(pt) [Portugal] Che Guevara: a verdade por detrás da lenda, por Larry Gambone By A.N.A.

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Domingo, 22 de Agosto de 2021 - 08:53:08 CEST


Índice: O jovem Che ou "Don't cry for me, Argentina". / As raízes fascistas da 
concepção do mundo do Che. / O Che stalinista. / O Che executor. / O Che 
burocrata. / A tragédia de Che Guevara. / O Che morreu pelos nossos pecados. / 
Notas. / Anexo: Os anarco-sindicalistas cubanos nos anos 1950. / Outras Leituras 
/ Nota do Tradutor ---- "O Che foi o ser humano mais completo da nossa época" - 
Jean-Paul Sartre ---- Uma camponesa acende uma vela ao santo e reza para que o 
seu filho fique bem e a colheita de batatas seja boa este ano. As suas preces, e 
as preces de outros camponeses, já antes foram atendidas, dizem os aldeões. 
"Parecia-se mesmo com Nosso Senhor ali deitado morto na escola", contava ela ao 
jornalista da televisão. O nome desse santo milagreiro? Ernesto Che Guevara! (*1)

Não se riam desses camponeses. Não os olhem do alto da vossa arrogância de "mundo 
desenvolvido". Não há qualquer dúvida de que o Che "intervém" nas suas vidas 
fustigadas pela pobreza - tal como fazem todos os outros santos. E quem somos nós 
para pretender ter um conhecimento absoluto do mundo e do espírito humano e de 
todo o seu funcionamento?

O que diria o Che do incenso e das velas queimados em seu nome? Enquanto 
militante comunista e ateu, teria rejeitado tudo isso como superstição primitiva 
herdada de um passado reacionária. Que ironia que tal pessoa se tenha tornado um 
santo. Mas não são apenas os camponeses bolivianos que veneram o guerrilheiro 
morto. Trinta anos após o seu assassinato, a sua imagem está colada nos muros de 
metade das residências universitárias do mundo. O seu olhar severo e ascético 
fixa-nos desde inúmeras camisolas, autocolantes e distintivos. A mística do Che 
Guevara está divulgada universalmente.

Não adianta perguntar se ele merece essa idolatria. À primeira vista, é fácil 
responder afirmativamente sem qualquer reserva. Ele é aquele que tinha a posição 
número dois em Cuba e que dela desceu para combater na selva pelo que acreditava 
ser a libertação. Sofrendo de asma e com um reduzido grupo de seguidores, foi 
perseguido e assassinado pelo exército boliviano. Guevara era também a personagem 
romântica perfeita - belo, carismático e sinceramente amado pelas mulheres. Não 
um palhaço intelectual sem vida como Staline, nem um perverso misterioso como Mao 
ou um megalômano como o seu velho amigo Fidel, mas um homem real. Poderia ter 
saído de uma novela romântica.

E parece-se realmente com o Cristo, jazendo morto naquela fotografia célebre.

Sim, é possível compreender o fascínio que inúmeras pessoas, particularmente os 
jovens, têm por este homem. Mas compreender um fenômeno é uma coisa, se ele dá 
uma verdadeira imagem da realidade é outra. Para isso, é preciso olhar para além 
da mística.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://vermelhoenegro.blogs.sapo.pt/che-guevara-a-verdade-por-detras-da-4872

agência de notícias anarquistas-ana


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