(pt) cnt nº 425 | Dossiê Nova normalidade: ENFRENTANDO O VÍRUS DOS MUITO RICOS QUE SÃO MUITO POUCOS (ca, de, en, it) [traduccion automatica]

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Sábado, 16 de Janeiro de 2021 - 10:40:06 CET


Quando as elites políticas nos esmagam com expressões como "novo normal" tentam, 
e em grande medida conseguem, fazer-nos acreditar que após a dramática gestão da 
pandemia, em que ainda vivemos, recuperaremos o caminho feliz de não sei o que é 
uma boa sociedade baseado no crescimento capitalista. Como se antes da pandemia e 
de suas mortes, vivêssemos em uma espécie de paraíso de riquezas e bem-estar. Mas 
acontece que essa riqueza e bem-estar eram desfrutados por poucos, muito poucos. 
Acontece que é por causa da riqueza e do bem-estar de muito poucos que o 
coronavírus se instalou em nossas vidas. E verifica-se que a classe operária, 
verdadeira sustentadora da economia real, não teve riqueza nem bem-estar e, com o 
coronavírus e suas consequências, está ainda mais pobre do que era, e sofre com a 
redução cada vez maior de seus direitos, após décadas de liquidação devido à 
demolição dos serviços sociais. Essa é a realidade e a tendência que o atual 
sistema de dominação nos reserva, se não conseguirmos enfrentá-lo.

Desenho: La Tira de Rita, de Pepe Farruco
Sob os pés do barro dos muito ricos, que são poucos, algo se move: é a 
concretização de quem já não acredita em promessas que sempre se quebram.

A social-democracia reinante neste reino sempre teve a virtude, há que 
reconhecer, de apaziguar com confete e pirulitos (Rendimento mínimo vital, Ertes, 
desemprego extraordinário para autônomos, ...) a justa cólera popular, potencial 
ou real, contra medidas que o a sobremesa só vai favorecer os muito ricos, que 
são poucos. A social-democracia sempre teve uma habilidade especial para 
silenciar, apaziguar e amordaçar grupos e movimentos situados na suposta 
'esquerda' de seu 'neutro' espaço não-esquerdo, vendendo o quarto e o quinto 
pilares do bem-estar que nunca existiram. O que geralmente resulta em uma 
paralisia momentânea da resposta social. Mas até os fogos de artifício acabam 
saindo para mostrar o que realmente são, paliativos e mentiras,

A ação sindical é um processo abrangente de ações diversas: é auto-organização em 
secções e sindicatos, assunção de responsabilidades, deliberação e decisão 
horizontal, gestão jurídica, oposição e negociação, divulgação e comunicação, 
ação direta sem intermediários.

Diante desta situação devastadora, sob aqueles pés de barro de poucos, algo se 
move: é a ação de quem já não acredita em promessas sempre não cumpridas. A 
classe trabalhadora, com e sem salário, com e sem benefícios, aqui e ali, é a 
única força capaz de organizar recursos, bens e energias de forma alternativa, 
socialmente útil e eficiente, contra a má conduta. do capitalismo. E para que 
isso seja real, é necessária muita ação sindical, ou seja, colocar em ação a 
força e a capacidade de organização e mobilização da classe trabalhadora.

A ação sindical puramente libertária nada mais é do que a ação social 
auto-organizada no mundo do trabalho. Pois sua força reside em dois princípios 
fundamentais: liberdade e solidariedade.

A ação sindical é um processo integral: envolve tanto o que vem antes, quanto o 
que acontece e depois acontece em uma luta trabalhista concreta. E ao mesmo tempo 
é um conjunto não desarticulado de ações diversas: é auto-organização em secções 
e sindicatos, assunção de responsabilidades, deliberação e tomada de decisão 
horizontal, gestão jurídica, oposição e negociação, divulgação e comunicação, 
ação direta sem intermediários. A ação sindical, em última instância, tem que 
estar envolvida em uma ampla ação social que a atravessa e sem a qual, tanto o 
social quanto o sindical ficariam sem a capacidade de duplicar seus efeitos e 
forças. Na realidade, uma ação sindical claramente libertária nada mais é do que 
uma ação social auto-organizada no mundo do trabalho. Pois sua força reside em 
dois princípios fundamentais: liberdade e solidariedade. Com o primeiro, 
respeitam-se a pluralidade e a idiossincrasia de cada pessoa, grupo, momento e 
luta. Com o segundo, a liberdade de cada um se amalgama para construir maneiras 
de fazer e de ser claramente justo e humano.

Aproveitemos esta pandemia para questionar a ordem dominante das coisas: contra 
os ricos, que são muito poucos, contra os sindicatos do capital, a CNT se oporá a 
uma ação sindical libertária e solidária.

Antonio Carretero Alho

Postado na CNT

https://vitoria.cnt.es/blog/2021/01/11/frente-al-virus-de-los-muy-ricos-que-son-muy-pocos/


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