(pt) Federación Anarquista de Rosario: [Posição FAR de julho de 2021] Sem votos ou promessas. Um povo forte se organiza e luta (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

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Terça-Feira, 3 de Agosto de 2021 - 08:44:44 CEST


Nos últimos dias, a mídia tem refletido a intensa atividade da política 
parlamentar. O fechamento das listas de candidatos ao PASO ocupou o espaço 
jornalístico, e da chamada opinião pública, deixando um rastro de traições, 
decepções e expectativas. ---- Tal atividade contrasta com outra imagem, a das 
condições de vida da classe oprimida. Em meio a uma crise social e de saúde sem 
precedentes, não há muito entusiasmo na base para o resultado das eleições. As 
preocupações mais imediatas são as que afligem o nosso povo, tendo em conta que 
todas as vezes que estão abaixo do limiar da pobreza e que diariamente têm de 
sair para procurar cartão ou pedir comida num refeitório comunitário para sobreviver.
Embora tenha havido manifestações de resistência por parte dos sindicatos e de 
diversas organizações sociais, uma articulação multissetorial não está 
suficientemente formada para enfrentar a amplitude da agressão sofrida.
Como dissemos, a crise é profunda e sem precedentes no plano social onde crescem 
a fome, o desemprego, o emprego precário e o alto custo de vida, mas também no 
plano da saúde, onde em última instância a gestão da pandemia não esteve longe do 
genocida gestão do nosso vizinho Brasil, exceto no simbólico e discursivo.
O anarquismo historicamente aumentou a abstenção eleitoral, não como um capricho 
ou como uma expressão de purismo, mas com um propósito eminentemente prático.
A participação eleitoral tem efeitos que enfraquecem o povo e suas lutas. No 
campo popular, infelizmente, as expressões organizadas que participam dessa farsa 
são variadas. Nesse sentido, as táticas são várias: Há quem veja diretamente o 
Estado como um agente a partir do qual produzir mudanças, quem ache que a 
participação eleitoral serve de plataforma para tornar visível uma posição quanto 
ao funcionamento do sistema, e quem que não acreditam que a participação 
eleitoral seja definidora, mas que sirva de complemento às lutas populares. 
Fraternalmente, pedimos aos lutadores populares que reflitam honestamente sobre o 
que tem sido a função eleitoral e que equilíbrio tem produzido para o 
desenvolvimento de uma estratégia revolucionária.
Na nossa prática militante e na revisão da história, temos verificado que de cima 
não há mudanças significativas para os de baixo, algumas melhorias em certas 
situações sim, mas à medida que vão sendo alcançadas vão se diluindo e nunca se 
aprofundam.
A coisa eleitoral molda os discursos, moderando-os, e neste quadro as lutas e 
reivindicações populares tornam-se o pano de fundo de uma encenação em que os 
candidatos coroam a sua proeminência e o povo é relegado ao triste papel de ator 
secundário.
Desde as FAR buscamos a liderança do povo por meio do fortalecimento das 
organizações populares, única forma de se chegar a uma sociedade socialista e 
libertária. Afirmamos que a base e o topo não podem se articular para a produção 
de transformações, nem mesmo para a defesa das conquistas ou para a resistência 
aos ataques da classe dominante.
Nossa proposta do Anarquismo Específico passa pela construção de uma cidade 
forte; atividade que nos envolve no dia a dia, e que desenvolvemos nos 
sindicatos, visando resgatar essas ferramentas para que estejam a serviço dos 
interesses da classe trabalhadora. Nos bairros periféricos articulando a 
comunidade e as lutas de protesto, e nos centros estudantis onde ocorre a luta 
pela educação pública.
Para finalizar, recuperamos as palavras de Gerardo Gatti pronunciadas no 10º 
aniversário da FAU em 1966:
"Não acreditamos que a questão essencial seja, em última análise, votar ou não 
votar. O que importa é o que é feito e não o que é votado. O que define não é a 
atitude de um domingo isolado no final de novembro, cada um enfiando pedacinhos 
de papel em um buraco de uma sala secreta ... O que define é o que se faz, como 
se faz e porque se faz feito, todos os dias que precedem e todos aqueles que 
seguem aquele domingo folclórico ... Só pela ação direta se forja um povo forte".

Federação Anarquista de Rosário

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