(pt) luta fob: Pela liberdade dos presos políticos Mapuche: avante a digna revolta dos povos!

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Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020 - 08:15:19 CEST


ANTIFASCISMO, POVOS INDÍGENAS, SOLIDARIEDADE ---- Os Mapuche, primeiro povo a derrotar a coroa espanhola durante a colonização através das 
guerras de resistência, segue expandindo os sonhos dos revolucionários do mundo através de sua luta ancestral e anticapitalista. Para 
recuperar o grande território originário, Wallmapu - que abrange grande parte das regiões centro-sul do Chile e Argentina -, os Mapuche, 
através de diferentes organizações, ampliam o combate contra os Estados historicamente responsáveis pelo desterro e extermínio do povo. ---- 
A história de resistência Mapuche remonta inclusive à experiências de um sindicalismo anticolonial que organizou os migrantes deste mesmo 
povo que trabalhavam como padeiros nas grandes cidades, para onde foram forçados a mudar para assumir diferentes postos de trabalho 
superexplorado, com o peso do racismo das oligarquias do país em suas costas. Os sindicalistas do pão, em sua maioria mapuche, mantiveram a 
estrutura mutualista das sociedades de resistência de um sindicalismo em vias de capitulação no Chile desde a década de 1920. Na Argentina, 
a repressão vivenciada durante a Patagônia Rebelde, as chacinas contra os trabalhadores e população do campo ocorrem justamente em 
território mapuche, poucos anos após a criminosa "Conquista do Deserto".

A repressão dos Estados contra os Mapuche segue encarcerando e matando: frente à nova emergência revolucionária dos povos desde a década de 
1990, em especial diante dos novos levantes protagonizados pelos Mapuche pela recuperação de seus territórios ancestrais em oposição ao 
neoextrativismo, muitos guerreiros, porta-vozes e autoridades espirituais foram criminalizados por lutar. As prisões mais recentes 
demonstram a questão. Ao menos desde 2014, quando encarceraram o machi (autoridade espiritual) Celestino Córdova, se multiplicam as 
rebeliões populares e, detrás das grades, as greves de fome em defesa dos presos políticos mapuche. É importante citar também Facundo Jones 
Huala, preso político mapuche da Argentina, extraditado para o Chile em 2018 através de um acordo repressivo entre os dois países. Todos 
esses acontecimentos, entre outros, são acompanhados de assassinatos contra diferentes comunidades, à exemplo da execução de Rafael Nahuel 
em 2017 e Camilo Catrillanca em 2018.

Com o novo ciclo de lutas aberto pela eclosão da insurgência popular chilena, as bandeiras do povo mapuche tremulando nas principais cidades 
do país enviam um recado: os pilares da civilização burguesa e da colonização estão ruindo. Os mártires do povo voltam para assombrar as 
velhas oligarquias latifundiárias e industriais, os patrões e militares responsáveis por tantos túmulos.

Após a prolongada greve de fome - de mais de 100 dias - dos 27 presos políticos mapuche, concluída em agosto de 2020, o chamado à luta dos 
povos ecoou para além das fronteiras. Desde nossos territórios, ergueremos a bandeira de liberdade para os presos políticos mapuche, pois 
entendemos que sua luta é a luta da classe trabalhadora, e também de todos os povos oprimidos do mundo, Devemos recuperar os métodos de 
combate: sabotagem, ação direta, greve, ocupações de terra e moradia, organizando nossos territórios para o enfrentamento final.

AVANTE O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DOS POVOS!
LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS MAPUCHE!
MARICHIWEU! DEZ VEZES VENCEREMOS!
LUTAFOB
27 DE SETEMBRO DE 2020
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