(pt) Espanha, SOLIDARIEDADE DOS TRABALHADORES CONTRA A REFORMA TRABALHISTA - PREPARAMOS UMA AMPLA MOBILIZAÇÃO DE UNIDADES (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

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Quinta-Feira, 13 de Janeiro de 2022 - 08:42:45 CET


Os autonomeados agentes sociais, CCOO e UGT, endossaram com sua assinatura e 
apóiam as brutais Reformas Trabalhistas de 2010 e 2012, que serviram para fazer a 
classe trabalhadora pagar pela crise financeira e imobiliária de 2008. Tais 
reformas foram respondidas, mesmo com a participação dessas empresas "sindicais" 
(com relutância), com as greves gerais de 29 de setembro de 2010 e 29 de março e 
14 de novembro de 2012, que foram convocadas contra a decisão de facilitar a 
demissão de milhões de trabalhadores e fazê-lo praticamente gratuitamente, 
ampliando brutalmente a partir de então a total precariedade que hoje prevalece 
na maior parte do tecido laboral.
CCOO e UGT agora ratificam, um a um, os artigos daquelas reformas trabalhistas 
para deleite dos Empregadores, CEOE e Cepyme, que até se atrevem a desafiar o 
Congresso, ameaçando retirar-se do acordo se o acordo com seu ministro do 
Trabalho for tocado e seus sindicatos de lacaios.
Esta nova reforma trabalhista, feita sob medida para o Sindicato dos 
Empregadores, em nenhum caso revoga a reforma trabalhista de 2012, nem a de 2010:
- A temporalidade não acaba. A denominação dos contratos temporários será 
alterada e serão estatisticamente considerados contratos permanentes, no caso dos 
contratos fixo-descontínuos, mantendo-se tão temporários e precários como eram 
até agora. Claro que nas estatísticas não teremos mais uma temporalidade de mais 
de 30%, mas uma composição de apenas 8%, que é o que a Europa gosta.
- As verbas rescisórias anteriores a 2012, que totalizavam 45 dias por ano 
trabalhado, com um máximo de 42 mensalidades, não são restabelecidas. Tampouco 
são recuperados os salários de processamento, com os quais o trabalhador perde 
seu salário, sim ou sim, desde o momento em que é demitido até a chegada da 
sentença. Isso mostra que a CCOO e a UGT firmaram a redução dessas indenizações 
para 33 dias por ano, com um máximo de 24 mensalidades e o desaparecimento dos 
salários de processamento.
- Não são reduzidas as facilidades de despedimento coletivo e de despedimento 
individual objetivo por razões económicas, técnicas, organizacionais e produtivas 
que foram introduzidas com a reforma laboral de 2012. Nem sequer é recuperada a 
autorização administrativa para os despedimentos coletivos. As empresas poderão 
continuar fazendo despedimentos coletivos, sem nenhum filtro, ficando apenas a 
via judicial. Desamparo programado.
-Não há nenhuma ação contra a absoluta flexibilidade interna que as reformas de 
2010 e 2012 incorporaram. Foram essas reformas que permitiram ao empresariado 
alterar arbitrariamente e unilateralmente o horário, o local de trabalho ou 
qualquer outra condição relacionada à relação de trabalho (incluindo o salário ). 
A liberação das condições dos acordos foi facilitada, a capacidade negocial dos 
trabalhadores foi limitada diante de modificações substanciais das condições de 
trabalho, uma bolsa de horas de 10% da jornada de trabalho que dinamizou, nos 
setores mais precários , qualquer possibilidade de limitar a jornada real de 
trabalho. Nada disso foi modificado pela reforma de Yolanda Díaz.
- Não existem limites à subcontratação, as empresas podem continuar a terceirizar 
parte da sua atividade contratando outras empresas. Hipócritamente estabelecem 
que os trabalhadores subcontratados terão o salário do acordo setorial da 
atividade da empresa contratante, mas a empresa da qual dependem pode alterar 
suas horas, os dias, a quantidade de horas extras, os bônus..., com os quais eles 
continuarão na mesma condição precária de agora, que é o que CCOO, UGT, o 
ministro da CEOE e outras bobagens realmente assinaram.
TODA A MÍDIA AO SEU SERVIÇO
Que a mídia esteja a serviço do poder estabelecido não é novidade. Que todos 
participem das mesmas campanhas para defender o que é importante para os patrões 
também. Com a assinatura desta nova reforma trabalhista vimos como "o acordo 
social alcançado" é elogiado e até o ministro do CEOE é colocado no telhado como 
a nova musa da esquerda... Esses meios de comunicação inflam e desinflam as 
opções à vontade. políticas e líderes. Basta ver o que foi feito no caso de Pablo 
Iglesias e Podemos. Agora o novo boneco desta feira é o ministro do CEOE.

Como sempre, cabe às organizações sindicais e à classe trabalhadora organizada 
combater tanta propaganda e trazer à tona a verdade do que foi assinado perante 
os trabalhadores. Tarefa árdua na qual temos que colocar todo o esforço, se 
quisermos levantar a mobilização necessária em defesa do trabalho decente e dos 
direitos, contra a precariedade da escravidão que nos preparam. Mas tarefas 
árduas não nos assustam. Estamos aqui para isso: organizar a resistência dos 
trabalhadores ao processo de desapropriação e expansão da miséria que o Capital 
desencadeou com a desculpa da pandemia de Covid-19.
Por tudo isso, desde Solidaridad Obrera convocamos todas as organizações 
sindicais militantes a trabalharem juntas para levantar as mobilizações operárias 
necessárias em todos os setores e em todas as localidades. Devemos transformar a 
luta dos trabalhadores na centelha que desperta nossa sociedade adormecida e a 
faz lutar por suas maiores esperanças.

https://www.facebook.com/Soliobrera/posts/4457698821026547


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