(pt) Federação Anarquista Uruguaia - FAU: Perfil da querida companheira Letícia Soler (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

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Quinta-Feira, 11 de Novembro de 2021 - 08:36:13 CET


"A morte é a vida vivida. A vida é uma morte que vem ... ---- Cada pessoa que 
passa pela nossa vida é única. ---- Ele sempre deixa um pouco de si e leva um 
pouco de nós ". ---- Jorge luis borges ---- A querida companheira Letícia Soler 
nos deixou. Mas realmente não foi embora, ficará para sempre na memória e não são 
apenas palavras formais. ---- Há menos de um mês participava de um jantar 
fraterno com os colegas, no qual falava do presente e recordava alguns episódios 
militantes do passado. Ele propôs entusiasticamente que até dezembro deveríamos 
todos nos encontrar novamente para outra refeição de confraternização.
A fraternidade, a cordialidade e a disponibilidade para trocar ideias foram uma 
constante no seu jeito de ser.

Ele havia iniciado sua militância na FAU em meados dos anos 60, naquele momento 
histórico de muita luta contra os ataques e tentativas de tirar as conquistas dos 
de baixo. Pacheco e suas Medidas de Segurança permanentes, presos, tortura e 
assassinato de filhos do povo. Luta muito resistente no sindicato, estudantil e 
popular. A FAU, inserida no movimento popular, desenvolveu uma intensa actividade 
na Tendência combativa, as ROE, vários sindicatos e posteriormente na OPR 33, 
permanecendo clandestina no início do ano 1968 após o decreto Pacheco.

A querida companheira Letícia inicia sua atividade na FAU organicamente ligada às 
tarefas da OPR 33. Sua casa ficava disponível para reuniões nos momentos em que a 
FAU se escondia, ali o Conselho Federal se reunia com frequência, inclusive 
colegas obrigados por serem perigosos segundo os infames sistema através dos 
mecanismos que utiliza para se manter e se reproduzir: aparato jurídico, 
imprensa, TV, militar, etc.

Letícia também sempre teve o carro à disposição, transferia companheiros 
clandestinos em casos de emergência, e outras vezes para reuniões onde a 
segurança tinha que ser extrema.

Ela estava a cargo, junto com outra colega, da Clínica que havia sido montada 
caso tivéssemos algum colega ferido em alguma das desapropriações, sequestros ou 
outras atividades. Em nossa Clínica, que tinha toda infraestrutura necessária 
para qualquer caso de emergência, havia: um médico, um cirurgião e uma 
enfermeira. Ela e o outro companheiro eram os que tinham, de forma 
compartimentada, a forma de convocá-los diante de qualquer emergência.

Caiu em 1976 até 1978. Afirmou-se com firmeza e permaneceu firme e sereno naquele 
lugar infame chamado Punta Rieles. Em algumas ocasiões, ela realizou ciclos de 
conversas sobre história com colegas. Ela manteve um relacionamento cordial com 
todos os outros presos com os quais teve contato. Sempre disposto a falar sobre 
assuntos que interessem tanto à história quanto à literatura.

Pode-se dizer que Letícia pertencia àquela classe de companheiros que contribuem 
com esforço e militância quase silenciosamente. Com modéstia e critérios de 
segurança que bem aplicou, passou por suas esperanças e ações sem destacá-las de 
forma alguma.

Respeitando seu estilo, diremos: querida companheira Letícia, você ficou conosco 
nas melhores lembranças. Sempre dentro da luta pelo Socialismo e pela Liberdade.

Nós, com o sentimento na superfície, adicionaremos:

Morto ou vivo, levante-se com aqueles que lutam!

https://federacionanarquistauruguaya.uy/semblanza-de-la-querida-companera-leticia-soler/


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