(pt) FAR: III CONGRESSO DA FEDERAÇÃO ANARQUISTA DE ROSARIO - NORA GIAVEDONI - PARA A CONSTRUÇÃO DE UM POVO FORTE (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

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Terça-Feira, 7 de Setembro de 2021 - 07:47:14 CEST


Em setembro, estamos desenvolvendo nosso terceiro Congresso como uma organização 
política anarquista. Para repensar e planejar coletivamente como incorporar 
nossos sonhos nas lutas do dia a dia. Orientar a nossa ação a partir das mudanças 
conjunturais que afetam nosso cotidiano de militantes, especialmente a pandemia e 
a crise social e de saúde que ela desencadeou. Bem como para enfrentar novos 
desafios como uma organização política, com vista a fortalecer ainda mais os 
laços com organizações irmãs em outras partes do país. ---- Este terceiro 
Congresso coincide com nossos 13 anos como organização política. O anarquismo 
organizado tem uma história muito mais longa do que aqueles treze anos. Ela 
encontra sua origem e sua força na rebelião e resistência dos oprimidos contra as 
injustiças do sistema. Nasce do próprio seio da luta popular. Na Argentina, o 
anarquismo politicamente organizado está presente desde o final do século 19 como 
uma proposta política revolucionária, e continua ao longo do século 20 com 
algumas experiências, embora perdendo influência nas lutas sociais com o passar 
das décadas.
Foi o caminho traçado pela Federação Anarquista Uruguaia e pela Coordenação 
Anarquista Brasileira que tem dado uma orientação para que o anarquismo volte a 
estar presente nas lutas sociais do nosso tempo na região. Com mais de sessenta 
anos de experiência do fau e vinte de construção específica no Brasil, essas 
organizações irmãs têm mostrado que o anarquismo deve se envolver nas lutas 
sociais e na resistência popular de forma organizada, com perseverança, 
compromisso e abnegação. No mesmo sentido, em nossa cidade a experiência da 
Organização Anarquista de Rosário (OAR) no final dos anos noventa foi fundamental 
para o retorno do anarquismo às lutas sociais. A FAR é mais uma expressão desse 
processo que se realiza a partir da especificidade regional.
Por isso decidimos neste Congresso resgatar a figura de Nora Giavedoni, militante 
anarquista de Rosário, que fazia parte da Organização Anarquista de Rosário e 
faleceu há treze anos, poucos meses após o nascimento de nossa organização. A 
história do anarquismo, na Argentina e em todo o mundo, é repleta de pessoas e 
experiências coletivas dignas de serem lembradas. Milhares de colegas que 
arriscaram a vida para transformar o sistema, pela causa dos que estão abaixo. 
Entre eles não podemos deixar de mencionar os militantes detidos que 
desapareceram durante a última ditadura militar. Mas voltamos à atuação de Nora 
porque a sentimos próxima, como parte da especificidade que atinge nossos dias, e 
porque, sem dúvida, ela estaria lutando ao nosso lado hoje.
Por outro lado, o Congresso ocorre paralelamente à campanha eleitoral para as 
eleições legislativas que tem nublado parte importante do arco político. De nossa 
parte, insistimos que esta estratégia mostra uma e outra vez que só serve para 
enfraquecer todas as práticas e estratégias de luta e resistência do povo. 
Entendemos que o caminho deve ser diferente e vemos que existe todo um campo de 
ação para a nossa proposta política. Lá, no conjunto de expressões de resistência 
que não encontram canal nas instituições, em todas aquelas iniciativas que não se 
contentam em mudar a cara de um mesmo monstro capitalista e que podem ser o motor 
de resistência à crise social e sanitária , construindo um projeto de socialismo 
e liberdade.
Por isso escolhemos como slogan para este III Congresso "Pela construção de um 
povo forte" por acreditarmos que a prioridade é a liderança do povo, possível 
através do fortalecimento das organizações populares, única forma de se conseguir 
um povo socialista e sociedade libertária. A construção de um povo forte deve ser 
o nosso objetivo nesta etapa de resistência, atividade que nos envolve no dia a 
dia, e que desenvolvemos nos sindicatos, visando resgatar essas ferramentas para 
que estejam a serviço dos interesses dos A classe trabalhadora. Nos bairros 
periféricos articulando a comunidade e as lutas de protesto, e nos centros 
estudantis onde se dá a luta pela educação pública.
PARA A CONSTRUÇÃO DE UM POVO FORTE!
UP LXS QUE LUTA!
ANARQUIA AO VIVO!
Federação Anarquista de Rosário
Setembro de 2021

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