(pt) luta fob: 8M | Viva a luta de libertação das mulheres trabalhadoras

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Sábado, 14 de Março de 2020 - 08:51:22 CET


O Dia Internacional das Mulheres surgiu em um contexto de organização de mulheres trabalhadoras por melhores condições de trabalho, contra a 
fome e contra a guerra a partir do final do século 19 na Europa e nos Estados Unidos. O 8 de Março foi escolhido em memória às 125 mulheres 
trabalhadoras que morreram queimadas em uma fábrica em Nova Iorque, em 1911, decorrente das péssimas condições de trabalho e também a grande 
manifestação de operárias na Rússia que culminou numa greve geral de trabalhadores/as e foi o pontapé inicial para a Revolução Socialista de 
1917. ---- No Brasil e na América Latina o movimento operário nos centros urbanos e as camponesas nas áreas rurais já formavam organizações 
de mulheres na luta por direitos, pela terra, por igualdade racial e por participação política. Um marco dessa luta foi a grande greve da 
indústria têxtil em São Paulo em 1917, na qual cerca de 400 operárias/os, a maioria mulheres, paralisaram suas atividades.

Mesmo após tentativas de tornar a data uma comemoração comercial, a luta das mulheres no mundo todo contra o feminicídio, a desigualdade 
salarial, a exploração no trabalho, o assédio sexual, a transformação dos nossos corpos em mercadoria e a baixa participação política 
utilizam a data como marco para rememorar a vida e dar continuidade à luta das trabalhadoras.

Mulheres trabalhadoras ainda são exploradas de duas formas: dentro e fora do lar. Sobrecarregadas com as tarefas domésticas, enfrentamos 
piores salários apesar das duplas e triplas jornadas. Sobre o julgo do trabalho doméstico não remunerado e da quase exclusão das mulheres 
sobre as decisões políticas que afetam nossas vidas, o capitalismo se desenvolveu. Vivemos numa sociedade na qual o patriarcado, o machismo, 
o racismo e as questões de classe que promovem a desigualdade econômica estão entrelaçadas. Mulheres negras, indígenas, camponesas, 
imigrantes, terceirizadas e LGBT+, em especial, enfrentam desafios como o desemprego, tirania dos patrões e violência policial. Apesar de 
avanços nas conquistas das lutas de diversos movimentos feministas, vivemos um momento de retrocessos, especialmente no Brasil, no qual 
governos conservadores, liberais e fascistas tentam retirar direitos e impedir que sigamos em direção à autonomia, liberdade e ao 
empoderamento feminino.

Dessa forma, o 8M vem para relembrarmos as lutas das que nos antecederam e para que nos inspiremos nas experiências de autodefesa 
territorial, trabalhista e de libertação dos corpos femininos dos movimentos de mulheres zapatistas, curdas, negras, indígenas, LGBT+, 
Mujeres Libres entre outros, nos colocando lado a lado na luta contra a violência e os governos fascistas. Evocamos, nesse 8M, a força e a 
luta dessas companheiras para travarmos cotidianamente a nossa, em nossas casas/territórios, em nossas famílias, em nossas 
escolas/universidade e em nossos locais de trabalho.

"Por nós, pelas que virão, pelas que já não estão."

Leia o panfleto da FOB 8 de Março: Por um salário justo e tarefas domésticas compartilhadas

LUTAFOB
8 DE MARÇO DE 2020
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[SIGA-RJ]8 de Março: dia de luta das mulheres trabalhadoras
EM "FOB"
[RECC-PI]Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (Coletivo Autonomia e Luta, UFPI/Parnaíba)
EM "CAL-UFPI"
[SIGA-RJ]Leia o jornal Chega de Escravidão, nº 4, de março de 2020
EM "ESTADOS"

https://lutafob.wordpress.com/2020/03/08/8m-viva-a-luta-de-libertacao-das-mulheres-trabalhadoras/


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