(pt) cnt.es: Não ao despejo! Vamos defender a ocupação Carlos Marighella contra o genocídio do estado racista do Brasil (ca, de, it) [traduccion automatica]

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Quarta-Feira, 16 de Dezembro de 2020 - 07:44:59 CET


A brava caminhada da Ocupação Carlos Marighella (OCM) passa por um momento 
decisivo em sua história recente, já que o despejo forçado das 85 famílias que 
ocupam o terreno na periferia da cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil está previsto 
para 11 de dezembro. Nascidos da necessidade de enfrentar a pandemia da miséria e 
da Covid-19, os pobres em luta ocuparam um terreno abandonado por 20 anos para 
fazer valer o direito à moradia e a uma vida digna. ---- Localizada no bairro 
Modubim, a ocupação é formada principalmente por mulheres e meninas negras, 
meninos e homens negros, trabalhadores, pobres que, como milhões no Brasil, lutam 
e resistem por uma casa e condições de vida dignas em meio ao avanço de um 
governo paramilitar de extrema direita, Bolsonaro-Mourão. A resistência do CMO 
começou em 8 de junho de 2020, quando mulheres, homens e crianças em resistência 
e luta ergueram suas cabanas, plantaram os pés e decidiram lutar pelo direito à 
moradia.

Desde então, o CMO tem simbolizado as práticas e laços de solidariedade entre 
homens e mulheres trabalhadores pobres em sua luta histórica para se libertarem 
das opressões do sistema capitalista, que pune os pobres e recompensa os ricos. 
Essa expressão de resistência aparece historicamente de forma difusa entre os 
povos que sempre construíram práticas de mutualismo na luta cotidiana pela 
existência dos trabalhadores pobres e indígenas.

No Brasil, de fato, o CMO simboliza a insurgência popular e a insubordinação 
contra o genocídio dos povos indígenas e negros. A FOB entende que mutualismo é a 
capacidade de organização dos próprios trabalhadores e dos próprios 
trabalhadores, sempre desenvolvida de baixo para cima. Ou seja, é somente a 
partir da base popular que a união horizontal e autônoma entre trabalhadores e 
trabalhadoras pode construir a apropriação das condições de reprodução da 
existência, de uma vida digna e livre.

Nesse sentido, o CMO se apresenta como uma vanguarda da resistência popular, pela 
terra e pela soberania de povos explorados e escravizados pelo racismo 
capitalista. Capacitar nosso povo física e politicamente para resistir ao estado 
burguês militarizado, genocida, colonial e patriarcal.

A justiça burguesa não revogou a ordem de despejo que autoriza o uso vergonhoso 
da força para destruir o OCM, em meio a uma pandemia que massacra principalmente 
o povo enquanto os poderosos continuam lucrando com a miséria do povo.

Portanto, é mais do que urgente defender a OCM através da solidariedade e da 
unidade contra o despejo de dezenas de famílias ameaçadas pelo estado reacionário 
e seu cúmplice, a lei burguesa.

Nossa justiça determina que a terra pertence a quem a vive e trabalha. O CMO está 
organizado pela autogestão dos seus habitantes e construiu um plano de negociação 
emergencial, apresentando e confirmando as reais condições de auto-organização e 
colaboração do povo rebelde.

FOB pede a solidariedade de todas as organizações da classe trabalhadora com a 
Ocupação Carlos Marighella para defender os direitos dos pobres que lutam. Por 
favor, compartilhe seu apoio à ocupação em redes com a hashtag 
#ocupacaocarlosmarighella ou envie mensagens de apoio de seu grupo, associação ou 
sindicato para o e-mail FOB, em lutafob  protonmail.com.

Tudo em defesa do CMO contra o destino especulativo de governos, justiça e 
capitalistas.
Despejos zero!

União Geral Autônoma do Ceará
Rede Classista e Combatente de Estudantes


https://www.cnt.es/noticias/no-al-desalojo-defendamos-la-ocupacion-carlos-marighella-contra-el-genocidio-del-estado-racista-de-brasil/


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