(pt) luta fob: Cartilha | Como construir um Sindicato Autônomo - Introdução: Boa leitura!

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Domingo, 20 de Junho de 2021 - 09:12:23 CEST


Introdução
PARTE 1 - Quem somos nós e pelo que lutamos
1.1 Princípios do sindicalismo revolucionário
1.2 As diferenças entre as concepções sindicais
1.3 Pluralismo e contradições no seio do povo
1.4 A luta pela democracia e a liberdade sindical
PARTE 2 - As tarefas e estruturas organizativas
2.1 O que é um sindicato?
2.2 Os Sindicatos Revolucionários
2.3 Os caminhos para a construção de um sindicato autônomo
2.4 A Federação Local
2.5 As tarefas organizativas de um Sindicato
2.6 Seção central e seção de ofício: a relação entre direção e base
2.7 Construindo uma Comissão Sindical de Base ou Círculos Autônomos

PARTE 3 - As tarefas e as formas de resistência

3.1 A ascensão e o refluxo das lutas

3.2 As escalas das lutas: a grande política nos pequenos conflitos

3.3 As formas de luta e resistência do povo

3.4 As alianças com outros sindicatos e movimentos

Palavras finais: siga na luta

Como construir um Sindicato AutônomoBaixar 1,5 MB 
https://lutafob.org/wp-content/uploads/2021/06/sigas-web.pdf
Como construir um Sindicato Autônomo (versão para impressão)Baixar 14 
MBhttps://lutafob.org/wp-content/uploads/2021/06/sigas-impresso.pdf


Introdução

Essa cartilha não é uma receita mágica ou acabada para a construção de uma 
organização sindicalista revolucionária. Aqui os camaradas encontrarão algumas 
informações sobre a história da FOB (Federação das Organizações Sindicalistas 
Revolucionárias do Brasil), métodos de trabalho de base, resolução e prevenção de 
problemas, formas de organizar um sindicato, formas de organizar a resistência e 
a luta, dentre outras. Esperamos que ela seja um instrumento a mais na longa 
caminhada de reorganização da nossa classe.

Essa cartilha é voltada principalmente para onde o sindicalismo revolucionário 
está iniciando. Aqui partimos do princípio de que "onde há opressão, também há 
resistência". A luta e a organização popular podem ser desenvolvidas em todos os 
setores e realidades. O militante revolucionário sempre se opõe a uma opressão 
real, não atua por conveniências ou facilidades. A história da classe 
trabalhadora demonstra que a luta coletiva nos contextos mais difíceis (em 
regimes de escravidão, ditaduras, com jornadas de trabalho excessivas, etc.) 
foram essenciais para o povo conquistar direitos.

O militante, consciente de sua missão histórica e estratégica, nunca deve admitir 
que a luta é impossível. Não deve pretender lutar sozinho, mas sozinho ou com 
poucas pessoas é possível iniciar e, com paciência e persistência, desenvolver 
grandes movimentos.

Esta cartilha é voltada aos operários, desempregados, donas de casa, catadores, 
terceirizados, camponeses, estudantes, indígenas, professores, favelados, dentre 
várias outras condições de trabalho e de vida que se encontra o nosso povo. Ainda 
que seja impossível abarcar aqui toda essa diversidade de situações, e, ainda que 
o conteúdo dessa cartilha seja limitado pelas experiências que ela se baseia, a 
verdadeira superação desse problema só acontecerá de fato com a filiação de 
setores cada vez mais plurais para o sindicalismo revolucionário, e que eles 
próprios façam suas vozes e demandas serem ouvidas dentro da grande federação e 
da luta comum.

É necessário romper já com a tradição de sindicalismo socialdemocrata e 
conservador que paralisa e boicota as lutas populares em troca de votos e 
privilégios. Mas também é importante compreender que no Brasil apenas 10,6 
milhões (11,2%) da classe trabalhadora é sindicalizada (IBGE, 2020). Assim, a 
lutas dos trabalhadores não pode ser resumida ao sindicalismo oficial e existe 
uma massa de trabalhadoras e trabalhadores fora destas entidades com os quais 
devemos nos organizar.

O nosso povo desenvolveu durante uma longa experiência coletiva formas de 
resistência para defender suas condições de vida, seu bem estar e seus direitos. 
Por isso, o militante revolucionário nunca parte do zero, ele também incorpora 
essas várias expressões seculares de resistência popular buscando fortalecê-las 
com uma nova estratégia e programa, o sindicalismo revolucionário.

A indignação individual é fundamental, mas ela só terá força de contestação real 
se estiver organizada em coletivo; e sua força será tão maior quanto se 
transformar em organização e ação de massas. Com o passar do tempo o isolamento 
só leva a frustração, a acomodação e ao medo, e o sistema é quem ganha. O 
problema também está naqueles que sabem disso e nada fazem.

Infelizmente, muitas iniciativas de grupos autônomos e combativos no Brasil são 
meramente locais, não se lançam a tarefa de nacionalização ou massificação local, 
interpretam a ação direta como mera "violência pontual", morrem por desagregação 
interna sem deixar grandes legados ou aparecem apenas nos momentos de ascensão 
das lutas, sempre reativos à conjuntura, mas sem determiná-la por sua ação criadora.

Essa cartilha serve para inspirar a todos que decidiram romper a apatia e as 
formas limitadas de resistência e partir para a ação e organização revolucionária 
das massas trabalhadoras em todo Brasil.

Boa leitura!

https://lutafob.org/9016/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt