(pt) [Espanha] 8M | Nossa melhor defesa: feminismo de classe, sindicalista e combativo By A.N.A. (ca, en)

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Sexta-Feira, 5 de Março de 2021 - 07:11:25 CET


Este ano temos vivido uma situação excepcional que nos permitiu, em maior ou 
menor grau, contemplar os estragos de uma sociedade cujas prioridades estão 
baseadas no capitalismo: o lucro econômico, a atividade frenética incessante e o 
consumo desmedido. Ficamos surpresas ao ver como, mais uma vez, foi dada 
prioridade à economia sobre a vida. Isto significa, como todas sabemos, perder 
vidas humanas em troca de salvar a temporada de verão ou natalina. Não podemos 
esquecer que as consequências desastrosas da COVID-19 caíram especialmente sobre 
as mulheres trabalhadoras, que têm sido essenciais na luta contra a pandemia 
desde os setores essenciais (limpeza, alimentação, saúde e assistência social, 
educação, etc.). Mais uma vez, as mulheres trabalhadoras tiveram que lidar com os 
problemas da conciliação. Desta vez, com uma dificuldade adicional: o teletrabalho.

Diante da óbvia necessidade de proteger as pessoas e de valorizar o cuidado, 
desde a Confederação Nacional do Trabalho, neste 8 de Março reivindicamos o 
feminismo de classe, sindicalista e combativo, como nossa melhor defesa. Um 
feminismo que transforme a vida desde a raiz e que se aprofunde nas chaves para a 
realização de uma sociedade orientada para o cuidado da vida e para colocá-la no 
centro. Um feminismo que encontre no sindicato uma ferramenta eficaz para 
recuperar nossas vidas, para protegê-las e para dignificá-las. Para conciliar 
vida e trabalho e para ter NOSSO tempo e priorizar o que é importante.

Porque é no sindicato onde, dia após dia, conquistamos nossos direitos e ganhamos 
terreno contra a exploração e a precariedade, contra as horas extras forçadas e 
não remuneradas, contra as horas de trabalho sem fim, contra as mudanças de 
horário que nos tornam incapazes de ter uma vida além do trabalho, contra a 
discriminação e os abusos, contra as demissões... Em suma, contra a falta de 
controle sobre nossa subsistência e nossas vidas.

É no sindicalismo combativo, onde recuperamos o que é nosso e trabalhamos juntas 
para dobrar o fardo que supõem - especialmente para as mulheres - as duplas e 
triplas jornadas de trabalho com que lidamos todos os dias: no trabalho, em casa, 
durante a maternidade... Um sindicalismo no qual lutamos para que estes fardos 
sejam realmente partilhados e a responsabilidade seja compartilhada, para ter 
garantias e cuidados cobertos para todas as pessoas dependentes e para conseguir 
conciliações que não envolvam a expulsão das mulheres do trabalho.

Um sindicalismo útil e eficaz, um espaço de aprendizado e de revisão, onde 
lembramos aquelas que vieram antes de nós e desde onde lutamos diariamente para 
erradicar a violência contra as mulheres, criando verdadeiras redes de apoio que 
afetam a vida de cada mulher e as melhoram através da defesa de nossos direitos. 
Onde envolvemos todas as pessoas que compõem o sindicato para construir essa 
sociedade mais justa que nos sustenta como pessoas e prioriza a vida acima de tudo.

Por tudo isso, é importante recordar que este 8 de Março, como todos os dias do 
ano, é no sindicalismo combativo, na CNT, o lugar onde podemos lutar desde um 
feminismo de classe, continuado e sustentado no tempo. É por isso que devemos 
continuar aprendendo, militando e sendo um exemplo em nossos sindicatos: formando 
outras mulheres, incentivando mais companheiras a fazer parte da mudança, sendo 
todas participantes e reconhecendo nossa capacidade.

Por um feminismo de classe, sindicalista e combativo, e por nós na CNT: Viva o 8 
de Março e a luta das trabalhadoras!

Fonte: 
https://www.cnt.es/noticias/8m-nuestra-mejor-defensa-feminismo-de-clase-sindicalista-y-combativo/

agência de notícias anarquistas-ana


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