(pt) RUSGA LIBERTÁRIA MT: 7 mil mortos: segue o lucro para poucos, prevalece a morte para geral (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Segunda-Feira, 29 de Março de 2021 - 09:29:46 CEST


Mato Grosso alcançou o registro de 7 mil mortos pela COVID-19; os hospitais 
(públicos e particulares) seguem em superlotação, UPAs registrando dificuldades 
para atendimentos, já se registra falta de equipamentos básicos para 
procedimentos de intubação, falta de anticoagulantes, e a internação de crianças 
alcançando números preocupantes... mas a economia, o lucro dos grandes 
empresários e latifundiários, não pode parar. ---- Segue um teatro orquestrado 
pelos políticos profissionais, no qual se prioriza atender aos interesses 
empresariais da FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso), da CDL (Câmara 
dos Dirigentes Lojistas de Cuiabá) e dos setores do Agronegócio. O mini lockdown 
explicitou ineficácia para contenção do vírus, pois as rotinas de aglomeração e 
deslocamentos seguiram normais - quem tem fome e boletos para pagar acaba ficando 
sem escolha, restando o sacrifício imposto pelos patrões - pelo capitalismo.

Esse jogo dos de cima ficou escancarado esta semana quando o projeto de 
antecipação de feriados foi colocado em pauta. Ainda que esse não seja o ideal 
para preservar a vida de trabalhadoras/es, que precisariam estar em casa durante 
todo esse período de grande contaminação e mortes e não apenas 4 ou 5 dias, a não 
aprovação do projeto representou bem a quais interesses serve o Estado, assim 
como o caráter genocida do capitalismo. O que vimos foram os de cima se 
digladiando para não desagradar aos patrões e os patrões como abutres sobre 
governo, assembleia e prefeituras para barrar a antecipação de feriados - o 
"feriadão", como estavam chamando - na argumentação de que seria prejudicial para 
a economia local. No fim das contas, o que vimos foi a mais real e concreta face 
do capitalismo. Em meio a todo o cenário de mortes e adoecimentos, colapso geral, 
os abutres caíram sobre o Estado para que nem um dia de feriado fosse dado; mesmo 
que tais dias fossem trabalhados depois, uma vez que se tratava de antecipação de 
feriado e não de deixar trabalhadoras/es em casa sem que tivessem que pagar por isso.

As mortes e a miséria que vivenciamos no estado de Mato Grosso hoje têm 
responsáveis e eles devem ser denunciados e devem pagar por elas. Sabemos que o 
governo genocida de Bolsonaro abre as portas das políticas de mortes, mas os 
governos estaduais e prefeituras têm o mesmo papel nessas esferas. Em Mato 
Grosso, as políticas de mortes de Mauro Mendes seguem a cartilha genocida federal 
e são tão responsáveis quanto as políticas federais!

Política de morte planejada e auxílio emergencial

O estado de Mato Grosso, em condição grave, é um triste objeto nas mãos daqueles 
que jogam com nossas vidas. Governo de Mauro Mendes serve diretamente aos 
interesses dos empresários e agronegócio; quando ensaia qualquer atitude para 
dizer que está fazendo algo, logo cede à pressão desses setores ou cai em "birras 
políticas" com o prefeito de Cuiabá. Prefeituras têm sido omissas ou coadunam com 
a ausência deliberada de ações que caracteriza o governo genocida de Bolsonaro. 
Assembleia Legislativa demonstrou, mais uma vez, que serve a Mauro Mendes, aos 
empresários e ao agronegócio. Empresários e Agronegócio seguem lucrando, enquanto 
pressionam governo, prefeituras e Assembleia Legislativa para minar qualquer 
ensaio no sentido de preservar a vida das trabalhadoras e trabalhadores.

Tudo que temos sofrido, trabalhadoras e trabalhadores (empregados, formais, 
informais e desempregados), é resultado dos descasos que os governos (federal, 
estadual e municipal) vêm aplicando contra a população, favorecendo sempre os 
interesses dos setores empresariais, agroexportador e especuladores financeiros 
de todo tipo - principalmente quando os desejos desses são: PRIVATIZAÇÃO DE TUDO 
QUE SEJA PÚBLICO! Há décadas que se tem avançado políticas de precarização de 
serviços que realmente são essenciais - foquemos, nesse momento, na Saúde - para 
todo o conjunto daqueles e daquelas que não possuem condições financeiras para 
custear os altos preços dos Planos de Saúde. Há anos a população vem sofrendo com 
o sucateamento dos serviços públicos de saúde: falta de equipamentos, reformas, 
construções adequadas, concursos para trabalhadores necessários para a linha de 
frente nos atendimentos, salário digno para os profissionais da saúde, etc. - em 
Mato Grosso, vai para mais de 20 anos sem concurso público na área de saúde, por 
exemplo.

Com a pandemia da COVID-19, toda essa jogatina vem ficando cada vez mais 
escancarada, pois quem dita as regras para o jogo de contenção do vírus e 
prevenção da vida é os que possuem alto acúmulo de dinheiro; os negacionistas que 
afirmam: A ECONOMIA NÃO PODE PARAR!

O auxílio emergencial, nacional e estadual, seguirá mantendo a população na 
miséria e tendo de sacrificar suas vidas para manter um pouco de vida digna. O 
aumento no custo de vida - alimentação, gás, energia, combustível, água, saúde, 
medicamentos - segue no fluxo normal de elevação. Na esfera federal, aponta-se o 
pagamento de até R$375 reais e, na esfera estadual (em Mato Grosso), o aprovado é 
R$150 reais (por 3 meses) para atender por volta de 100mil famílias que estejam 
cadastradas em programa social da Secretaria de Estado de Assistência Social 
(Setasc), "Ser família".

Temos plena clareza que tais valores para quem vive na extrema pobreza, gerada 
pelas ganâncias dos políticos de turno (os políticos profissionais), é de grande 
importância, mas não podemos deixar de trazer a reflexão para os custos básicos 
da vida: gás de cozinha acima de R$100; a cesta básica mais de R$250; o custo da 
energia e água (empresas privadas) lá em cima... se adoecer e precisar de 
medicações indisponíveis no SUS (pela falta de repasses e investimentos 
prioritários)... SALVE-SE QUEM PUDER!

A ineficiência do toque de recolher para "bobó tcheira-tcheira"

O que estaremos enfrentando é uma medida, não que não seja necessária, mas 
totalmente destinada para enganar a população. O fluxo de trabalhadores e 
trabalhadoras seguirá normalmente, o lucro dos patrões seguirá de vento em polpa, 
pois a economia não pode parar (não tem parado, principalmente quando se trata 
dos maiores devedores aos cofres públicos de Mato Grosso - o Agronegócio). A 
economia não pode parar, mesmo que sigamos perdendo mais algumas vidas, mesmo que 
ultrapassemos o registro de 6.000 mil mortos em nosso estado, não pode parar 
mesmo que já vivenciamos a superlotação das UTIs e estejamos dentro de um colapso 
explícito (já chegamos na marca de 99% das UTIs ocupadas e um número 
significativo de pessoas aguardando vagas).

Seguiremos enfrentando uma rotina normal para quem precisa trabalhar para 
sobreviver, tendo alguns trabalhadores e trabalhadoras afetados (os que executam 
trabalhos noturnos) e correndo o risco da perda do trabalho e sem nenhum auxílio 
para custear o alto custo de nossas vidas.

Opinião Anarquista | 09 de março de 2021 | Rusga Libertária | link: 
http://cabanarquista.org/2021/03/09/rusga-libertaria-mt-pandemia-negacionismo-e-minilockdown/

No dia 09 de março, soltamos uma Opinião Anarquista onde apontávamos a 
ineficiência do lockdown "híbrido" - mini lockdown, conforme portaria do governo 
de Mato Grosso. Os 15 dias estipulados pelo governo se foram, assim como também 
se foram várias e várias vidas - trabalhadoras e trabalhadores dos mais variados 
segmentos da nossa sociedade; pessoas que, pela necessidade material da nossa 
vida e pela falta de políticas sociais sérias para não deixar nosso povo morrer 
de fome, tiveram de seguir realizando os deslocamentos para seus locais de 
trabalho. Pessoas que, em sua maioria, dependem dos transportes públicos; pessoas 
que, em sua maioria, não possuem condições financeiras para custear planos de 
saúde privados e muito menos pegar um avião particular e se deslocar para os 
mesmos hospitais que muitos parlamentares foram para se internar e tratar da covid.

Um lockdown mais sério é necessário para a contenção do vírus, mas sem um auxílio 
emergencial que, ao menos, esteja próximo do salário mínimo atual, mas sem uma 
política contra o corte e redução de salários, mas sem a redução sobre os altos 
custos da vida... tudo isso se torna ilusório para a população trabalhadora. Além 
do mais, o forte discurso da "gripezinha" - que o próprio Mauro Mendes ajudou a 
difundir no estado - tornou boa parte da nossa população incrédula, só se torna 
real quando a morte bate em nossa porta.

Panela Vazia: revolta popular nas periferias A saída que nos resta nessa 
conjuntura de morte e precarização da vida

Assim como já defendemos antes, seguimos nessa linha de defesa para a vida das e 
dos de baixo...

Temos clareza que não está fácil a nossa vida e que não será da noite para o dia 
que as coisas melhorarão, mas devemos retomar a força da resistência e rebeldia 
para a organização e luta das/os trabalhadoras/es contra toda essa política de 
morte a que os governantes e patrões têm nos empurrado a vivenciar. Já que nos 
obrigam a trabalhar e correr riscos de vida em plena pandemia acelerada, sem 
nenhuma possibilidade de sobrevivência digna, é urgente que também tomemos a ação 
direta como ferramenta primordial de combate contra toda essa injustiça e 
política de morte. Se nos impõem trabalhar normalmente em pleno colapso, que 
tenhamos força para tomar as ruas e reivindicar Vida Digna: pela quebra de 
patente das vacinas, quarentena pela vida, greve geral pela vida, auxílio 
emergencial para todas e todos que sofrem com a precarização do trabalho e 
desemprego e com valor digno, redução dos altos preços nos 
alimentos/medicação/luz/água/gás/etc., testagem em massa para toda população, fim 
dos despejos nas ocupações de casas abandonadas e terras improdutivas ou sem real 
função social, taxação do agronegócio e das grandes fortunas, encerramento dos 
trabalhos presenciais nas escolas e demais repartições públicas (trabalho 
essencial não pode ser relativizado para atender desejo de patrões), VACINAÇÃO EM 
MASSA!

É pela força popular, ação direta organizada contra os inimigos de classe que 
podemos avançar na reconstrução de vetor social forte para a revolução social.

DESEMPREGO E PANELA VAZIA, É REVOLTA NA PERIFERIA!

ANARQUISMO ORGANIZADO, PELA CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO!

LUTAR, CRIAR... PODER POPULAR!

Rusga Libertária - 15 anos na construção do Anarquismo Organizado em Mato Grosso

http://cabanarquista.org/2021/03/24/rusga-libertaria-mt-7-mil-mortos-segue-o-lucro-para-poucos-prevalece-a-morte-para-geral/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt