(pt) Contra a memória maldita de 1964: fora militares! Da política e das ruas! por Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

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Sexta-Feira, 3 de Abril de 2020 - 08:55:35 CEST


No dia primeiro de abril, dia da mentira (31 de março para os golpistas), há exatos 56 anos, forças militares ligadas ao empresariado 
brasileiro, ao imperialismo e aos setores mais reacionários da classe dominante operaram um golpe militar que jogaria o país numa longa 
noite de escuridão. ---- O golpe militar foi preparado anos antes, com recursos de duas instituições golpistas, o IPES e o IBAD, que com 
apoio explícito das agências de inteligência norte-americana, estimularam uma campanha de desestabilização do governo João Goulart. Para 
isso, atiçaram e financiaram as "Marchas da Família, com Deus e pela liberdade", jogando parte da classe-média no colo da reação e do 
anticomunismo. Com o discurso alarmista (e mentiroso) de que o país vivia sob a ameaça do "comunismo", organizaram campanhas que tinham como 
objetivo derrotar o bloco nacional-reformista representado por Jango e as demandas de parte da população brasileira, que exigia apenas 
reformas populares e mudanças sociais na profunda desigualdade social do país. O golpe representou o fim da conciliação de classes, 
formalizado na derrota do populismo de Jango e a evidência de que as classes dominantes brasileiras, periféricas e dependentes jamais 
admitiriam que os/as de baixo recebessem algumas migalhas que caíam da mesa.

Como sempre, a classe dominante brasileira, recorrendo às mentiras, à ignorância de um setor da classe-média, ao reacionário alto comando 
militar e à sanha da burguesia em aumentar a exploração sobre o povo, recorreu ao porrete para silenciar os movimentos organizados dos 
sindicatos, dos estudantes, dos camponeses e lutadores/as sociais. Assim, se generalizou a tortura, as prisões, os assassinatos, os estupros 
nos quartéis, as ocul

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