(pt) [EUA] 15ª Feira do Livro Anarquista de Nova York será presencial e virtual By A.N.A. (en)

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Segunda-Feira, 16 de Agosto de 2021 - 08:40:00 CEST


Neste ano, a Feira do Livro Anarquista de Nova York será realizada tanto 
presencialmente como virtualmente. Encontrem-nos pessoalmente no sábado, 2 de 
outubro, em um jardim comunitário, para uma incrível exibição de materiais 
culturais anarquistas e festividades, de filmes, livros e zines até arte, 
performances e bicicletas. ---- Juntem-se a nós on-line no dia seguinte, domingo, 
3 de outubro, para workshops, apresentações e painéis de discussão com escritores 
anarquistas, ativistas e artistas. A feira virtual do livro é organizada pela 
Kuñangue Aty Guasu - Grande Assembleia das Mulheres Kaiowá e Guarani 
(www.kunangue.com), com tradução em inglês, espanhol e português, e apoio do 
Laboratório de Antropologia Multimídia da University College London (UCL MAL) 
(www.uclmal.com).

O mote principal dessa edição será "dinheiro zero = viva no apoio mútuo".

Em 2021, a Feira do Livro Anarquista de Nova York está celebrando, especialmente, 
a vida dos anarquistas na prisão e na luta. Nossos painéis virtuais, workshops e 
apresentações são construídos em torno do conceito de "dinheiro zero = viva no 
apoio mútuo".

Como funciona o dinheiro em uma perspectiva macroeconômica, e o que podemos fazer 
para destruí-lo? Como podemos imaginar um sistema monetário diferente quando o 
dinheiro é, quase sempre, uma ferramenta de coerção, competição e poder? Devemos 
destruir completamente as concepções de valor, quantificação ou dinheiro? Como 
podemos cultivar oportunidades para as comunidades experimentarem diferentes 
tipos de modos de cooperação econômica não hierárquicos, horizontais e 
descentralizados?

Como seria uma estrutura econômica anarquista e uma economia igualitária? Quais 
papéis o apoio mútuo, benefícios mútuos e medidas de bem-estar social desempenham 
em tal economia?

Sociedades igualitárias em todo o mundo se recusam a prestar contas de créditos, 
débitos, impostos ou quem deu e pegou o que e quando. Tal renúncia tem servido 
para impedir a comparação entre poderes e a redução das relações humanas a 
aspectos desumanos. Diferentes necessidades e desejos conduzem nossa espécie de 
maneiras diferentes e contraditórias. Segundo David Graeber: "No entanto, os 
humanos podem escolher para si quais propensões nos guiam em qual direção e, 
portanto, quais vontades humanas se tornarão a base da nossa humanidade e 
civilização".

Chamada para painéis, workshops, apresentações

Nós convidamos vocês a propor painéis, workshops, apresentações, obras de arte e 
filmes que visem a um futuro de "dinheiro zero = viva no apoio mútuo". Estamos 
abertos, principalmente, para receber propostas construídas em torno dos 
seguintes assuntos:

Redes comunais de atenção: alternativas ao policiamento; respostas comunitárias 
organizadas a indivíduos e grupos em crise; defesa organizada de pessoas trans, 
mulheres, pessoas racializadas, pessoas com deficiência e neurologicamente 
divergentes; atendimento às necessidades versus atos punitivistas; justiça 
restaurativa; trabalho antiviolência; necessidades das crianças; construção de 
moradia colaborativa.

Futuros decolonizados: movimentos indígenas e solidariedade nas Américas do 
Norte, Central, do Sul e além; abolição da polícia e das prisões; devolução de 
terras; escolas gratuitas; programa para a libertação indígena marrom e negra 
queer; movimento dos protetores da água (Water Protectors); trabalho dos 
movimentos contra as fronteiras (Free Borders).

Libertação negra: demolição de instituições racistas; histórias e atualidades do 
movimento; abolição do trabalho; justiça habitacional; educação e corpos negros; 
racismo nos movimentos de esquerda; mulheres negras, queer e empoderamento trans.

Medicina e cura antifarmacapitalista: auto-organização da assistência médica 
gratuita; abordagens decolonizadas para a medicina e cura; raízes do trauma na 
opressão sistêmica; ervas e fitoterapia; energia e trabalho corporal; trabalho 
sexual; alternativas farmacêuticas; médicos de rua; medicina comunitária; 
práticas e estratégias de primeiros socorros de protestos.

Autonomia alimentar: projetos existentes para o cultivo e partilha de alimentos; 
planos e práticas de apropriação de espaços para cultivo de alimentos; 
redistribuição de alimentos armazenados/lixo/privatizados; forrageamento e comunhão.

Economias de dinheiro zero: incluindo redes de apoio mútuo; sistemas de troca de 
crédito mútuo; coletivos autogeridos pelos trabalhadores; comunhão urbana fora da 
rede.

Organização da resistência: Vidas Negras Importam (BLM); greves gerais; greve de 
aluguéis; Massa Crítica; movimento de solidariedade dos trabalhadores (Worker 
Solidarity); movimento dos protetores da água (Water Protectors) e lutas contra a 
construção de oleodutos; direitos dos imigrantes e trabalho dos movimentos contra 
as fronteiras (Free Borders); IWW; antifa; abolição da polícia; abolição das 
prisões; movimento de prevenção à AIDS (ACT-UP); libertação queer/trans; justiça 
climática; movimento de defesa ambiental (Earth First); Zona Autônoma de Capitol 
Hill (CHAZ) e outras zonas autônomas.

Mídia anticapitalista: coletivos de mídia anarquista; plataformas e tecnologias 
de código aberto; hacktivismo; redes de internet alternativas; segurança digital.

Estamos nos perguntando: O que você acha que devemos abordar, ou é o que 
relevante para agora?

Nosso site já começou a receber materiais de vocês, livreiros, escritores, 
poetas, propostas de oficinas, performances de arte, filmes, música, mídia etc.

Todos os prazos de inscrição (workshops, cuidado, filme, arte, cadastro de 
vendedores) irão até o dia 15 de setembro.

Em solidariedade.

Mais infos: https://anarchistbookfair.net/

Tradução > Akemi

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