(pt) [Chile] Chuchunco City: Boletim da Assembleia Libertaria Chuchunco #3, dezembro de 2020 By A.N.A. (ca, en)

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quarta-Feira, 23 de Dezembro de 2020 - 09:22:29 CET


Editorial: Capítulos fechados, história aberta. ---- Após as votações de 25 de 
outubro, a revolta teve uma diminuição evidente e uma configuração interna. A 
esmagadora vitória da "aprovação" mostrou nos números a polarização que existe na 
sociedade, ao mesmo tempo em que parecia "fechar" a etapa de luta que se abriu em 
18 de outubro. O triunfo da "aprovação" é certamente uma vitória, mas é apenas 
uma vitória simbólica, e aí é que está o perigo; nada garante que depois de 25 de 
outubro as coisas vão melhorar, muito menos que nossas necessidades serão 
verdadeiramente resolvidas. O fantasma de Jaime Guzmán e seu neoliberal "Chip" 
continua a assombrar a constituição atual, seus defensores e seus falsos críticos 
(todos aqueles que com um falso sorriso saltaram para o vagão da vitória). Os 
obstáculos e truques constitucionais que existem na "eleição dos eleitores" nos 
fazem desconfiar daqueles que governam e olhar para todo o processo institucional 
com profunda incerteza. Seja como for, se há algo que podemos aprender com o 
plebiscito de 1988, é que não devemos relaxar, não devemos acreditar neles, não 
devemos deixar a rua de lado ou deixar o confronto de lado. Alimentar a rebelião 
de todas as maneiras possíveis é indispensável e fundamental para manter o Estado 
nas cordas e aplicar pressão, intensificando a luta e reconhecendo nossos 
objetivos. Foi assim que alcançamos "pequenas vitórias".

Após a votação de 25 de outubro, a revolta foi reconfigurada e, pelo menos aqui 
em Santiago, o cenário dos confrontos se deslocou para as proximidades do metrô 
da Universidade do Chile para tentar chegar à La Moneda em desafio. Nas ruas há 
raiva e indignação; ouve-se alto "Fora Piñera", "abolição da polícia", "abaixo o 
SENAME" e "liberdade para os prisioneiros da revolta", sendo este último digno de 
nota já que o grito de libertação dos camaradas se espalha rapidamente por toda a 
população. Neste sentido, as jornadas de protesto são articuladas em diferentes 
territórios buscando chamar, sensibilizar e manter viva a chama da revolta, 
registrando também distúrbios na comuna da Estação Central.

O momento em que nos encontramos é algo difuso; a presença na rua é mantida 
(menos do que antes) e são configuradas novas e mais iniciativas organizacionais, 
além de renovar (ou desaparecer) aquelas que já existiam. A revolta resiste à 
morte. A partir disto, é necessário tirar conclusões e identificar os problemas 
de raiz, buscando sempre ir mais longe.

Apelamos para que as pessoas continuem se organizando, cuidando de si mesmas, 
informando-se e construindo na prática novas maneiras de resolver suas 
necessidades e recuperar a vida que estes assassinos estão roubando deles. Também 
lhes damos as boas-vindas a este terceiro número do boletim da Assembleia 
Libertaria de Chuchunco, que além de amor, fogo, afeto e anarquia, contém 
reflexões da Assembleia um ano após a revolta, TPP-11 e o perigo de nossa 
autonomia alimentar, palavras da companheira anarquista Mónica Caballero, 
atualização dos restaurantes comunitários que continuam funcionando no setor, 
poemas, desenhos e muito mais...

Um abraço para todxs. Sinta-se livre para ler, espalhar, compartilhar e falar...

Para a rua todxs xs presxs da revolta!

Pela destruição de todas as formas de autoridade!

Solidariedade e apoio mútuo!

Assembleia Libertária Chuchunco

Vale do Mapocho[Est. Central, Santiago]

Primavera, 2020

>> Baixar:

https://lapeste.org/wp-content/uploads/2020/12/boletin_03_alch.pdf

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana


Mais informações acerca da lista A-infos-pt