(pt) [Espanha] Este 8M e sempre: o anarcofeminismo como ponta de lança na luta antifascista By A.N.A. (en)

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Sábado, 7 de Março de 2020 - 07:46:06 CET


O sindicato CNT chama para lutar contra o patriarcado em todas as suas formas, tanto na rua como nos centros de trabalho. ---- A 
Confederação Nacional do Trabalho (CNT) neste 8M, Dia da Mulher Trabalhadora, pede para unir forças em torno da luta antifascista. O 
feminismo será a ponta de lança que acabe com esta arma de repressão, desigualdade e ódio, que cada vez tem mais força em instituições e no 
discurso público. Frente a isso, o anarcossindicato reclama que a diversidade e transversalidade seja o motor de um feminismo de classe e 
combativo, que rompa o cerco de uniformabilidade que pretendem o capitalismo, o patriarcado e o fascismo.
Trabalhadoras do lar, mulheres migrantes, trans, racializadas, pensionistas, obreiras, qualificadas ou não... todas somos chamadas a uma 
luta que é pelos direitos de todas, mas também por uma sociedade melhor. O feminismo como muro contra o fascismo. Algo que sempre existiu 
mas que, hoje mais do que nunca, é necessário recordar. Não deixaremos de escutar discursos sobre as prioridades de um ou outro movimento, 
sobre o que nos separa, o que nos diferencia, mas devemos ter claro que o inimigo comum é o que é. O que nos quer represaliadas, precárias, 
sem direitos e isoladas.

Por isso, este 8M, como nos anteriores, a CNT sai às ruas para reclamar a equidade nos postos de trabalho, a revogação das reformas 
trabalhistas que atentam especialmente contra as trabalhadoras, denunciando a exploração e a vulnerabilidade de direitos especialmente nos 
setores chamados ‘feminizados', exigindo o reconhecimento como enfermidade profissional de doenças que se dão nesses setores e que não são 
reconhecidas por afetar as mulheres em sua maioria, reclamando a incorporação do trabalho doméstico ao mesmo nível que os demais trabalhos, 
denunciando o desemprego selvagem que sofrem as pessoas trans, o desamparo no qual a Lei de Estrangeiros deixa a nossas companheiras 
migrantes, a discriminação e estereotipagem que sofrem as pessoas racializadas no âmbito laboral e social, rechaçando falácias como a do 
feminismo capitalista marca do Ibex 35 e apostando por aposentadorias dignas tanto para as mulheres que contribuíram economicamente, como as 
que trabalharam no interior do lar, dando a cara por quem não tem outra opção que subsistir na economia informal.

Seguiremos na primeira linha de ação e lutando ombro a ombro com o resto do movimento feminista para que os cuidados ou a maternidade não 
seja um freio para as mulheres. Cremos que ampliar a licença de maternidade e paternidade, não é suficiente para conseguir que o centro da 
economia seja a vida e não o mercado. Por isso, exigimos que seja o mercado o que se adapte à vida para construir uma sociedade com valores. 
Queremos ajudas reais e eficazes pelo cuidado de menores, o mesmo que para familiares ou pessoas dependentes das quais nos 
responsabilizamos. Corresponsabilidade de cuidados com nossos companheiros, mais presença de mulheres em postos de representação dando-nos 
visibilidade em organizações sociais, reivindicativas assim como sindicatos. Começando pelo nosso.

  Queremos ser a gota que transborda a maré que acabe com a violência machista. Desde os postos de trabalho, em casa e na rua, contra o 
assédio de qualquer tipo ou as ameaças que ponham em perigo os direitos humanos de mais da metade da população, com os quais a CNT está 
comprometida como organização anarcossindicalista, de classe, antimilitarista, antifascista e feminista que somos.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/este-8m-y-siempre-el-anarcofeminismo-como-punta-de-lanza-en-la-lucha-antifascista/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana


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