(pt) Espanha - CNT, do Acordo do Metal da província de Cádiz novembro-2021

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Segunda-Feira, 20 de Dezembro de 2021 - 08:42:23 CET


É inegável que a greve é uma das ferramentas mais poderosas das classes 
trabalhadoras. A greve permite aos trabalhadores organizados desequilibrar a 
balança a nosso favor nas negociações com os patrões, cujo poder econômico os 
capacita a impor a precariedade e a exploração mais miserável aos mais 
desfavorecidos. ---- Se partirmos da base, esse diálogo democrático entre 
desiguais é uma mentira óbvia; e que, entre pobres e ricos, o acordo é desigual e 
improvável, entenderemos que, para atingir nossos objetivos, a greve, deve ser 
concebida como a arma que nos permite quebrar o processo produtivo, causando na 
economia do o empregador, as maiores perdas possíveis. Só então poderemos vencer. 
Também é evidente que devem ser convocados principalmente quando os contratos e o 
volume de trabalho atingem seus níveis máximos, caso contrário a greve seria em 
grande parte ineficaz. Em caso de crise evidente e falta de trabalho, é quando as 
assembleias devem ser transferidas das fábricas para as cidades onde, sem dúvida,

É um absurdo, como costuma acontecer, que os sindicatos oficiais dos sistemas 
político e patronal, leia-se CCOO e UGT, apresentem uma proposta de paralisação 
do trabalho, seja por horas ou dias, e assim que o conflito seja encerrado, por 
eles, naturalmente, eles consentem em permitir horas extras em massa, com o que 
isso representa. Por um lado, a recuperação da produção que foi prejudicada pela 
greve e, por outro, a de impedir a possibilidade de outros colegas desempregados 
terem acesso ao emprego. Então, onde começa e termina a solidariedade de classe? 
Ninguém se lembra quando esses "sindicalistas" eliminaram dos acordos coletivos 
das empresas públicas em reconversão, o setor que os obrigava a integrar a cada 
ano e como fixo, 1% do quadro de funcionários, como aprendizes de formação 
profissional. Esta triste e obscena decisão, determinou, a nula renovação da 
mesma que, no caso de Navantia Puerto Real, passou de conter mais de três mil 
trabalhadores no final dos anos oitenta, aos escassos quatrocentos com os quais 
atualmente tem. Vamos pensar então o que isso significou a nível nacional. São os 
mesmos sindicatos que durante o longo processo de Reconversão Industrial, foram 
aqueles que quando estávamos em greves e fortes disputas para evitá-la em setores 
como mineração, siderurgia e rural; a do automobilístico, da linha branca, da 
pesca e do setor naval, entre tantos outros, impediu a greve geral nacional de 
todos os setores afetados, o que nos teria permitido obter maiores ganhos. Pelo 
contrário, fomos condenados a continuar lutando cada um do seu lado: criando 
compartimentos estanques entre os diferentes setores, evitando a tão necessária 
unidade e solidariedade entre os trabalhadores. Estes sindicatos com os seus 
respectivos partidos políticos à frente, PSOE e PCE, são as principais causas de 
permitir, com as suas políticas de pacto social, contenção e desmobilização, e 
permitiu o desmantelamento do seu tecido industrial neste país, saindo, 
inteiramente de condados e províncias. , economicamente e socialmente condenado 
e, portanto, forçado a depender principalmente do comércio de tijolos e do 
turismo. E no caso de Cádiz, particularmente, prostrar-se na marginalização e no 
abandono. São as principais causas de permitir, com as suas políticas de pactos 
sociais, contenção e desmobilização, e permitiram que, neste país, o seu tecido 
industrial fosse desmantelado, deixando-se regiões e províncias inteiras, 
económica e socialmente condenadas, e portanto, forçadas a depender 
principalmente do comércio de tijolo e argamassa e do turismo. E no caso de 
Cádiz, particularmente, prostrar-se na marginalização e no abandono. São as 
principais causas de permitir, com as suas políticas de pactos sociais, contenção 
e desmobilização, e permitiram que, neste país, o seu tecido industrial fosse 
desmantelado, deixando-se regiões e províncias inteiras, económica e socialmente 
condenadas, e portanto, forçadas a depender principalmente do negócio do tijolo e 
do turismo. E no caso de Cádiz, particularmente, prostrar-se na marginalização e 
no abandono.

Lembramos aos trabalhadores da Baía de Cádiz e da região de Algeciras, que toda 
essa merda foi conquistada através dos pactos sociais firmados entre a CCOO, UGT 
e os respectivos governos, e o empregador CEOE.

Com o Pacto da Moncloa firmado em 25 de outubro de 1977, pelos partidos e 
sindicatos CCOO e UGT, exceto CNT-AIT, não só nos submeteu economicamente, mas 
também e principalmente, legislou um novo modelo de representação sindical 
baseado no Os Comitês de Empresas, que, ao contrário do fortalecimento das Seções 
Sindicais de classe, têm gerado nas empresas um modelo de representação 
parlamentar e societária, provocando a desafiliação geral e o colapso sistemático 
das assembleias participativas e deliberativas.

O seguinte pacto social, intitulado: Acordo-Quadro Interconfederal, foi assinado 
em janeiro de 1980, entre o Governo, a UGT e o empregador CEOE, com vigência para 
1980 e 1981. Neste acordo foi definida a faixa de aumento salarial que, apesar da 
A garantia tecnicamente opaca cláusula representaria uma nova perda de poder 
aquisitivo e de direitos sociais conquistados pelas classes trabalhadoras.

Posteriormente, em 5 de junho de 1981, deram lugar a um novo pacto, que se chamou 
- a coisa é engraçada -: Acordo Nacional de Emprego, assinado pelo Governo, o 
empregador CEOE e, claro, com os sindicatos UGT e CCOO , com promessas de 
investimentos para a criação de empresas e empregos, que nunca se concretizaram.

Três anos depois, em 9 de outubro de 1984, foi assinado outro, no Palácio da 
Moncloa, que desta vez denominaram Acordo Econômico e Social; nesta ocasião, foi 
assinado por: Governo, UGT e CEOE, que mais uma vez só fizeram o que competia 
negativamente com os trabalhadores.

Todos esses pactos e compromissos entre empregadores, governos e seus sindicatos 
preferidos, CCOO e UGT, só serviram para consolidar a precariedade e o 
descontentamento geral dos próprios trabalhadores para se manterem organizados.

Nesta lógica, os sindicatos CCOO e UGT, recebidos face a face e como pagamento 
pelas suas traições, usufruem de praticamente todo o património do sindicato 
vertical franquista, isto é, centenas de locais de valor incalculável; Isto sem 
contar que a UGT, ademais, foi indenizada pela perda de seu patrimônio histórico, 
com bilhões das pesetas antigas. Logicamente, a um sindicato que também é 
histórico como a CNT-AIT, por ser contrário aos pactos anti-sociais e por fazer 
parte das eleições sindicais para Comitês de Empresa, foi negada qualquer 
possibilidade de receber qualquer parte do usufruto do patrimônio da vertical 
união e de seu próprio patrimônio histórico. Sozinhos, e após décadas de 
reclamações, recebemos uma indenização mesquinha.

Então, se nos piores momentos da luta contra o fechamento de empresas, o CCOO e a 
UGT nunca convocaram uma greve geral por tempo indeterminado, como se explica 
essa aventura, por um acordo que, aliás, o que está firmado, os empresários do os 
auxiliares de indústrias, eles mexem nas bolas e nada fazem para garantir que o 
que está assinado seja cumprido? Acreditamos realmente que esses drones liberados 
são para o trabalho de mudar a situação dos trabalhadores? O problema que está 
por trás não são os 2%, é a necessidade de descobrir que depois de tantos anos de 
traição e esforços de desmobilização da classe trabalhadora, depois de tanto 
descrédito e desafiliação, eles jogaram o cobertor sobre a cabeça com o único 
objetivo espúrio para lavar sua imagem, altamente desacreditada por seus óbvios 
ultrajes, confiando que, especialmente na Baía de Cádiz, as pessoas responderiam,

Existe algo que não nos cabe. Por que os patrões decidiram colocar sobre a mesa, 
de forma provocativa, e antes da negociação, a eliminação de um dos pagamentos 
extraordinários e do mais tóxico e doloroso, que, por si só, representa uma 
agressão que garante o conflito?

Só podemos pensar em dois motivos rudes e indecentes: contar com o conflito 
social e suas conseqüências de ordem pública, para mandar uma mensagem ao governo 
do que eles são capazes de provocar, caso a reforma trabalhista e a reforma sejam 
para prejudicá-los. da lei da mordaça; a outra, também provável, ou ambas ao 
mesmo tempo, seria poupar salários face ao declínio da província, que está a 
aumentar devido à falta de contratos.

Como se explica que ao chamar a greve indefinida do CCOO e da UGT, verifica-se 
que as empresas Navantia ou Dragados, para citar alguns exemplos, onde esses 
mesmos sindicatos governam, não apoiam os seus colegas das indústrias auxiliares, 
que são os O que você mantém com o seu trabalho na produção dessas empresas?

Não é estranho que, nos dez dias que dura o conflito, não tenham promovido uma 
assembleia geral dos centros da Baía, para o debate e as decisões necessárias? 
Por outro lado, e a verdade é que a luta era mantida pela própria espontaneidade 
dos trabalhadores que não viam compreender que logo seriam vendidos literalmente 
e, como sempre, aos patrões.

Não tem vergonha de cancelar, com o consenso único de seus delegados, sem 
respeitar as decisões dos trabalhadores em suas assembléias e com um documento 
que basicamente só se refere ao reajuste salarial de 2% e um blá, blá, três anos? 
Depois de um ano sem negociar o novo acordo ... onde estão as questões como 
vestiários, refeitórios, roupa de trabalho, segurança, férias, qualificação 
profissional, entre outros, e, claro, o excesso de horas extras que ultrapassa o 
que vale aceitáveis e que mantêm milhares de colegas desempregados. E os detidos? 
O que será deles depois do tempo? Quando é convocada uma greve por tempo 
indeterminado, não é lógico criar um fundo de solidariedade e assistência 
jurídica para os mais do que possíveis casos de prisões? Isso nos dá isso,

Quando esses sindicatos supervisionaram os acordos, sabendo que os empregadores 
os violaram perenemente? E quem, ou quem está vigiando os vigilantes, lê CCOO e UGT?

Por que os acordos são negociados quando há interesse do empregador, deixando 
passar o tempo sabendo que no final do ano, como é o caso, as pessoas estão mais 
atentas aos atrasos do que aos avanços em seus direitos trabalhistas?

São realizadas assembléias para traçar as demandas de um convênio de três anos e 
onde sejam debatidos e pactuados os calendários de mobilizações envolvendo 
bairros populares, estudantes e outros grupos?

¿No comprendemos que, al permitir que la mesa de negociación, solo estén CCOO Y 
UGT representando falazmente a los trabajadores, estamos abocados a la traición y 
al desfallecimiento, porque, durante tres años, no importa que lo firmado no se 
cumpla, nadie moverá um dedo?

Nós concluimos:

Que tornemos público o nosso apoio a estes sindicatos nas suas greves privadas 
que só os beneficiam, visto que são eleitos pelos patrões e pelo Estado, 
excluindo o resto das organizações, da mesa de negociações, ao que parece, que é 
para fortalecer o Sistema próprio, no qual CCOO e UGT constituem os pilares 
básicos que garantem a paz social, enfraquecem a militância e corroem a 
consciência solidária dos próprios trabalhadores. Isso não contradiz que nossos 
camaradas e militantes façam parte da luta em solidariedade com a greve e as 
mobilizações, mas ... sempre criticando e expondo nossas propostas 
organizacionais e de protesto.

Que, depois da espontaneidade combativa e da solidariedade popular, houve 
confusão e evidente desorganização. A ausência de assembleias gerais do setor 
metalúrgico nas localidades afetadas é o que tem permitido à CCOO e à UGT, como 
sempre, decidir pelo conjunto dos trabalhadores, contando com os empregadores e o 
Estado.

Que o acordo de metais e as centenas de acordos de outros ramos são importantes é 
óbvio, mas, a matéria, o que é realmente irrefutável, a verdade real é que, a 
baía de Cádiz, e a de Algeciras assim como outras regiões esvaziadas Devido a a 
Reconversão, precisa de novos e importantes contratos e, sobretudo, de se 
reindustrializar, para que possamos sair da marginalidade e do mal-estar em que 
vivemos, pela falta de trabalho e de confiança no futuro, principalmente dos mais 
jovens. Seria necessário e oportuno coordenar uma grande mobilização como a que 
já havíamos conseguido em 1977, exigindo que, dos financiamentos prometidos pela 
Europa, uma parte importante seja dedicada às zonas mais deprimidas: e Cádiz é 
uma delas. Seria uma grande batalha a vencer: não permitir que as grandes 
capitais, sobretudo, sejam, mais uma vez,

Que, depois de mais uma experiência de como funcionam as coisas, os sindicatos da 
CNT-AIT, e apesar de termos pouquíssimos membros e militantes em geral e, menos 
ainda, trabalhando nas empresas auxiliares, teremos necessariamente que coordenar 
, para que, nas negociações coletivas, nos processos de demissão ou encerramento 
de empresas, esteja atento para divulgar e oferecer aos trabalhadores as nossas 
próprias reivindicações e as nossas alternativas de participação, negociação e 
luta, que sem dúvida são deles.

Sabemos que é muito difícil responder aos conflitos, quando muito poucos 
trabalhadores estão organizados; Mas não temos outro caminho senão fortalecer 
nossas convicções e não desistir de nossos esforços, que não é outro, senão 
construir um mundo mais participativo, igualitário e solidário.

UNIÃO DE VÁRIOS COMÉRCIOS CNT-AIT PUERTO REAL 07/12/2021

https://cntaitpuertoreal.blogspot.com/2021/12/reflexiones-sobre-el-conflicto-del.html

https://cntaitalbacete.es/2021/12/sindical-puerto-real-reflexiones-sobre-el-conflicto-del-convenio-del-metal-de-la-provincia-de-cadiz-noviembre-2021/


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