulares. Ambos impossíveis. A menos que queiramos começar a chamar as coisas pelos seus nomes e substituir a palavra "reconciliar" por "acumular". Porque é isso que fazemos, combinamos tarefas na imensa tarefa de querer ser pessoas completas, e não podemos nos desprender do lastro. E atrás de nós toda uma série de pesos herdados pela cultura patriarcal, convenientemente compostos por nossos disfarces de mulheres competentes e multifacetadas, escondendo a vergonha de quem nada faz para evitar nossa ancoragem no que não queremos mais ser.

A reconciliação é uma enteléquia. Ambos femininos singulares. Ambos impossíveis. A menos que queiramos começar a chamar as coisas pelos seus nomes e substituir a palavra "reconciliar" por "acumular".

As mulheres, invisíveis em quase todos os campos do saber, estão, no entanto, sobre-representadas no que se supõe que sempre foi nossa função: o trabalho de cuidar. E como os números são a única coisa asséptica que parece dar plausibilidade à nossa realidade, vamos escrever números:

Mais de 95% das pessoas que deixaram seus empregos para se dedicar às responsabilidades domésticas são MULHERES. A tríplice jornada de trabalho (casa, trabalho e cuidados) é inviável. Alguém tem que ceder. E claro, nós fazemos isso.
Mais de 85% das pessoas que trabalham como cuidadores não profissionais são MULHERES. Por "não profissionais" entende-se "não remunerado". Em que ponto foi abandonada a equiparação do trabalho livre à escravidão?
86% das mulheres trabalhadoras compartilham esse trabalho com o trabalho doméstico, em comparação com 53% dos homens. Embora seja necessário verificar o que eles querem dizer com "compartilhar" casa e trabalho, porque geralmente atuam como membros gregários das mentes pensantes de cardápios e listas de compras. A chamada "síndrome da mulher esgotada" já é um conceito que começa a ser utilizado pelo sistema médico do Reino Unido para definir o tédio e o cansaço permanente das mulheres que chegam à clínica em estado de estresse impossível de ser gerir.
E podemos continuar falando sobre números, fazendo gráficos de barras coloridas, azul para eles e rosa para nós, e manter nossas cabeças em nossas mãos por cinco minutos e fazer comentários obsoletos como "se não progredirmos...".

E é que NÃO ESTAMOS AVANÇADOS. Pelo menos não nós.
Seguimos nos cuidando, algemados. O que eu faço com minha casa? O que eu faço com meus filhos, com minhas filhas? Como faço para combinar tudo? E acima de tudo, como fazer isso sem reclamar? Como deixar de lado qualquer desejo de progressão pessoal e profissional sem me sentir culpado por isso? Como me dedico a mim mesmo, às minhas ambições, como planejo um futuro livre de fardos sem me sentir um lixo por abrir mão daqueles adquiridos por um sistema que joga o peso do mundo sobre meus ombros?

Continuamos inativos no plano social, na luta sindical. Fica evidente que existe um limite de idade a partir do qual a mulher deixa de ser representada na luta, e esse limite, mais uma vez, é marcado pelo trabalho de cuidado.

NÓS não progredimos no mundo do trabalho. A porcentagem de mulheres fundadoras de empresas comerciais, cooperativas e trabalhistas varia entre 23 e 30%. E apenas 35% das mulheres são listadas como autônomas. E é que sempre fomos melhores em trabalhar para os outros.

NÓS acumulamos a maioria dos contratos de meio período ou temporários. Com licenças de maternidade que enrubescem qualquer país que se considere uma democracia avançada, abandonamos a criação aos dezesseis ou vinte semanas em creches sem vagas, com pessoal explorado pela terceirização de serviços, e delegamos nossas famílias à inflexibilidade de um mercado de trabalho que nos quer levantar e calar. E no final, desistimos.

Existem soluções para tal desequilíbrio? Todos eles devem necessariamente passar por um trabalho de luta e resistência permanente? Parece que sim, em princípio. Recusar-se a ser tudo o que devemos ser é a única saída. E existem canais para isso.

Porque no final, temos que abandonar a palavra RECONCILIAR, um absurdo inventado para subjugar as mentes e corpos das mulheres, para PRIORIZAR. E a prioridade deve ser sempre VOCÊ.

NÃO É SUA ÚNICA RESPONSABILIDADE carregar o peso da casa. E também não é para forçar quem não considera esse trabalho como sua obrigação. Arrume a mala e pare de trabalhar de graça com alguém que não quer dividir a vida com você e ambiciona ser provedor de diversas manutenções. Esse não é o seu lugar. Saia daí.

NÃO É SUA ÚNICA RESPONSABILIDADE criar menores. Você não é responsável pelo desejo de outras pessoas de se perpetuar geneticamente. Tanta briga no nível legal pela guarda compartilhada, quando na realidade só queríamos PAIS COMPARTILHADOS...

NÃO É SUA OBRIGAÇÃO desistir do progresso do seu trabalho ou cortar suas horas, se você não quiser. Estude seu acordo, peça conselhos e lute pelo seu direito de combinar sua vida com seu dia. E se a empresa não colaborar, como de costume, organize-se e crie uma seção sindical em sua empresa que comece a colocar na boca de todos a necessidade de respeitar os direitos legais adquiridos por muitas outras pessoas antes de nós.

NÃO CAIA NA ARMADILHA DO AMOR ROMÂNTICO, esse tentáculo que nos ancora em dependências e nos anula como pessoas. Amar não é desistir. Apoie-se na sua tribo. Um parceiro é um complemento vital, não um fardo. Não é sua responsabilidade fazer outra pessoa emocionalmente madura. Como Ayn Rand disse: "Para dizer eu te amo, você deve primeiro aprender a dizer EU".

Porque no final, temos que abandonar a palavra RECONCILIAR, um absurdo inventado para subjugar as mentes e corpos das mulheres, para PRIORIZAR. E a prioridade deve ser sempre VOCÊ.

https://www.cnt.es/noticias/la-entelequia/
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