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(pt) Italy,Gruppo Anarchico Germinal:Relatamos esta importante iniciativa amanhã, 4 de setembro, às 15h00, em frente ao CPR em Gradisca d'Isonzo. (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Fri, 9 Sep 2022 10:18:00 +0300


Outro morreu no CPR. ---- Dê-nos o nome, queremos entrar, vamos tirá-los. ---- Há necessidade de uma grande presença solidária no domingo 4 de setembro às 15:00 em frente ao CPR em Gradisca. Pedimos a máxima divulgação e real responsabilidade de todos*. Perante as palavras indecentes do fiador, perante a inércia das instituições após esta enésima morte, desta vez pretendemos entrar. Queremos ver esse centro da morte com nossos próprios olhos. Queremos saber por que mais ninguém - fiadores, associações, instituições - quis quebrar aquele muro infame. Exigimos a entrada de uma DELEGAÇÃO DE CIDADÃO no CPR, e para isso temos que ser muitos. O centro está em revolta. Os detidos pedem que tenhamos parlamentares e jornalistas. Apelamos a todos para que se mobilizem e estejam presentes. Exigimos que esses muros caiam, deixando de produzir discriminação, violência e morte.

SEM SILÊNCIO E OMERTY.

LIBERDADE, HURRYA, LIBERDADE

https://nofrontierefvg.noblogs.org/post/2022/09/02/un-altra-morto-al-cpr-dateci-il-nome-vogliamo-entrare-facemoli-uscire/

Em Gradisca morremos: sabemos quem foi
Dois dias atrás, em 31 de agosto de 2022, um paquistanês de 28 anos, cujo nome não sabemos, se matou na RCP de Gradisca d'Isonzo. Ele havia entrado uma hora antes. Ele se matou no quarto; seus companheiros de prisão o encontraram.

Vozes por trás da parede

Por detrás dos muros do CPR, grita-se que o menino paquistanês "fez a corda" imediatamente após se encontrar com o Juiz de Paz de Gorizia, que havia confirmado sua permanência no centro por três meses. Eles nos pedem para dizer que ele se matou em desespero por essa escolha sobre sua vida. Dizem-nos que foi na zona azul, onde desligam os telefones e para onde vão as pessoas assim que entram. Os detentos nos contam que os operadores do centro não lhes dão o nome do menino, apesar de seus pedidos.

Contam-nos que muitos, após as audiências com o Juiz de Paz, sentem-se mal e outros tentaram enforcar-se, depois salvos pelos companheiros de quarto. Dizem que nesses momentos você se sente muito mal e enlouquece. Dizem-nos que é pior do que qualquer prisão e que os medicamentos psiquiátricos são colocados na comida. Pedem que parlamentares e jornalistas contem o que realmente acontece no CPR e entrem.

Quem fala conosco nos diz para temer por sua segurança pelo que ele está nos dizendo. Ele nos diz que está se expondo para todos, mas que os militares estão de olho nele. Ele nos dá seu nome e endereço porque teme por sua vida, apenas por contar o que está acontecendo. E sabemos bem disso, lembramos como foi ontem as deportações em série e a apreensão imediata dos telefones de todos os detidos que testemunharam na noite da morte de Vakhtang.

Repressão da solidariedade (com arma apontada)

Na noite de 1º de setembro, alguns membros da solidariedade passaram em frente ao CPR para mostrar solidariedade aos presos e ouvir suas vozes sobre a morte do menino paquistanês. Enquanto estavam lá, chegou um carro da polícia, acionado pela equipe do CPR suspeito da presença de algumas pessoas do lado de fora daqueles muros.

De um dos volantes saiu um carabiniere e começou a correr, não muito rápido, apontando a arma para um dos apoiadores. Pessoas foram revistadas e celulares confiscados momentaneamente. Depois de algum tempo, os solidários foram levados ao quartel para serem identificados, onde receberam a validação da detenção de doze horas. No quartel, uma das pessoas solidárias foi obrigada a realizar uma busca completa e a se despir completamente.

A existência da CPR exige silêncio: a mera presença de alguém nas suas imediações gera suspeitas e transforma-se em detenções, buscas e, como aconteceu a outros solidários em 2019, longe da área municipal. O CPR é institucionalmente um lugar cuja existência deve ser ignorada, mesmo nos dias em que mata alguém.

A violência da arma apontada não tem justificativa: a reação desproporcional da polícia diante de um menino branco que não estava cometendo nenhum crime nos pergunta sobre o nível de abuso a que pessoas que não têm a proteção da cidadania. Abusos de poder e violência racista institucional mantêm o CPR de pé todos os dias.

O comentário indigno do fiador

Giovanna Corbatto, Fiadora dos direitos dos reclusos do município de Gradisca, comenta sobre o veneziano Messaggero: «Não sabemos se e quais fantasmas trouxe consigo, se a sua dramática decisão foi planejada ou improvisada, se tinha patologias. Tendo passado apenas uma hora no CPR, eu seria cauteloso ao citar as condições de vida no interior como a causa ou causa contribuinte de um ato tão extremo".

O mecanismo colocado por Corbatto é o da culpabilização da vítima: diante de um menino que se suicidou em uma estrutura sob a decência que ela mesma deveria supervisionar, Corbatto se recusa a reconhecer as responsabilidades institucionais e literalmente culpa a vítima.

A RCP é um espaço letal: é um fato inegável, confirmado pela sucessão de óbitos. Quem morre lá dentro, de qualquer maneira que morra, é uma morte institucional, ou seja, uma morte de estado.

Quase três anos de um lugar letal

No campo de concentração de Gradisca d'Isonzo, muitas pessoas já morreram.

12/07/2021: Ezzeddine Anani, um marroquino de 41 anos, comete suicídio na cela onde estava detido em confinamento solitário por quarentena de Covid.

14/07/2020: Orgest Turia morre após uma overdose e um colega de quarto escapa do mesmo destino. Enquanto o prefeito de Gorizia Marchesiello diz que está tudo bem, a princípio a imprensa local espalha o boato de uma nova morte por briga, depois o prefeito Tomasinsig e representantes da polícia reproduzem a infame narrativa de presos tóxicos e tráfico de drogas sem o conhecimento de os carcereiros. Na realidade, Turia não é um viciado em drogas, é um homem de origem albanesa levado ao CPR porque foi encontrado sem passaporte.

18/01/2020: Vakhtang Enukidze, um cidadão georgiano de trinta e oito anos, é morto, segundo testemunhas, pelos golpes recebidos pelos guardas armados da instalação. Após sua morte, todas as testemunhas são deportadas, seus telefones celulares confiscados, a família de Vakhtang Enukidze na Geórgia está sob forte pressão para não participar de um julgamento criminal e, até o momento, nenhum resultado oficial da autópsia foi relatado.

30/04/2014: Majid el Khodra morre no hospital em Trieste, após meses em coma, após uma queda do telhado da então Cie di Gradisca, em agosto do ano anterior. Seus familiares são negados a chance de vê-lo por meses. Após sua morte, o Cie fecha, para reabrir alguns anos depois com o novo nome de Cpr.

A lista dos nomes das pessoas que morreram dentro do CPR nos lembra que "fantasmas" nunca matam: são as leis, as instituições, os representantes racistas do Estado. A lista de nomes de mortos no CPR nos diz que aquele local, que era desejado por todos os governos, não pode ser reformado. Chama-nos a mobilizar porque, se o CPR continuar a existir, as pessoas continuarão a morrer dentro dele.

Vidas de migrantes importam.
https://germinalts.noblogs.org/post/2022/09/03/domenica-4-settembre-ore-1500-dateci-il-nome-vogliamo-entrare-facciamoli-uscire/
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