(pt) Argentina: Federação Anarquista Rosario: 20 anos de 2001: a validade da luta popular (ca, de, en, fr, it)[traduccion automatica]

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Terça-Feira, 28 de Dezembro de 2021 - 10:15:34 CET


Duas décadas se passaram desde a rebelião popular que marcou um marco na história 
política recente de nosso país. Um surto, que como tal, foi o resultado de uma 
acumulação de ataques sistemáticos à situação em que vivemos diariamente aqueles 
de nós abaixo; como resultado das políticas implementadas sistematicamente desde 
a ditadura para impor um modelo econômico e social que beneficie os setores 
concentrados da economia, que reforce a matriz econômico-produtiva do país e que 
privilegie sobretudo o capital financeiro especulativo, hegemônico à época na a 
realidade do país.
Sobre essa façanha e os anos que se seguiram se fizeram muitas análises, é 
difícil fazer um balanço do que ganhamos e do resultado de muitas das propostas e 
propostas - exigentes e organizacionais - que foram feitas nesses anos.
Todos nós sabemos agora que o "deixar todo mundo ir" se materializou parcialmente 
(Bullrich, López Murphy, Aníbal Fernández, Gustavo Beliz ainda estão no palco), 
que grande parte da luta foi institucionalizada e que hoje estamos em níveis de 
pobreza e precariedade que nos remetem a esses tempos.
É importante destacar alguns elementos a serem levados em consideração, que 
motivaram aquele feito de rebelião popular.
Em primeiro lugar, esse contexto expôs a firmeza com que a classe política e os 
setores dominantes esgotaram todos os recursos para salvar o sistema e as 
instituições democráticas representativas, num contexto de vazio e calamidade social.
Por outro lado, essa situação também exibiu a sempre latente decisão do Estado de 
esmagar a rebelião e a eclosão social - saques, cacerolazos, piquetes, 
mobilizações - a qualquer custo, matando dezenas de pessoas, tirando as forças 
federais às ruas e até avaliando a possibilidade de comandar o exército se a 
situação assim o exigisse. Situação que se repetiu inumeráveis ao longo destes 
vinte anos por todos os governos provinciais e nacionais, ainda hoje a vemos na 
feroz repressão em Chubut à luta popular contra a megamineração.
Devemos destacar também que, embora houvesse um clima social efervescente, de 
grande resistência a cada medida de ajuste, havia uma falta de articulação e 
coordenação entre os setores populares e suas organizações, que definiríamos como 
uma Frente de Classes Oprimidas, seja entre os movimentos de bairro, as 
organizações indígenas, os grupos estudantis e os sindicatos mais combativos, o 
que se fez sentir nos dias que se seguiram às renúncias presidenciais, um espaço 
que foi preenchido pelas assembleias de bairro, mas não se tornou superior.
Mas o ponto central dessa rebelião, que deixa lições até hoje, nas lutas atuais, 
tem a ver com a validade da ação direta como método de luta e organização para 
resistir e avançar contra o projeto de sociedade dos de cima. que não nos inclui 
em nada e que dia a dia piora as condições de vida dos setores populares.
Luta, organização, projeção, independência de classe são algumas das premissas 
que a experiência de 2001 nos reforça e que devem nos desafiar nestes tempos.

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