(pt) France, UCL AL #320 - História, 1931, A Exposição Colonial: os "civilizadores" nunca faltaram pretextos. (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

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Segunda-Feira, 22 de Novembro de 2021 - 11:03:07 CET


[...]É preciso ser estúpido como um francês médio para cortar novamente em seus 
canardos e imaginar que tudo vai bem no império colonial francês, e acreditar que 
os índios que passam por nossa "proteção" nadam em um oceano de felicidade. ---- 
Não é, entretanto, que os partidários do imperialismo francês carecem de epítetos 
laudatórios para glorificar as operações coloniais e exaltar os benefícios que o 
homem branco e sua civilização trouxeram em regiões consideradas selvagens.[...] 
---- Isso porque, em toda parte, o processo de conquista é o mesmo: primeiro o 
soldado, que tortura ou extermina o recalcitrante; depois, o missionário, que 
entorpece, escraviza os espíritos; o colono, que invade terras e explora 
indivíduos; depois o funcionário parasita que, em nome da lei ou do fisco, oprime 
e rouba. O soldado, o padre, o capitalista, o funcionário público: em todo lugar 
e sempre, ali como em outro lugar, este quarteto indissolúvel. Por fim, acima de 
tudo, a invenção diabólica dos Brancos: o álcool, que entorpece e extermina com 
ainda mais segurança do que o pó.

Ah, claro, para justificar os seus maus golpes, os "civilizadores" nunca faltaram 
pretextos e sempre souberam adornar as razões mais bombásticas dos reais motivos 
das operações coloniais. Mas toda a história do colonialismo francês por um 
século ou mais é contra suas afirmações.[...]

Aquisições modernas da civilização? É o capitalismo, a exploração perfeita do 
homem pelo homem; os escravos nativos nas minas, nas florestas, nas plantações, 
por salários irrisórios ou até mesmo por nenhum salário.

Abolição da escravidão? Sim, mas o substituímos pelo trabalho forçado, pelo 
tráfico de escravos, ou pelos amarelos, benfeitorias que o nativo paga dez vezes 
mais caro que a escravidão de antigamente[...].

Pacificação de tribos rivais? Ah ! Isso sim[...]. Só quanto para estimar o número 
dos pobres[atiradores nativos]que caíram durante a guerra de 1914-1918 pela 
defesa de interesses que eram ainda mais estranhos para eles do que para nós[...]?

A ajuda da ciência e a luta contra as doenças? Sim, sim, certamente ... Mas 
fale-nos um pouco de todos os povos exterminados pelo álcool, pelo ópio, cujo 
comércio lhe garante lucros tão frutíferos[...].

Mentir, enganar, roubar e assassinar, este é o lema dos "civilizadores". Mas 
nestes tempos de Exposição Colonial e outras pantalunatas oficiais, não seríamos 
um pouco cúmplices se não aproveitássemos para denunciar os crimes dos bandidos 
coloniais?

Louis Ander

Preparada para a Expo, a edição especial anticolonialismo do Le Libertaire, de 22 
de maio de 1931, foi adiada em uma semana por causa dos acontecimentos espanhóis 
- advento da República, renascimento da CNT - que monopolizaram a UACR. Charles 
Anderson, um dos organizadores da organização, enumera as mentiras do lobby 
colonial no artigo de abertura, "Legal Brigandage".

https://www.unioncommunistelibertaire.org/?1931-L-Exposition-coloniale-les-civilisateurs-n-ont-jamais-manque-de-pretextes 


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