(pt) [Itália] A memória das comunas de Paris e Kronstadt continua viva na luta! By A.N.A. (en)

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Domingo, 4 de Abril de 2021 - 11:45:29 CEST


Em 18 de março de 150 anos atrás, nasceu a Comuna de Paris. Cinqüenta anos 
depois, em 18 de março de 1921, a Comuna de Kronstadt foi sangrentamente 
reprimida. ---- A revolta de Paris deu origem à primeira experiência importante 
de autogoverno popular. Os trabalhadores parisienses se levantaram e aboliram o 
exército permanente e os órgãos repressivos da ordem autoritária e hierárquica. 
As fábricas abandonadas pelos proprietários que haviam se refugiado em Versalhes, 
eram autogeridas pelos trabalhadores. O centro da tomada de decisões políticas 
eram as assembleias populares, qualquer mandato se tornava revogável. As mulheres 
foram protagonistas em pé de igualdade com os homens nos processos decisórios e 
na defesa armada. A repressão, liderada pelo chefe do governo de Versalhes 
Adoplhe Thiers, foi terrível, pelo menos 30.000 comuneros foram baleados, 
milhares foram deportados. Os prefeitos telegrafaram: "O chão está repleto de 
seus cadáveres. Este espetáculo terrível servirá como uma lição.

Em março de 1921, uma greve maciça paralisou Petrogrado. Os trabalhadores lutaram 
contra a militarização das fábricas, a burocratização, a centralização do poder 
político implementada pela liderança do partido bolchevique, contra o 
esvaziamento dos soviets como instrumento de autogoverno, reduzido a uma correia 
de transmissão do partido comunista. Os marinheiros de Kronstadt, que estavam 
entre os principais protagonistas da Revolução de outubro, se levantaram e 
declararam: "Todo poder aos soviets e não ao partido". Mais uma vez, a repressão 
atingiu duramente os revolucionários, as tropas do Exército Vermelho lideradas 
por Lev Trotsky sufocaram com sangue as esperanças de um mundo de pessoas livres 
e iguais.

A memória das comunas de Paris e Kronstadt continua viva na luta!

Bebamos aos insurgentes de Paris e Kronstadt, e a todas as experiências 
revolucionárias de autogoverno e autogestão, da Espanha em 1936 aos conselhos de 
trabalhadores de Turim na década de 1920, dos camponeses da Ucrânia durante a 
revolução russa aos trabalhadores alemães na década de 1920, dos insurgentes de 
Budapeste em 1956 às experiências em Chiapas e no Curdistão. Onde quer que os 
explorados tenham lutado pela liberdade e igualdade, eles se deram suas próprias 
formas de autogestão, fora e contra o Estado e os patrões.

Viva a Revolução Social!

Viva a Anarquia!

Federação Anarquista de Turin - FAI

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana


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