(pt) cnt #427 - EDITORIAL | Ilustração: Direitos Trabalhistas de Ana Nan (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

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Quarta-Feira, 25 de Agosto de 2021 - 09:21:30 CEST


A defesa, extensão e consolidação dos direitos trabalhistas passa necessariamente 
pela existência de organizações sindicais amplas, inter-relacionadas e fortes, 
auto-organizadas pelos trabalhadores dos diversos setores de produção de bens e 
serviços. Só a auto-organização, ou seja, a comunidade dos trabalhadores, 
participando diretamente da gestão de seus sindicatos e de seus interesses, pode 
subjugar a voracidade capitalista das associações patronais e das elites 
estatais. A CNT se pretende e se propõe como uma ferramenta para avançar nessa 
forma de fazer sindicalismo a partir de baixo, formado pelo povo de baixo, e para 
o bem-estar integral de todos os que estão de baixo, imensas maiorias, na atroz 
estratificação da sociedade contemporânea. .

Os direitos laborais são muito mais do que direitos específicos que permitem 
condições dignas de trabalho (salários suficientes e iguais, conciliação, saúde e 
segurança, horas de vida, ...), são antes de tudo a base e premissa para a 
concretização universal de um direito que vai além e atravessa o campo do 
trabalho: o direito ao bem-estar social e individual para todos. Este direito ao 
bem-estar é o direito à satisfação material e imaterial das necessidades que a 
sociedade considera fundamentais para o desenvolvimento mais amplo das aptidões, 
habilidades, capacidades e criatividade de cada um e de todos os seus membros. A 
CNT é desejada e postulada, portanto, como instrumento de defesa e ampliação dos 
direitos trabalhistas, sempre voltada ao bem-estar geral da sociedade como um todo.

Mas a conquista prática do direito universal ao bem-estar é radicalmente 
incompatível com as estruturas sociais impostas e dominadas pelo capitalismo 
existente: nem os Estados nacionais nem sua governança internacional, 
representativa apenas dos interesses financeiros e corporativos transnacionais, 
não são capazes nem interessados em ampliar O bem-estar geral, nem das populações 
humanas nem da biodiversidade natural do planeta, é justo e igual. A sua lógica 
não o permite: a sua razão de ser é aumentar ao máximo as margens de lucro dos 
titulares de títulos e propriedades, à custa das riquezas produzidas ao longo de 
milhares de anos pelo ambiente natural e por centenas de explorados e explorados. 
saquearam gerações humanas. A CNT quer e se considera,

O direito ao bem-estar está intimamente ligado à inalienável aspiração humana à 
liberdade. Não se trata da falsa liberdade dos mercados de impor suas 
flexibilidades e precariedades a quem gera suas riquezas. Nem se trata da 
liberdade alienada de ter e consumir bens e serviços induzidos para esbanjar 
lucros para seus promotores. Nem é a liberdade patriarcal de manter a população 
feminina subjugada, em seus papéis reprodutivos e de cuidado. Nem, finalmente, é 
a liberdade extrativa dos veios minerais e dos ecossistemas do planeta. Trata-se 
da dupla liberdade que a humanidade só alcançará com luta, determinação e 
astúcia: a liberdade econômica, que elimina a dependência material e a escravidão 
do trabalho; e liberdade política, que elimina todas as formas de autoridade e 
governo.

A luta tenaz e contínua pelos direitos trabalhistas leva a níveis mais elevados 
de bem-estar para todos, e o bem-estar só será justo e universal quando a 
liberdade for uma realidade para todo ser humano. Essa é a luta que para a CNT, e 
sua gente, vale a pena promover, ativar, pensar e ampliar.

https://www.cnt.es/noticias/el-derecho-al-bienestar/


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