(pt) [Argentina] ALS: 5 anos construindo a Ação Socialista Libertária. (ca, de, en, it) [traduccion automatica]

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Quinta-Feira, 31 de Dezembro de 2020 - 08:49:34 CET


Entre as resistências, as longas lutas populares e o problema político do 
"imediatismo" ---- Poucos dias antes de nossa reunião plenária como organização 
política e 19 anos após a rebelião popular de 19 e 20 de dezembro de 2001, 
compartilhamos sinteticamente alguns de nossos pontos de vista e anunciamos 
alguns dos passos a serem tomados em vista do tempo que está em curso. . Abrindo 
assim o convite à troca para quem se interessa e deseja, e para as organizações 
com as quais construímos dia a dia. ---- A primeira coisa a dizer é que nos 
incumbimos de continuar e aprofundar um processo de debates e definições como 
organização para os próximos meses.
Os debates que temos enfrentado avançam no aprofundamento do debate estratégico 
para uma mudança social radical, o que nos permite repensar e potencializar nossa 
intervenção política e social como militância organizada pelo socialismo 
libertário. Ao mesmo tempo, serve para revitalizar os debates e as ações sobre o 
problema da unidade e seu poder efetivo, que hoje vemos constrangidos pelo 
conformismo nas "lutas no marco do possível" e pela fragilidade da "política". de 
delimitação ". Daí a necessidade de se empenhar na construção dos Órgãos do Poder 
Popular e partir da autoconstrução da identidade de cada organização, que se 
apresenta como fundamental.

Para tanto, propomos uma leitura profunda de caracterização da atual conjuntura 
social e política, na qual, a reestruturação e aprofundamento do domínio do 
capitalismo patriarcal no mundo e em nossa região, com a constante e contínua 
fragmentação e fragilização do ferramentas da classe trabalhadora que são as duas 
faces da moeda.

Um processo acompanhado, ademais, do debate sobre uma organização política da 
militância libertária para esta época e as tarefas que ela exige de nós. Algumas 
das tarefas que destacamos incluem: melhor coordenação da intervenção política e 
social; um maior alcance na comunicação das ideias do anarquismo social que se 
organiza nas lutas concretas do povo; rearmamento e preparação para o autocuidado 
e a autodefesa; e debate franco com outras tendências sobre os desafios que 
devemos enfrentar.

2020 não foi mais um ano para nossas vidas, nem é fácil de entender. Certamente 
marca um momento de grandes transformações e desafios, que seria ilusório 
terminar de decifrar imediatamente. Além do fato de o capitalismo se expressar 
como uma pandemia global, e de muito se desejar ou precisar ser explicado para 
isso, temos a certeza de que uma série de problemas políticos próprios e de 
outros foram colocados diante de nossos olhos, considerando que é hora de 
enfrentá-los.

"Imediato" como forma precária de consciência

Um dos talvez maiores defeitos de nossa esquerda nos últimos anos é marcado pela 
incapacidade de pensar além do imediato, no que temos pela frente. Aludindo a 
problemas urgentes, a necessidade de se pensar em um projeto político sustentado 
de emancipação é eternamente adiada. Ou, como pretexto para outro caminho, alude 
também a algum medo devido a alguma derivação "intelectualista" que nos afasta de 
nossa militância de base e do povo.

Esse frenesi imediato que salta implacavelmente de um conflito para outro, sem 
nenhuma projeção e incapaz de pensar à sua maneira, é produto de um pensamento 
alienado. Da percepção do mundo guiado por mera vontade e carente de estruturas.

O imediatismo também é irmão da cultura da miséria, que despreza tudo o que 
considera luxuoso ou que não tenha finalidade utilitária de mudança social. Além 
disso, ver o mundo como um produto de vontades encontradas e desagradáveis é um 
terreno fértil para a chamada "cultura da resistência", cujo caráter patriarcal 
já foi descoberto.

A militância imediata foge do pensamento dialético - um dos pontos altos do 
desenvolvimento humano - e tem como grande consequência a fragmentação, a 
desorganização e a perda de poder; Por não ser capaz de estabelecer objetivos 
táticos e estratégicos, por não ser capaz de enxergar as estruturas que governam 
as sociedades e os indivíduos, só pode oferecer um estado de agitação mental 
constante e atuar profundamente em cada conflito que participa, sem poder avaliar 
sua presença nele.

Para sair desse pensamento precário, é necessária a capacidade de abstração, a 
capacidade humana mais negada à classe trabalhadora pela burguesia e pelo Estado 
por meio de diversos dispositivos. A capacidade de abstração é a ação de pensar 
além do concreto e poder projetar. São os planos de uma casa quando ela ainda não 
existe, é o esboço antes da pintura. Sem a capacidade de abstração, não há 
possibilidade de pensamento crítico, pois ele funciona por meio de conceitos, 
enquanto o pensamento alienado funciona por meio de imagens; geralmente os que 
temos mais próximos.

Uma das tarefas que temos como organização política é promover o pensamento 
dialético (portanto criativo) de e dentro da classe, então é óbvio que o Estado 
não vai promovê-lo. Mas é também uma das tarefas mais libertárias que podemos nos 
propor, dar conta dos movimentos que surgem nas sociedades, poder apreender o 
vital, traçar um caminho de luta e ver além do dado, além do possível.

Seguimos os passos do anarquismo social que se organiza, bem como as construções 
dos movimentos históricos de massa que souberam corresponder ao que a vida exige. 
Foi assim que eles ganharam 8 horas de trabalho e lutaram contra o fascismo. É 
assim que exigimos que todos saiam naquele dezembro de 2001. É assim que teremos 
o direito ao aborto.

Em breve compartilharemos algumas ideias que servem a um efetivo balanço dessas 
duas últimas décadas, sobre as teses políticas e as construções do que conhecemos 
como esquerda pelo poder popular. Com o qual aspiramos poder encontrar aqueles 
que ainda se sentem comprometidos com essa tarefa.

Nosso abraço internacionalista vai para as organizações irmãs da região e do 
mundo, para todos os camaradas libertários e outras tendências políticas e 
revolucionárias na Argentina, com quem compartilhamos dezenas de lutas, e para 
todos os trabalhadores que lutam por um novo mundo.

É hora de recuperar as ferramentas e métodos que nasceram da própria classe 
trabalhadora e que impulsionaram os melhores tempos de combates e conquistas. É 
hora de recuperar o horizonte de luta pelo socialismo libertário.

Pelo poder direto do povo

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https://www.facebook.com/AccionSocialistaLibertaria/posts/1138831269868242


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