(pt) POPULAR UNION RESISTANCE - SP: Por um Sinpeem combativo e a serviço da categoria! (en)

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Domingo, 1 de Novembro de 2020 - 09:08:19 CET


A partir das 10h do dia 27/10, professoras e professores da rede municipal de ensino de São Paulo realizaram um ato em frente à sede do 
Sinpeem. Em uma conjuntura de constantes ataques às trabalhadoras e aos trabalhadores - agravados devido aos efeitos da pandemia da covid-19 
-, o sindicato se mantém fechado, recuado e acovardado desde março, quando a quarentena foi decretada. As instâncias sindicais, como as 
reuniões de Representantes Escolares (REs) e de Conselheiros estão completamente paralisadas, dificultando possibilidades de articulação da 
categoria. Em sete meses, o único movimento realizado pelo sindicato foi a eleição, em maio, que garantiu a continuidade da burocracia 
sindical, na figura de Cláudio Fonseca, há décadas na presidência do sindicato. Uma eleição que ocorreu com baixíssimo quórum e sob 
protestos da categoria, que demandava seu adiamento até haver condições sanitárias seguras.

Além de visibilizar a inoperância do Sinpeem, a proposta do ato era entregar uma carta aberta - assinada por integrantes da categoria - com 
o objetivo de exigir a reabertura do sindicato e o início da articulação da luta em âmbito nacional. É importante considerarmos que as 
condições sanitárias ainda são precárias e a retomada das atividades econômicas foi uma forma encontrada pelos governos para atenderem à 
sede de lucro do empresariado. A reabertura das escolas, pauta cada vez mais constante, representa um risco não apenas para profissionais da 
educação, mas para a comunidade escolar como um todo - estudantes e seus familiares. Além disso, em nível federal, o governo Bolsonaro e o 
Congresso procuram emplacar a chamada "Reforma Administrativa" - um duríssimo golpe ao funcionalismo público. Trata-se, assim como a Reforma 
da Previdência, de mais um ataque à classe trabalhadora.

A burocracia sindical, porém, reforçou que o sindicato está fechado não apenas em suas instâncias, mas fisicamente: recusou-se a receber e 
protocolar a carta aberta. Constrangida, mobilizou seus seguranças para fecharem o portão do sindicato. Mais um crasso exemplo do 
autoritarismo que marca suas ações.

Embora se diga "democrática" - como Claudio Fonseca costuma frisar -, a burocracia sindical prossegue restringindo o sindicato e atropelando 
decisões da base. Não é de hoje que são desrespeitadas decisões em assembleias e mesmo no Congresso - vide a reabertura das subsedes, jamais 
concretizada mesmo aprovada em duas ocasiões. O que vimos hoje é mais um demonstrativo de que a burocracia trata o Sinpeem como sua própria 
empresa. O sindicato tenta manter as aparências. Em suas publicações virtuais, constantemente afirma que haverá greve caso as escolas sejam 
reabertas. Ora, a gestão escolar jamais parou de trabalhar desde março; recentemente, a prefeitura autorizou a retomada das aulas no Ensino 
Médio. Onde está a articulação? Aliás, como é possível articular uma greve se a base sequer pode ter acesso às instâncias sindicais?

Precisamos dar um basta nisso. O Sinpeem é um instrumento de luta histórico da categoria e a ela deve servir. Claudio Fonseca e seus 
burocratas, no entanto, o utilizam para seus próprios interesses. Não custa lembrar que, atualmente, ele é presidente licenciado, pois tenta 
um novo mandato como vereador pelo Cidadania - partido da base do governo Bruno Covas (PSDB).

Por um sindicato verdadeiramente combativo e que represente a categoria!

https://rpsindicalsp.wordpress.com/2020/10/27/por-um-sinpeem-combativo-e-a-servico-da-categoria


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