(pt) Solidaridad Obrera: NÃO PODEMOS PERMITIR QUE COMETEMOS MAIS ERROS

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Terça-Feira, 20 de Julho de 2021 - 08:40:12 CEST


A mudança climática é uma evidência cada vez menos questionada. Variações 
meteorológicas irregulares não seguem mais um padrão relacionado às condições 
climáticas de uma região e nos pólos, a exposição ao efeito estufa dos gases que 
emitimos na atmosfera significa um prolongamento maior do degelo do verão. ---- 
Porém, a resposta a esse fenômeno provocado pelo exacerbado desenvolvimento 
tecnológico e industrial do sistema neoliberal segue um modelo de continuidade, 
em que as grandes multinacionais continuam acumulando capital à custa do 
bem-estar das pessoas e, sobretudo, do países empobrecidos. Assim, assistimos a 
uma mudança na crescente fonte de energia, em que os combustíveis fósseis 
continuam a manter uma quota de mercado e as energias renováveis passam a devorar 
território.
Paralelamente a essa reformulação do capitalismo, truques parecem lavar a imagem 
dessas multinacionais às custas das mudanças climáticas. Dispositivos de 
marketing que atraem a boa vontade de organizações que foram, ou nunca foram, 
dedicadas à recuperação de florestas ou outros sistemas naturais ameaçados. 
Assim, todos os que emitem gases de efeito estufa agora recorrem às árvores para 
justificar suas emissões do ponto de vista ambiental e até mesmo 
conservacionista. Eles tentam convencer o público de que plantar árvores compensa 
as emissões de gases de efeito estufa, tudo devido à conhecida capacidade das 
plantas de fixar dióxido de carbono para produzir energia por meio da luz solar.
Desta forma, participamos de campanhas de face-lift de grandes corporações 
econômicas que consistem na organização de plantações de árvores, que buscam ser 
em grande escala e recorrendo a organizações e ativistas que concordam em 
apoiá-las, motivadas pela falsa ideia de que quanto mais árvores que são 
plantadas, mais dióxido de carbono será retido. Dessa forma, eles também 
conseguem apaziguar a consciência das pessoas que compram seus produtos "verdes" 
com o plantio de árvores.
No entanto, essa tendência cada vez mais aceita pela sociedade não se mantém. 
Existem numerosos estudos científicos que questionam se o plantio de árvores pode 
compensar as emissões de gases de efeito estufa. A capacidade anual de uma árvore 
de fixar dióxido de carbono é incomparável à taxa com que os combustíveis fósseis 
queimam, produzindo toneladas desse gás em muito menos tempo do que as árvores 
podem capturá-lo. Portanto, se você deseja minimizar os efeitos das mudanças 
climáticas, deve reduzir drasticamente as emissões e preservar as florestas e 
ecossistemas do planeta no melhor estado possível.
Além disso, plantações abençoadas pela opinião pública e apoiadas por diferentes 
governos ameaçam o equilíbrio e a própria conservação de nossos ecossistemas, 
sejam eles florestais ou não. Assim, observamos que os pedidos de plantio não se 
limitam à época de outono-inverno, mas sim ao longo de todo o ano, seja ou não 
época de semeadura ou de plantio ou não. Estamos vendo como nos meses de maio ou 
junho as plantações estão sendo convocadas com a isca de que são regadas. O 
perigo dessas ações é, entre outros, o falso conceito que se espalha, de que toda 
estação é boa para o plantio se houver irrigação.
Além disso, o plantio com o único pretexto de compensar as emissões leva à 
introdução de qualquer espécie de árvore; é vale tudo. E não é bem assim. Não se 
pode plantar qualquer espécie, todos sabemos que cada uma tem seu nicho 
ecológico, ocupando um determinado espaço nos ecossistemas, e que existe uma 
variedade deles. Portanto, é fundamental recuperar ecossistemas E na Península 
temos muitos e variados! É fundamental descartar o plantio por meio do plantio e, 
em seu lugar, recuperar ecossistemas, sejam eles arbóreos, arbustivos, herbáceos, 
etc.
ARBA (Associação para a Recuperação da Floresta Indígena)

https://www.facebook.com/Soliobrera/posts/3894539974009104


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