(pt) federacao anarquista gaucha FAG: Mil dias sem Marielle: Genocídio do povo negro, terrorismo de Estado!

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Sábado, 26 de Dezembro de 2020 - 08:42:38 CET


Completaram-se mil dias do assassinato político de Marielle Franco e de Anderson 
Gomes, e além da impunidade e lentidão das autoridades em apontar os mandantes do 
crime, vemos como o genocídio do povo negro e o terrorismo de Estado seguem a 
todo vapor. ---- Na última sexta-feira, em Duque de Caxias, na Baixada 
Fluminense, as primas Emily Victória e Rebeca Beatriz foram mortas por "bala 
perdida" em uma abordagem da polícia militar na rua da casa onde moravam. As 
meninas tinham 4 e 7 anos de idade. Na zona leste de São Paulo, uma manifestação 
no sábado pedia justiça para Wenny Sabino, de 18 anos, executado por PMs na 
frente de dois adolescentes e duas crianças. Em São Félix, no Recôncavo Baiano, 
policiais assassinaram o barbeiro Davi Oliveira, de 23 anos, na madrugada de 
domingo, deixando uma viúva e uma criança orfã. Na véspera do 20 de novembro, em 
Porto Alegre, João Alberto Silveira Freitas era assassinado por seguranças do 
Carrefour. Também em Porto Alegre, nesta terça, dia 08, a promotora legal popular 
Jane Beatriz Silva Nunes, de 60 anos, morreu após abordagem da Brigada Militar do 
estado.

De norte a sul do País, crianças, jovens, adultas e adultos são assassinadas/os 
pelo Estado e pelo Capitalismo. Quase todas as vítimas são negras, evidenciando o 
racismo estrutural que permeia nossa sociedade, de forma brutal.

Nos solidarizamos às/aos parentes e amigas/os das vítimas do projeto genocida do 
País, e cerramos punho junto ao povo nas lutas por justiça e pelo fim desse 
sistema que nos quer exterminar. Resgatamos nota da CAB de 15 de março de 2018:

"Os assassinatos de Marielle e de Anderson representam uma ação orquestrada por 
um Estado Terrorista e Genocida, que não usa máscaras para dizimar o povo negro e 
para enviar um recado a todos e todas que se colocam contra o massacre 
desenfreado promovido nas periferias. Não é coincidência ou um erro da Política 
de Segurança Pública do Estado a morte da companheira em plena vigência da 
intervenção federal-militar. O avanço da repressão, através da medida, é que 
autoriza esse novo e profundo passo do terrorismo de estado. Trata-se de uma ação 
claramente bem arquitetada: nove tiros contra o veículo, um caso explícito de 
execução sumária de uma lutadora do povo. O Estado, o capitalismo brasileiro e 
suas instituições seguem funcionando, com seu perfil histórico de manutenção das 
desigualdades estruturais e de perpetuação direta ou indireta da barbárie."

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2020/12/17/mil-dias-sem-marielle-genocidio-do-povo-negro-terrorismo-de-estado/


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