(pt) France, UCL AL #316 = Sindicalismo, CGT: fale de política, sim, mas não de político (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Sexta-Feira, 28 de Maio de 2021 - 07:35:43 CEST


Que relação a CGT tem com a política e os partidos ? Com a aproximação do 
congresso confederal da primavera de 2022, o debate foi relançado pela assinatura 
de um pacto de ação com as associações ambientais e pelas habituais posições 
internas em vista da eleição presidencial. ---- A redação em constante mudança do 
preâmbulo dos estatutos da CGT marca perfeitamente a evolução das concepções da 
maioria sobre a relação com a política. A Carta de Amiens fixou a CGT em seu 
"duplo dever": demandas imediatas e o advento do socialismo, afastando as 
organizações políticas ; a greve geral sendo a ferramenta para a expropriação dos 
capitalistas e a revitalização das fábricas.

Mas a CGT gradualmente voltou a se concentrar no protesto, delegando a mudança da 
sociedade aos partidos. A busca de um "desfecho político" eleitoral para as lutas 
sociais levará à decisão de limitar estritamente a greve geral de maio de 68 às 
demandas econômicas e, alguns anos depois, de co-assinar o Programa de Governo 
Comum celebrado entre o PCF, o PS e o MRG.

"Nunca mais"
Reunindo entre outros a CGT, Solidaires, FSU, Confédération paysanne, Attac, o 
Dal, mas também as ONGs Greenpeace e Oxfam, este pacto[1]pede um "plano de saída 
da crise" para a emergência social e climática. E saúde neste período de 
pandemia. Ainda pouco conhecido na CGT, o pacto é vítima de controvérsias 
contraditórias na confederação.

Assinado com urgência por Martinez, sem dúvida para não deixar o monopólio para a 
CFDT que começava a se unir em torno de sua convocação, não foi discutido em 
lugar nenhum, nem no Confederal Bureau, nem no Grupo de Trabalho de Meio 
Ambiente. Esta passagem forte deixa uma inquietação duradoura, inclusive entre 
aqueles que apóiam a abordagem e que criaram variações unitárias locais.

Mas para todos aqueles que se opõem a ela pelo mérito, a negação democrática 
serve de pretexto. Um primeiro pilar do protesto é forjado por aqueles que 
consideram que a CGT, já em dificuldades em suas bases, faria melhor se se 
concentrasse nas lutas tradicionais e não se envolvesse na "política". Um segundo 
pilar é sustentado por quem se recusa a ouvir que a emergência ecológica se 
tornou central para uma sociedade livre do capitalismo e que os velhos reflexos 
produtivistas devem ser revistos.

Em uma CGT que às vezes tem problemas para estabelecer uma bússola, os conflitos 
de pessoa e orientação geralmente ocorrem entre ativistas do movimento PCF. 
Muitos deles sonham com um retorno a uma suposta idade de ouro, quando havia 
osmose total entre CGT e PCF. O lançamento em grande escala da rede Unity CGT 
reúne algumas dessas pessoas nostálgicas. Uma postura combativa, um discurso de 
luta de classes que pudesse apelar.

Mas quem realmente quer esse passo atrás ? O lançamento de um apelo por 500 
ativistas sindicais para uma candidatura do PCF para as eleições presidenciais de 
2022 deve alertar os membros do sindicato. Longe de ilusões eleitorais, é um 
retorno ao "duplo dever" de que os trabalhadores precisam. Com total independência.

Jean-Yves (UCL Limousin)

Validar

[1] "Nunca mais ! Um mundo para reconstruir", 2 de junho de 2020, em Cgt.fr

https://www.unioncommunistelibertaire.org/?CGT-parler-politique-oui-mais-pas-politicien


Mais informações acerca da lista A-infos-pt