(pt) cnt #426 - Cansado de segurar - Enrique Hoz (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

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Sexta-Feira, 30 de Abril de 2021 - 08:09:40 CEST


ÁREA LOMBAR ---- Nas últimas semanas, como resultado do debate sobre os 
Orçamentos Gerais do Estado, a redução da jornada de trabalho, portanto, em 
termos gerais, voltou a ocupar o centro das atenções. É uma pena que uma das 
reivindicações clássicas ao longo da história da Classe Trabalhadora seja usada 
para marcar diferenças entre si por esta casta parlamentar improdutiva. ---- O 
tempo de trabalho define uma relação de poder a partir do momento em que uma 
pessoa exerce controle sobre o tempo dos outros. ---- O movimento sindical 
oficial residente na capital do Estado da Banana Espanhola acolhe com agrado as 
medidas propostas e o CEOE esconde que esta discussão não se encontra actualmente 
na mesa sectorial com os sindicatos e o Governo. Já se sabe que a receita do CEOE 
passa pela falência generalizada da renda dos trabalhadores - eufemisticamente 
chamada de "moderação salarial" - além do desmantelamento da proteção social.

A iniciativa de redução foi proposta como uma emenda aos orçamentos pela coalizão 
More Country-Equo. Achei curiosa, mas também surpreendente, uma parte do discurso 
do porta-voz daquela formação, em que defendeu "Devemos abandonar a mentalidade 
obsoleta que se centra apenas no número de horas trabalhadas. A chave para gerar 
riqueza é a produtividade.

Péssima se a produtividade, conceito emblemático do capitalismo, ganha terreno de 
maneira tão avassaladora, já que a Associação Patronal traduz os aumentos de 
produtividade mais para o desemprego do que para a redução da jornada de trabalho.

Tanto a distribuição do trabalho (horas, dias) quanto a distribuição da riqueza 
(salário, produtividade) fazem parte do mesmo bloco.

Não estou ciente de que a Classe Trabalhadora organizada se refugie apenas no 
número de horas trabalhadas, mas é evidente que o tempo de trabalho define uma 
relação de poder a partir do momento em que uma pessoa exerce controle sobre o 
tempo dos outros.

"Todos nós partimos de uma igualdade básica. Independentemente de nossas 
coordenadas sociais, o dia tem vinte e quatro horas para todos. Tecnicamente, o 
tempo é algo impossível de produzir. Só o exercício do poder, apropriando-se do 
tempo dos outros, pode aumentá-lo. O poder é medido como a relação entre o tempo 
obtido dos outros e o tempo necessário para conseguir essa mobilização. (Anisi, 
David Creators of scarcity, Alianza, Madrid, 1995).

O debate sobre a distribuição é tão amplo que pode se diluir se não for entendido 
que tanto a distribuição do trabalho (horas, dias) quanto a distribuição da 
riqueza (salário, produtividade) fazem parte do mesmo bloco.

https://www.cnt.es/noticias/cansina-explotacion/


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