(pt) France, UCL AL #313 - Sindicalismo, 43. Educação: os AEDs não querem mais ser tomados por peões (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

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Sexta-Feira, 5 de Março de 2021 - 07:10:35 CET


Outro setor que está sofrendo com o peso das obrigações de saúde devido à Covid. 
Com recursos insuficientes, mal pagos, mal vistos, privados da dimensão 
educacional de sua profissão, privados de um bônus Covid, assistentes 
educacionais estão gritando de farto. ---- Nodia 1º de dezembro, cinquenta 
pessoas manifestaram-se em frente à reitoria de Amiens. Um cenário muito comum, 
pois a Educação Nacional é uma área de desastre e os motivos para lutar são 
muitos. Mas a faixa explodiu: "Precário na educação, vamos nos unir". Naquele dia 
foram os assistentes educacionais (AED) que protestaram. ---- Criado em 2003, o 
status de AED substituiu o de supervisor, mas os AED ainda são considerados 
"peões". Enquanto, no papel, a missão deveria ser mais de apoio educacional, na 
realidade os AEDs realizam principalmente a vigilância, tornando-se o primeiro 
nível repressivo. A crise da saúde colocou-nos na linha da frente (na cantina, no 
internato, etc.), aumentou a carga horária e não somos, ou raramente, somos 
consultados sobre a implementação de protocolos.

É por causa dessa falta de reconhecimento que o coletivo da AED do delta do 
Ródano propôs essa greve nacional em 1ºde dezembro. Foi o primeiro desde a 
criação do estatuto! E foi um sucesso, pois muitas faculdades e colégios foram 
afetados no país, muitas vezes com 100% grevistas, levando ao fechamento da vida 
escolar e de internatos. A impressão de serem "peões" motivou claramente as greves.

Nesse movimento, a questão do reconhecimento é central. Estamos reivindicando o 
direito aos bônus Rep e Covid, dos quais AEDs estão excluídos. Coloca-se também a 
questão de um novo estatuto com recrutamento ao nível dos reitores e, sobretudo, 
da possibilidade de estabilidade para quem o desejar, tendo em conta a 
antiguidade nos salários.

Uma auto-organização lenta
Exigimos também que seja considerada a experiência adquirida e que sejam abertos 
os direitos de formação. O reconhecimento também envolve o aumento dos salários, 
atualmente em um salário mínimo. Finalmente, os AEDs em dificuldades estão 
pedindo a criação imediata de posições adicionais em face da crise da Covid, e 
permanentes para dar sentido ao nosso trabalho. Para ser menos "assistentes" e 
mais "educados".

A greve foi construída e auto-organizada por coletivos de AED. Os sindicatos 
deram apoio logístico: a SUD retirou os equipamentos, a CGT e a CNT estavam 
presentes quando havia AEDs em suas fileiras. Mas é difícil se organizar de forma 
sustentável. A coordenação nacional está tateando. A informação circula mal e 
passa principalmente por colégios ligando para as faculdades e colégios de seu 
departamento.

A segunda greve nacional, no dia 19 de janeiro, registrou taxas de participação 
semelhantes no dia 1ºde dezembro. A assembleia geral realizada dificilmente 
renovou a greve. O dia de mobilização de 26 de janeiro em todo o Nacional de 
Educação foi um novo destaque para fazer a voz da AED ser ouvida.

Gabriel (UCL Amiens)

https://www.unioncommunistelibertaire.org/?43-Education-les-AED-ne-veulent-plus-etre-pris-pour-des-pions


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