(pt) Anarcho-feminist circle -- [Chile] A pandemia e a organização territorial autônoma By A.N.A.

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Segunda-Feira, 11 de Maio de 2020 - 06:53:17 CEST


Perante o contexto de crise sanitária mundial e perante a inoperância, a negligência e a indolência dos que pretendem governar os nossos 
territórios e que atuaram de forma negativa sobre esse tema, encontramos-nos numa posição favorável, já que desde o começo da revolta de 18 
de outubro nos juntamos nas ruas, nos reconhecemos como pessoas politicamente ativas no território que habitamos, levantando assembleias 
auto-convocadas e horizontais. Estas assembleias foram se articulando ao longo de todo este território chamado Chile e funcionam de maneira 
autônoma, isto é, sem hierarquias nem representantes, convocando os e as vizinhas a partilhar e a gerar comunidade por meio do levantamento 
de "potes" comuns, manifestações de bairro, auto-defesa territorial, espaços de aprendizagem coletivos e de discussão, aproximações à 
autogestão alimentar por meio da criação de redes de abastecimento e da ocupação de espaços comuns para o levantamento de hortas 
comunitárias. Se pensarmos neste avanço organizativo que gerimos há quase 5 meses, encontram-nos com várias ferramentas como a proximidade 
social e afetiva das pessoas que compartem um mesmo território e que nos permite uma gestão e um desenvolvimento de qualquer ação necessária 
para a comunidade no seu conjunto de forma rápida e eficaz. Também a continuidade das ações que contribuem diretamente, nesta época de 
crise, a cada comunidade como acontece com as redes de abastecimento e de solidariedade baseada no apoio mútuo de vizinhos e vizinhas: a 
pessoas trabalhadoras que têm de continuar a expor a sua própria vida por estas condições precárias, próprias deste sistema econômico; a 
pessoas que vivem em situação de sem-teto e que estiveram toda a sua vida desamparadas pelo estado e pela comunidade e, às privadas de 
liberdade.

Podemos ver como a crise sanitária faz colapsar os sistemas de saúde em diversos estados e como começa a minar o sistema econômico que nos 
impuseram. Desde antes da crise já sabíamos que não há estado que possa abastecer toda a alimentação, toda a economia, nem toda a saúde a 
toda a população, mas com tudo isto, só se torna mais evidente. É por isto que temos que seguir atuando como grupos organizados 
territoriais, porque a solução das nossas problemática cotidianas em torno da crise sanitária mundial não chegará pelo estado protetor das 
grandes empresas e totalmente discriminados e mesquinho com o povo que se vê a mãos com o erro de eleger "democraticamente", aproveitando as 
novas ferramentas virtuais para os que possam usá-las. Que o distanciamento social seja só físico e utilizado para que as pessoas se cuidem 
entre si e que não seja de novo o individualismo e a indiferença que nos teve tanto tempo desorganizados.

Círculo Anarcofeminista Ni Amas Ni Esclavas

Tradução > Ophelia

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agência de notícias anarquistas-ana


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