(pt) [Espanha] Manifesto da "Red Black Coordination" pelo Primeiro de Maio By A.N.A. (en)

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Segunda-Feira, 4 de Maio de 2020 - 07:29:00 CEST


Manifesto pelo Primeiro de Maio da "Red Black Coordination", da qual a CGT faz parte da equipe coordenadora. ---- SAC (Suécia), CNT-F 
(França), USI (Itália), ??? (Grécia), IP (Polônia), SO e CGT (Espanha) ---- Para a comemoração do 1º de Maio de 2020 nós, as organizações 
que fazemos parte da "Red Black Coordination", não "confinaremos" nossas reivindicações. Mais além da crise sanitária causada pelo 
coronavírus, elevaremos nossas vozes e seguiremos denunciando a avareza do capital, que continua devorando a riqueza gerada pela classe 
trabalhadora, assim como as vidas e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras. ---- É bem sabido que, no Dia do Trabalhador, se comemora 
a figura dos conhecidos como os mártires de Chicago, uns anarcossindicalistas que foram executados nos Estados Unidos.
Participaram nos dias de luta para alcançar as jornadas laborais de 8 horas, que tiveram como origem a greve de 1º de Maio de 1886, e que 
alcançaram um ponto culminante quatro dias depois, em 4 de maio, na revolta de Haymarket. Desde então, o 1º de Maio é comemorado como um dia 
de luta, um dia para reivindicar os direitos da classe trabalhadora.

Este ano, no entanto, este dia de luta deve ir mais além das reivindicações tradicionais, já que devemos recordar como a crise do COVID-19 
está afetando aos que vivem nas periferias de nossas sociedades, aos que tem empregos temporários, aos e as entregadoras (riders), as 
pessoas sem casa, migrantes e refugiadas, as pessoas presas, dependentes, idosas, etc.

Ante as medidas governamentais, adotadas pela mesma gente de sempre, o apoio mútuo e a solidariedade - valores que definiram o 
anarcossindicalismo - devem prevalecer, agora mais do que nunca, entre as pessoas trabalhadoras e nos bairros, assim como em qualquer tipo 
de relação social.

Devemos ter presente, também, o ideal da autogestão dos centros de produção.

Devemos permanecer alertas ante o fechamento de empresas e a destruição de postos de trabalho que será causado por esta pandemia. Que os 
trabalhadores e as trabalhadoras tomem o controle dos locais de trabalho e de sua gestão poderia ser uma solução a este problema.

A "Red Black Coordination" se mantém unida pelas reivindicações que tradicionalmente associamos a este dia, aquelas que, ainda que não sejam 
novas, não devem ser esquecidas, e é que, ante esta pandemia, os problemas da classe trabalhadora tem, mais do que nunca, uma dimensão 
necessariamente internacional:

* Um sistema sanitário universal e público

* Uma renda básica ou a proibição das demissões e a manutenção dos salários

* Ajudas econômicas a pessoas dependentes, idosas e vulneráveis

* Pensões dignas

* Fim da repressão e a defesa do direito de greve

* Rechaço às reformas laborais que precarizam as condições de trabalho

* Medidas reais para lutar contra o machismo imperante em nossas sociedades

Quando terminem os confinamentos, iremos à greve e tomaremos de novo as ruas para reivindicar que as empresas desenvolvam as medidas 
necessárias para preservar a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras e para prevenir os acidentes laborais. Reivindicaremos também que 
as leis repressivas e liberticidas sejam revogadas e que disponhamos dos pressupostos necessários para garantir serviços públicos de 
qualidade para todos e todas, inclusive as pessoas migrantes, refugiadas e solicitantes de asilo.

Viva o 1º de Maio! Viva a classe trabalhadora!

cgt.org.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana


Mais informações acerca da lista A-infos-pt