(pt) higinio carrocera GHC - O totalitarismo moderno invade a Universidade Grega

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021 - 07:34:36 CET


APO / IFA / Grécia - A contra-revolução neoliberal / de extrema direita avança. 
Nenhum dos setores da esfera pública foi deixado de fora da mudança de paradigma 
social que o regime capitalista de Estado tenta impor pela força da repressão e 
do terror. Embora esse ataque tenha sido declarado pela nova equipe política como 
uma continuação lógica do declínio da gestão do governo anterior, o catalisador 
para sua expansão e sua intensidade foi o uso da pandemia como uma ferramenta de 
imposição anti-social. Entre o bem-estar e a repressão, o estado claramente 
escolheu a repressão, porque o bem-estar social é considerado uma concessão 
ultrapassada que o capitalismo foi forçado a fazer em um estágio anterior. O 
totalitarismo moderno não pode prometer nada e não precisa disso.

O estado quer impor exatamente o mesmo procedimento no ensino superior. Desde o 
início da pandemia, ficou claro que o governo, aproveitando a proibição de fato 
das reuniões sociais, considerou que havia encontrado a maior oportunidade para 
intensificar a aprovação de projetos de lei que anulariam as conquistas sociais 
remanescentes e, no ao mesmo tempo, as condições de vida dos oprimidos piorarão. 
A juventude foi o primeiro alvo. O projeto de lei Kerameos[1]nas universidades 
tem, de fato, seguido a votação correspondente nas escolas no ano passado. Para 
conseguir a derrubada completa do paradigma parlamentar pós-junta, parar as 
reações radicais e dispersar as lutas sociais e de classe, é necessário que o 
Regime supere o sujeito de resistência mais ativo desde a Politécnica de 
1973[2].e daí em diante: a juventude e os espaços de sua socialização e 
politização, as Universidades. Além disso, para "abrir" novos territórios e 
oportunidades de exploração pelo capital privado, as universidades devem ser 
totalmente reestruturadas; Para ter sucesso, passa pela criação de uma infinidade 
de maneiras de disciplinar o corpo social. Para cada ocasião são instituídos 
conselhos disciplinares, instaladas câmeras, controles nos postos de vigilância, 
carteiras de entrada e, claro, sobretudo, é criada uma força policial especial, a 
Polícia Universitária. O totalitarismo moderno prevalece no ensino superior. 
Desta forma, o regime capitalista de estado tenta transformar a educação e o 
conhecimento públicos em um potencial lucrativo para as necessidades especiais de 
interesses privados, de universidades e instituições de opressão. Ao mesmo tempo, 
disciplinando e semeando o terror na Universidade, tentará desmantelar as 
condições que geram a resistência estudantil e juvenil em geral. O objetivo é a 
mudança estrutural, uma condição na qual os alunos, por meio de escalada 
constante e chantagem em um ambiente completamente estéril, irão incorporar os 
"ideais" da ideologia dominante e, em última instância, focar na competência, 
"excelência" e individualização com o objetivo de especialização, promoção e 
reconhecimento pessoal. Seu objetivo é enfraquecer a capacidade de longo prazo de 
estudantes e jovens de desencadear movimentos de resistência significativos que, 
por causa de sua posição, invadem e alimentam estratos sociais mais amplos.

Contra a ampliação das barreiras de classe na educação, contra a violência 
estatal e o disciplinamento do corpo social de estudantes e jovens, contra todas 
as unidades policiais, essa luta deve se dar por todos os meios e ser vencida, 
explicando que não é só Educação, mas também o movimento de que a luta contra o 
totalitarismo é um dever de toda a sociedade, de todos os explorados e oprimidos. 
O Estado e a administração neoliberal / ultradireitista, após imporem a ausência 
do corpo social do espaço público, planejam com espírito de extrema revanchismo 
desmantelar a herança de décadas de lutas estudantis. Desde a Politécnica de 
1973, quando os alunos mostraram que um punhado de pessoas poderia ativar o 
impossível,[3], os movimentos de 1990-1991 e 1997-1998 que levantaram barreiras 
importantes nos planos dos neoliberais e "modernistas", até o enorme movimento de 
2006-2007 que impediu a revisão do artigo 16[4]e a abertura do caminho para a 
integração capitalista e a comercialização completa da Educação, o movimento 
estudantil foi e será novamente perigoso. Eles estão muito conscientes disso e é 
por isso que atacam ferozmente. Devemos lutar de volta. Ocupar escolas e 
faculdades para reapropriar o espaço público e o campo social. Através de 
procedimentos massivos que visam a participação de todos os alunos nas decisões 
das suas associações estudantis de forma auto-organizada e sem filiações ou 
mediações de partidos políticos. Social e militantemente, percorramos o caminho 
da resistência desobediente, das lutas de classes e da libertação social.

CONTRA A REESTRUTURAÇÃO EDUCACIONAL, BARREIRAS DE CLASSE

E A MILITARIZAÇÃO DA VIDA UNIVERSITÁRIA

CONTRA O ESTADO, O CAPITAL E A PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

CONTRA A POLÍCIA UNIVERSITÁRIA OU QUALQUER TIPO

CONTRA A REPRESSÃO DAS FORÇAS DO TERROR

Organização Política Anarquista (APO, Grécia) - Federação das coletividades

Nas recentes mobilizações estudantis, os coordenadores locais, grupos e colegas 
da APO participaram apoiando os blocos das assembleias anarquistas, os grupos 
estudantis militantes e as associações estudantis.

[1]Ministro da Educação.

[2]Veja o levante da Escola Politécnica em 1973 e o Regime dos coronéis em 1967-1974.

[3]Lei que buscava estabelecer restrições adicionais aos direitos do estudante na 
Universidade.

[4]Artigo sobre as noções de liberdade nas universidades.

https://higiniocarrocera.home.blog/2021/02/19/el-totalitarismo-moderno-irrumpe-en-la-universidad-griega/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt