(pt) luta fob: 13 de Maio: a resposta ao Estado racista e seu genocídio é organizar a rebelião negra e popular

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Quarta-Feira, 19 de Maio de 2021 - 07:29:20 CEST


"Quanto a aqueles massacres locais, periódicos, malditos a qual todos vocês estão 
sempre vulneráveis, vocês precisam se vingar deles do seu próprio jeito.[...]Esse 
é o começo do respeito! Vocês não são, de forma alguma, indefesos. Pois a tocha 
do incendiário, que se sabe ser capaz de mostrar a assassinos e tiranos a linha 
do perigo, a qual eles não podem atravessar com impunidade, não pode ser tirada 
de vocês." ---- Lucy Parsons, histórica dirigente operária e revolucionária 
afro-indígena dos EUA. ---- Vivemos uma situação de massacre permanente contra o 
povo. Por um lado as milhares de mortes diárias por Covid-19, com a intenção 
deliberada dos governos e dos capitalistas, especialmente do governo fascista e 
genocida Bolsonaro/Mourão. Por outro, prosseguem as matanças e chacinas contra o 
povo negro e pobre nas favelas e periferias do país, que se somam ao avanço da 
situação de miséria e fome, ao maior nível de desemprego da história, aos 
despejos desumanos e a violência contra camponeses pobres e os povos indígenas, 
em uma guerra aberta e permanente do Estado brasileiro a serviço dos ricos contra 
o povo pobre e a classe trabalhadora no país.

A Chacina do Jacerezinho é um episódio brutal dessa guerra contra o povo pobre e 
do genocídio negro no Brasil. Uma operação ilegal, a serviço das milícias e dos 
corruptos e fascistas que estão no poder. O terrorismo de Estado que deixou 29 
mortos no Jacerezinho é extermínio programado, os governos de Bolsonaro e Cláudio 
Castro dão seguimento as políticas genocidas dos governos do PT/PMDB, com o 
encerramento em massa e as UPPs, que transformaram o Rio de Janeiro em um 
laboratório da guerra racial e neoliberal contra negros e pobres, com uma 
política inédita de ocupação militar de territórios racializados que nem mesmo a 
ditadura militar-empresarial fez.

O massacre no Jacarezinho não pode ser visto de forma isolada, pois faz parte da 
dinâmica da dominação capitalista e racista no Brasil, onde a brutalidade 
policial, o extermínio, os massacres e o genocídio negro são políticas de Estado 
e não apenas decisões de governos, variando sua intensidade de acordo com as 
gestões de turno, mas que permanecem inalteradas em sua essência.

Os massacres nas favelas brasileiras são também parte do genocídio transnacional 
contra os povos. Com tropas treinadas nos massacres da famigerada Minustah no 
Haiti, utilizando a tecnologia sionista-israelense do apartheid palestino e as 
táticas de guerra suja do Estado militarizado da Colômbia, tudo obviamente sob 
coordenação do principal inimigo da humanidade, o imperialismo estadunidense.

Bolsonaro e Cláudio Castro, são dois facínoras, que tem obviamente interesses 
diretos na Chacina do Jacerezinho, para fortalecer as milícias e rivalizar com a 
decisão do STF que regulamenta as operações em favelas, mas os massacres têm uma 
lógica mais profunda que unifica toda a cadeia de dominação burguesa. As polícias 
matam, a grande mídia justifica, o poder executivo legitima e o judiciário é 
cúmplice.

Racismo e capitalismo são duas faces da mesma moeda, como nos avisou Steve Biko, 
por isso o capitalismo brasileiro, estruturado pela escravidão e pelo ódio 
antinegro se entrelaça com a lógica do programa neoliberal e a necessidade em 
queimar capital variável e aumentar os níveis de exploração, reduzir o exército 
de reserva de desempregados, ao mesmo tempo em que controla através da 
brutalidade policial e do terror institucional o proletariado marginal e a 
revolta contra a situação de miséria, fome e desemprego que o governo fascista 
Bolsonaro/Mourão vem aprofundando.

Construir a Greve Geral e organizar a rebelião negra e popular precisa ser a 
nossa resposta ao Estado brasileiro e aos governos genocidas. Nesse 13 de maio, 
Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo reafirmamos a necessidade da construção 
da autodefesa comunitária como nosso caminho para enfrentar a brutalidade 
policial e pôr fim aos massacres de nosso povo. Exigimos o fim da polícia 
assassina e das operações e massacres nas favelas, da violência no campo e dos 
despejos, nos solidarizamos com os povos em luta contra o genocídio transnacional 
também na Colômbia, no Haiti e na Palestina.

Campanha Nacional pela Greve Geral

https://lutafob.org/8929/


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