(pt) FIQUE EM CASA! OS SUPER RICOS QUE PAGUEM... Por Coordenação Anarquista Brasileira

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Quinta-Feira, 9 de Abril de 2020 - 08:55:19 CEST


Estamos vivenciando uma luta de classes que vai decidir muita coisa nesse momento grave da história mundial e cujo cenário é a emergência do 
coronavírus e dos meios coletivos de saúde pública e abastecimento popular. Num país desigual e opressivo como o Brasil, a pandemia é mais 
perversa e pode atingir especialmente as massas precárias do capitalismo neoliberal. A onda é a mesma para todos, mas as classes ricas e 
poderosas tem seus aparelhos privados, suas lanchas, iates e embarcações para atravessar o mar revolto. ---- O Bolsonaro, que briga com a 
Globo, não está enfrentando o sistema capitalista e o modo neoliberal de governar pela crise permanente. Pelo contrário, está acertando 
contas com rivais e desafetos, disputando controles e espaços dentro do sistema. O bolsonarismo é a faceta autoritária e conservadora do 
poder que quer quebrar e diminuir a resistência popular, as pautas de igualdade social e das liberdades. Não vamos esquecer que Bolsonaro 
foi criatura histórica da campanha de reação neoliberal, incitada pela Globo e pela Lava Jato, que abriu espaço ideológico para a extrema 
direita ocupar as ruas, as redes sociais e ganhar a decisão política que tem hoje.

Estão enganados quem classifica isoladamente os atos de Bolsonaro como insanidade. Ele não fala sozinho! Ele convoca um movimento pela pauta 
de terror da CNI - o sindicato nacional dos industriais - e de outros grupos poderosos pra quem a vida dos pobres ou vale nada ou só serve 
como burro de carga dos donos da "economia". Esse é o jeito do capitalismo que governa as periferias mundiais, formação colonial e 
escravista em sua essência. Violência, racismo e roubo dos povos são as relações de poder que fundam as estruturas imperialistas do sistema.

Bolsonaro faz uma campanha ASSASSINA com a pauta dos patrões e convoca milhões de trabalhadores/as de volta às ruas, aos ônibus e trens 
lotados, para o trabalho insalubre e precarizado, ignorando a grave ameaça da pandemia do coronavírus à saúde pública.

O ministro Paulo Guedes confessa o plano sinistro de usar a emergência da saúde pra reduzir salários de trabalhadores/as, suspender direitos 
básicos de sustento e proteção do emprego, e atacar servidores públicos no meio da crise.

Enquanto Sérgio Moro, pra não perder seu lugar no palco, tem a máquina da segurança pronta pra punir a revolta dos pobres e defender a 
propriedade e o poder dos grandes empresários e financistas.

Bolsonaro-Guedes-Moro atuam no mesmo sistema carniceiro que acomoda no andar de cima os super ricos e governa a vida e a morte das massas 
pelas razões de mercado e pelo ajuste repressivo do Estado. Esses bilionários e milionários, seus técnicos e auxiliares, que aplicam 
forçosamente austeridade no povo enquanto botam no próprio bolso metade das riquezas do país - riquezas geradas através do esforço, suor e 
sangue das/os de baixo. A classe dominante que se cria nas relações de forças de uma desigualdade brutal, da miséria e opressão que sobram 
pras classes oprimidas, com o agravante de uma violência especial sobre as mulheres, o povo negro e os originários da terra.

Nós, da Coordenação Anarquista Brasileira, também pensamos que é preciso uma ruptura com as estruturas do poder dominante pra resistir à 
destruição de vidas e do planeta pela máquina devoradora do capitalismo e os sistemas de opressões que configuram nossas sociedades. Pra 
enfrentar o sistema entre as tantas coisas que precisam mudar uma é essa fortuna cruel e infame que deve ser cobrada e redistribuída pra 
aumentar os fundos e serviços públicos que são essenciais. No avanço do coronavírus a riqueza social tem que ser usada pra cobrir as 
urgências populares e garantir à toda classe trabalhadora, desempregados, pras favelas e periferias das cidades e do campo um plano social 
de dignidade e emergência pro povo não morrer pobre e doente.

Os super ricos tem que pagar pros pobres ficarem em casa, com todas as condições e os cuidados para prevenir a transmissão do vírus, sem 
falta de renda e abastecimento. O neoliberalismo é um estado de calamidade social para nossas vidas que deve ser urgentemente enfrentado, 
destruído, por uma luta anticapitalista e libertária. Só o povo salva o povo! Nada de ditaduras reacionárias ou governo representativo das 
oligarquias de sempre. A hora é de uma economia popular, coletiva, de ajuda mutua, que toque nas grandes fortunas e nos lucros dos bancos e 
grandes empresários para ser financiada.

Não temos nenhuma dúvida que os políticos, militares e juízes - a alta burocracia da máquina do Estado - tem que perder seus ganhos 
fantásticos pra financiar o que é público e coletivo. O auxílio moradia dos juízes é uma ofensa dolorosa pra realidade de milhões de 
famílias sem teto ou aquelas que sobrevivem apertadas em moradias precárias, nos barracos e favelas. A pensão vitalícia pras filhas de 
militares também entra na categoria dos grandes e ultrajantes privilégios de Estado que tem que acabar imediatamente.

Políticos e empresários sempre jogaram juntos no mesmo time. Todos operam no mesmo balcão de negócios. Os juízes e militares não ficam de 
fora do sistema. Não há um grande banco faturando horrores numa economia de milhões de desempregados e precários, sem um ministro no governo 
ou um político no congresso retalhando e acabando com as conquistas operárias que puseram limites a tanta exploração. Não há fortuna de um 
proprietário capitalista sem uma ordem política que o defenda com ajuste e repressão policial, enquanto a imprensa burguesa narra o mundo 
pelo discurso do mercado. Os mais poderosos industriais ou comerciantes tem departamento de sonegação fiscal e uma boa política de reforma 
trabalhista e da previdência ao seu gosto pra não serem taxados pela renda e patrimônio.

Não podemos ignorar isso. É preciso uma máquina de guerra e contra-insurgência apontada pra favela pra fazer a gestão da competição 
precária, da exceção seletiva e permanente, da pena de morte legal ou extrajudicial sobre os setores populares que encarnam o "perigo" da 
norma implacável de miséria e opressão.

Os super ricos têm que pagar com os lucros que geram suas fortunas, pra que acabe o Teto de Gastos Públicos que congela e arrocha o 
orçamento social, desmonta o SUS e os serviços públicos. Tem que pagar pra financiar uma renda digna pros desempregados, informais e 
precários e pra dar dispensa remunerada pros empregados das atividades não essenciais. O direito de ficar em casa para quem não está ocupado 
na linha de frente das atividades essenciais é uma luta que decide a vida e a saúde pública.

Donos da indústria, bancos e comércios, incluindo a família Marinho que é proprietária da Globo: são seus luxos e fortunas que devem ser 
cortados. Essa é a carne gorda do sistema que precisa ser repartida pra vida dos de baixo mudar pra valer. A revista dos altos burgueses, a 
Forbes, em sua Edição 71 de 25 de setembro de 2019 publicou a lista com os 200 bilionários brasileiros.

1 - Jorge Paulo Lemamm - Patrimônio 104,71 bilhões de reais
2 - Joseph Safra - Patrimônio 95,04 bilhões de reais
3 - Marcel Heremamm Telles - Patrimônio 43, 99 bilhões de reais
4- Eduardo Saverim - Patrimônio 43,16 bilhões de reais
5 - Carlos Alberto Sicupira - Patrimônio 37,35 bilhões de reais
6 - Andre Esteves - Patrimônio 20,75 bilhões de reais
7 - Luiz Frias - Patrimônio 20, 34 bilhões de reais
8 - Joesley Batista - Patrimônio 14,78 bilhões de reais
9 - Wesley Batista - Patrimônio 14,78 bilhões de reais
10 - Cândido Pinheiro Koren de Lima - Patrimônio 13,82 bilhões de reais
11 - José João Abdalla Filho - Patrimônio 13,70 bilhões de reais
12 - Abilio Diniz - Patrimônio 12,04 bilhões de reais
13 - Fernando Moreira Salles - Patrimônio 11,65 bilhões de reais
14 - João Moreira Salles - Patrimônio 11,65 bilhões de reais
15 - Pedro Moreira Salles - Patrimônio 11,65 bilhões de reais
16 - Walter Salles - Patrimônio 11,65 bilhões de reais
17 - Walter Faria - Patrimônio 11,62 bilhões de reais
18 - Rubens Minim - Patrimônio 11,51 bilhões de reais
19 - João Roberto Marinho - Patrimônio 11,21 bilhões de reais
20 - José Roberto Marinho - Patrimônio 11,21 bilhões de reais
21 - Roberto Irineu Marinho - Patrimônio 11,21 bilhões de reais

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