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(pt) Spaine, CNT #431: Juan Pablo Calero: "O teatro anarquista era esteticamente vanguardista e popular" Por Julián Vadillo Muñoz (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Sat, 10 Sep 2022 10:32:36 +0300


Entrevistamos Juan Pablo Calero Delso, historiador e Doutor em História, que publicou recentemente o livro Antologia do Teatro Anarquista (1882-1931). Um estudo fundamental para compreender a importância da dramaturgia na mídia e a difusão das ideias anarquistas na Espanha. ---- Pergunta: Por que um livro sobre teatro anarquista? ---- Resposta: Comecei a fazer algumas pesquisas por acaso, mas logo percebi que era um tema interessante; por um lado, porque ajudou a quebrar o mito do anarquismo analfabeto, insurrecional e milenar que continua a ser transmitido a nós e, por outro, porque ajudou a compreender o extraordinário desenvolvimento do anarquismo na Espanha. Deve-se dizer também que existem excelentes trabalhos sobre teatro e anarquismo na França, Itália, Argentina e outros países, mas muito pouco foi publicado aqui.
P: O que os anarquistas contribuíram para o pensamento libertário através do teatro?
R: A difusão da ideia; um papel semelhante ao desempenhado pela música na propagação do anarquismo nas últimas décadas, dos cantores-compositores ao punk. Trabalhadores sem formação, sem recursos e sem tempo livre para os quais poderia ser difícil entender a ideologia anarquista abordavam o anarquismo através dela, e aqueles trabalhadores que já tinham formação e uma identidade libertária foram reforçados quando viram seus desejos realizados. . É impossível hoje ter uma ideia da importância que o teatro teve na sociedade do século XIX e das primeiras décadas do século XX e como os anarquistas incentivaram, fora dos teatros comerciais, seu próprio circuito de autores e grupos amadores que se espalhou por todo o país com sucesso surpreendente. Existe hoje um autor totalmente desconhecido, José Fola Igurbide, que todos os anos estreava uma peça e as suas peças continuaram a ser apresentadas mesmo no exílio libertário em Toulouse.

P: Qual é a diferença entre teatro anarquista e teatro social?
R: O teatro anarquista faz parte do teatro social que, por sua vez, faz parte do teatro político. No livro há referências a um teatro social colocado ao serviço dos patrões já em 1863 e a um teatro social de orientação católica, republicana ou socialista. Para além das diferentes abordagens ideológicas, destaco a vontade do teatro anarquista de não se integrar no teatro comercial, ao contrário de alguns socialistas que se queixavam de serem discriminados nessa área pela sua militância, e pela importância dada ao carácter colectivo que o teatro tem, aquela comunidade formada por atores e espectadores que possibilitou a utopia libertária pela simples vontade do autor. Élisée Reclus expressou-o muito bem: "Com profunda simpatia, com palpitante ansiedade, todos olhavam para a realidade anarquista, tão diferente, pelo menos em sonhos, dos turnos infectados ou do antro tirânico em que se consome a vida desta sociedade; todos elevavam seu ideal a uma sociedade decente e honesta, e quanto mais altas e dignas eram as palavras que ouviam, melhor pareciam entendê-las. Por algumas horas, a burguesia, os fartos, os tímidos, abandonam suas velhas preocupações e sua moral ultrapassada; eles adiaram o velho.

P: De todas as peças de teatro anarquistas em que você trabalhou, qual mais te impressionou e por quê?
R: Bem, para fazer este livro li e trabalhei com cerca de uma centena de obras, das quais só consegui incluir nove na Antologia. Gostaria de lembrar que militantes anarquistas escreveram peças como Teresa Claramunt, Federico Urales, Loiuse Michel, Errico Malatesta, Pietro Gori, Charles Malato, Ricardo Flores Magón ou Mauro Bajatierra e que escritores como Octave Mirbeau ou Eduardo Marquina tiveram obras de anarquistas inspiração. Mas os meus favoritos são os escritos por um grupo de literatos a cavalo da Espanha e da América já no século XX: Carlos Germán Amézaga, Florencio Sánchez, Valentín de Pedro ou Rodolfo González Pacheco. Com eles, o teatro anarquista era esteticamente vanguardista sem deixar de ser popular, algo nem sempre fácil com a qualidade com que o faziam.

antologia de teatro anarquista (1882-1931)

Autor: J. P. Lima
Editora: La Malatesta
Ano de edição: 2022
Páginas: 550 páginas.
Formato: Brochura 21×15 cm
Preço: 15€

P: A cultura foi o verdadeiro motor de expansão do anarquismo?
R: O motor da expansão do anarquismo na Espanha, e sua diferença com outros países, foi a sociabilidade de seus militantes. Fugiram de todo sectarismo em suas relações cotidianas, foram tão pragmáticos em suas estratégias quanto intransigentes em seus princípios, e estavam tão convencidos da viabilidade de uma sociedade libertária que tentaram colocá-la em prática apesar das dificuldades. Os anarquistas na Espanha administravam sua educação com escolas laicas e ateneus libertários, sua saúde com a difusão do higienismo e do naturismo, sua economia com cooperativas e lojas, seu lazer com grupos de teatro, corais ou sociedades excursionistas... fossem suas preocupações, havia um espaço de sociabilidade anarquista onde desenvolvê-las; a alternativa libertária foi tentada viver cotidianamente, tendo o sindicato como espinha dorsal, mas superando a simples demanda trabalhista. E a cultura, em seu sentido mais amplo, foi a protagonista.

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https://www.cnt.es/noticias/juan-pablo-calero-el-teatro-anarquista-fue-esteticamente-vanguardista-sin-dejar-de-ser-popular/
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