(pt) Anarquista de Centro-America y el Caribe: A fronteira, a parede, a ferida - na parede entre a República Dominicana e o Haiti (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quinta-Feira, 27 de Maio de 2021 - 08:57:33 CEST


Duas opiniões de anarquistas dominicanos ---- Há uma ferida aberta que divide 
esta ilha em duas: a fronteira dominicano-haitiana; ela divide visivelmente dois 
povos, une de forma invisível os explorados e exploradores de um lado da ilha 
contra os explorados do outro lado. Sua justificativa é levantada como cultural 
(diferença de idioma e costumes), mas seu verdadeiro motivo é econômico, sendo 
esse muro a manifestação física da divisão produzida pelos interesses políticos 
da escravidão nos impérios ocidentais desde a independência da República do 
Haiti. tendo sido a primeira república de escravos negros a abolir a escravidão 
para sempre.

  A realidade atual é que a gestão desastrosa dos governos desta metade de nossa 
ilha saqueada (República Dominicana) se baseia na usura sistemática, no 
esvaziamento dos cofres públicos e no exercício do crime organizado em sua máxima 
expressão, só podendo se justificar. - e ganhar para a causa dos exploradores o 
favor dos explorados - por meio da luta contra um inimigo externo: o povo haitiano.

São estes "inimigos" que, na sua condição de mão-de-obra precária, migram para a 
República Dominicana de forma irregular, amparados por um aparato de exploração 
do trabalho que os emprega para realizar os trabalhos mais mal pagos nesta metade 
da ilha, uma vez que eles são feitos. trabalho para devolvê-los ao seu país após 
relatarem sua condição de imigrantes irregulares, muitas vezes sem terem recebido 
sequer um salário pelo seu trabalho, e quando não conseguiram escapar da 
deportação através do exercício de trabalhos irregulares ("acasos"), como 
vendedores vendedor ambulante de frutas. São esses imigrantes explorados que são 
usados como bode expiatório para todos os males que nos afligem pelos 
"nacionalismos" que defendem a paz entre as classes e a guerra entre os povos:

Esta situação de exploração laboral é aquela que tenta mascarar-se através da 
construção de um muro, o que não implica o estabelecimento de qualquer tipo de 
sanção às empresas e empresários que incorram nos referidos abusos, e que 
procurem encobrir realidade longe de atacar as causas que geram o problema: a 
excessiva ambição de lucro por parte da classe empresarial dominicana.

Um muro contra a invasão?

A construção do muro vem atender às necessidades históricas últimas do aparelho 
colonial e capitalista (nacional e internacional), que tem procurado por meio da 
manipulação de dados historiográficos identificar nos primeiros negros libertos 
da escravidão, um povo escravo e invasor, por meio da construção sistemática do 
mito das "invasões haitianas". A construção desse muro representa a manifestação 
física do triunfo discursivo do poder dos Impérios Coloniais contra o poder 
individual daqueles que lutaram por sua verdadeira libertação.

As "invasões" realmente existiram?

Primeira "invasão", anterior a 1804: o Tratado de Basileia e Aranjuez estipulava 
a cessão completa da ilha ao estado francês. Para colocá-los em prática, a 
Touissant L'Overture ocupa a metade oriental da ilha (a parte historicamente 
pertencente ao império hispânico) em nome do estado francês. O Haiti ainda não 
era uma república independente, e falar de uma invasão haitiana é uma inexatidão 
histórica nada inocente.

Segunda "invasão" 1811:

O "massacre de Moca" é apontado como a segunda prova das pretensões imperialistas 
do povo haitiano. O que geralmente se ignora ao mencioná-lo é que o domínio da 
parte oriental da ilha havia sido retomado pelo império hispânico, abertamente 
escravidão, e que continuava a se dedicar ao tráfico de escravos negros como base 
de seu sistema de acumulação de riquezas, incluindo meninos e meninas negros.

Terceira "invasão", 1822:
A unificação da ilha sob o comando do governante haitiano Boyer é apontada como a 
3ª invasão; O que os historiadores deixam de mencionar é que o estado de abandono 
da parte oriental da ilha pelo Império Hispânico levaria ao descontentamento dos 
governantes locais (José Núñez de Cáceres), que com o apoio do corpo militar de 
Elite (eminente constituído por libertos de raça negra, que haviam alcançado seu 
status apoiando as tropas hispânicas contra o Império francês) sob a promessa de 
abolir a escravidão, constituiriam a República do Haiti espanhol, durante a 
chamada "independência efêmera". A não implementação da abolição da escravatura 
acabaria por desencadear a triunfante ocupação militar da parte oriental da ilha 
por JP Boyer,

Independência ou separação?

A constituição do Estado haitiano representa a mancha negra na hipócrita 
consciência branca dos impérios ocidentais, ao questionar seu suposto poder 
ilimitado, e por isso,

junto com o mito das invasões, se fabrica outro mito: a independência de a 
República Dominicana

A República Dominicana foi fundada com os auspícios econômicos e militares das 
potências coloniais, que, na esperança de recuperar o poder sobre a parte 
ocidental da ilha e restabelecer a escravidão em toda a sua geografia, 
inicialmente apoiaram o processo de "Separação" (encabeçado pelos trinitários e 
de caráter anti-iraniano, agora conhecido como "Independência") da parte oriental 
dele. O termo Independência pretende substituir o termo Separação, para encobrir 
a Unficacion voluntária de toda a ilha em 1822/23. Esta unificação traria como 
consequência final a rebelião em toda a ilha em 1843 contra a ditadura de JP 
Boyer (que durou 20 anos), culminando na elaboração de uma nova constituição 
elaborada por representantes de toda a ilha, e isso elevou a organização a um 
estado de raízes municipais. O novo ditador C. Herard, constituindo seu governo 
com capital em Porto Príncipe, revogaria esta constituição, sendo esta a causa 
que levaria à separação da parte oriental da ilha sob a constituição da República 
Dominicana (1844 ) assim como a rebelião do Armeé des Suffrants (exército dos 
sofredores, de caráter socialista libertário aberto), uma rebelião de camponeses 
pobres e negros do sul do atual Haiti. A rebelião do Exército Sofredor, de uma 
corte libertária quase socialista, liderada por camponeses negros e pobres 
exigindo educação pública universal e denunciando a desigualdade racial e 
econômica (entre outras reivindicações) significaria a derrota militar das tropas 
de Charles Herard. Mas a historiografia colonialista,

Todos os fatos narrados acima são ignorados da história que se ensina na 
República Dominicana, seria necessário esclarecer se o mesmo acontece no Haiti.

Enfrentando a guerra entre os povos: solidariedade entre os explorados e o 
internacionalismo anarquista

  Por meio do esclarecimento histórico acima, não buscamos reivindicar a 
superioridade moral de um Estado ou de seus governantes e empresários sobre os 
outros, mas justamente apontar que tem sido a hipocrisia dos governantes de ambas 
as partes da ilha, o que a manteve na miséria.
Só reconhecendo os nossos iguais poderemos encontrar cúmplices para a construção 
de alternativas verdadeiramente libertadoras, e que longe de nos dividir iriam 
levar a cabo a conquista da liberdade e da justiça social que tanto almejamos.

--------------------------------------------------

A cerca da fronteira e o desafio de uma educação popular relacionada à cultura do 
socialismo libertário

A cerca que está sendo construída discretamente desde o governo anterior do 
Partido da Libertação Dominicana e do agora Partido Revolucionário Moderno no 
contexto do Estado da República Dominicana é a Um verdadeiro reflexo do nível de 
falta de consciência que existe no contexto dominicano sobre questões tão simples 
como os direitos humanos.

Quando você para em uma praça para fazer fila ou no transporte público, pode ter 
diálogos usuais onde aparecem diferentes tipos de pessoas. Entre eles, alguns 
clamam pelo retorno de Trujillo, um governante que, por meio de sua tirania, 
matou o povo haitiano no início do século XX.

Se uma pessoa com ideias relacionadas aos libertários ou que pelo menos promova 
os direitos humanos dos migrantes e das pessoas em situação de pobreza ou 
necessidade, como a maioria que emigra do Haiti para a República Dominicana, faz 
uma intervenção contra as representações sociais de uma cerca ou de uma divisão 
nacional, essa pessoa geralmente recebe ataques verbais que podem beirar a selva.

A solidariedade manifestada com o terremoto do Haiti em 2010 já se espalhou na 
opinião pública de boa parte da sociedade dominicana. A imposição estatal do 
toque de recolher e da mão forte, contra a pandemia COVID-19, serve como um 
lubrificante legitimador para promover práticas autoritárias no contexto 
dominicano. Por isso, não é por acaso que surgiram recentemente grupos 
neofascistas que até fazem exibições em mobilizações de massa onde ninguém os 
expulsa ou rejeita, como na mobilização em frente à Mesa Eleitoral Central no ano 
passado. A recente luta por três razões simples para que as mulheres possam 
decidir por seu corpo revela em opiniões nas redes da Internet um nível de 
alienação bastante profunda em grande parte da sociedade dominicana.

Isso implica que há muito trabalho a ser feito em termos de educação popular e 
que essa educação possa merecer articulações estratégicas com setores não 
necessariamente libertários, mas que pelo menos guardem a afinidade de lutar 
contra o autoritarismo extremo expresso como tirania, com a visão de que nada 
mais é instituído do que foi feito no contexto dominicano.

Isso pode ser acompanhado pela oferta de alternativas para tratar certos 
problemas. Neste último, anarquistas interessados podem desempenhar um papel 
importante por meio de debates formais ou informais dentro e fora dos movimentos 
sociais que podem acompanhar uma aprendizagem de diálogo que pode pelo menos 
abrir uma lacuna de dúvida ao autoritarismo e que pode ir além, oferecendo 
alternativas esperançosas para o cultura do socialismo libertário.

https://f-anarquista-cc.blogspot.com/2021/05/dos-opiniones-de-anarquistas.html


Mais informações acerca da lista A-infos-pt