(pt) [Itália] Marcha Não ao TAV. Rumo a um estado de luta By A.N.A. (it)

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Domingo, 20 de Junho de 2021 - 09:11:17 CEST


Estávamos todos lá[12/06]. Aqueles que sempre estiveram lá e os jovens que 
chegaram na onda das lutas daqueles que estiveram lá antes. Havia os idosos que 
tinham dificuldade para respirar com os canhões de gás lacrimogêneo e água e as 
crianças para as quais ainda não é hora de barricadas. Foi uma marcha necessária 
para mostrar que a oposição ao TAV (Trem de Alta Velocidade) e às grandes obras 
está enraizada no Vale, em Turim e em todos os outros lugares. Houve delegações 
das muitas lutas que nos últimos anos se entrelaçaram e se apoiaram em uma 
dinâmica de apoio mútuo que se consolidou ao longo do tempo.
Houve também uma delegação de administradores, entre os quais, mais uma vez, não 
faltam ambiguidades sobre a questão do TAV. Infelizmente há aqueles que continuam 
a acreditar que representam um apoio e não um empecilho. Mas, afinal de contas, 
seu pequeno grupo era irrelevante em comparação com uma demonstração que pulsou 
com as lutas escritas nos cartazes e bandeirolas. Quando prevaleceu a delegação, 
quando a palavra passou para as instituições, o movimento se contraiu, titubeou, 
se perdeu em uma ilusão perigosa. Agora a última ressaca já passou. Parar o trem 
e o mundo que ele representa, um mundo onde a lógica do lucro é mais importante 
do que nossas vidas, depende do povo do movimento No TAV. Um povo que não é, como 
em toda loucura nacionalista, uma comunidade orgânica e excludente, mas uma 
comunidade de luta, que é formada no terreno onde o conhecimento é compartilhado 
e onde o mundo que gostaríamos de construir está sendo construído de agora em diante.

O grupo anarquista abriu com a faixa "Autogestão e ação direta. No TAV" e trouxe 
à praça as razões daqueles que recusam qualquer delegação institucional, pois o 
terreno de luta são as ruas, os caminhos e as praças atravessadas por aqueles 
que, apesar da forte repressão, sabem que o movimento tem bloqueado repetidamente 
o TAV com barricadas, com participação direta, com as grandes experiências de 
autogestão das repúblicas livres de Venaus e La Maddalena, nas guarnições 
resistentes e compartilhando refeições a poucos passos das cercas onde o exército 
e a polícia defendem locais transformados em fortalezas militarizadas.

Ao chegar em San Didero, houve um forte contraste entre os manifestantes do No 
TAV que alegremente invadiram a praça onde se encontra a nova guarnição, e as 
barreiras de concreto e ferro, cobertas com arame farpado, por trás das quais 
foram lotadas as tropas do Estado. O batuque nas cercas se prolongou por mais de 
uma hora.

De um lado a violência e o militarismo, do outro a força e a tranquilidade calma 
de saber que é possível parar a devastação, emperrar a lógica da exploração e da 
dominação. Isso depende de cada um de nós.

Fonte: https://www.anarresinfo.org/marcia-no-tav-verso-unestate-di-lotta/

Tradução > Liberto


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