(pt) ligarj: Campanha de solidariedade com Rodney Álvarez trabalhador sindicalista em Venezuela

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Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019 - 09:50:05 CEST


Desde "Gargantas Libertarias", estamos impulsionando esta campanha em solidariedade com o 
trabalhador da mina de ferro Rodney Álvarez, que está há oito anos preso por um crime que 
não cometeu. Sem julgamento nem sentença. ---- Rodney é acusado, sem provas, de assassinar 
seu companheiro operário Renny Rojas, durante uma assembléia de trabalhadores da 
Ferrominera[mina de ferro]do Orinoco no dia 19 de junho de 2011, que tinha como objetivo a 
eleição da comissão eleitoral do sindicato dessa empresa estatal. Testemunhas presenciaram 
e câmeras captaram o momento quando o diretor do sindicato e militante do PSUV[Partido 
Socialista Unido da Venezuela]Héctor Maicán executou três disparos contra a multidão, 
ferindo gravemente os trabalhadores Luis Quilarque e Renny Rojas.

Quando tentava fugir do local dos fatos, Héctor Maicán foi preso pelos efetivos da Guarda 
Nacional Bolivariana, que lhe confiscaram a arma. Em 10 de junho a Promotoria anunciou que 
Héctor Maicán estava detido por sua suposta responsabilidade na morte de Renny Rojo. 
Contudo, dois dias depois foi libertado sob regime de apresentação, por aparentemente não 
comprovação dos testes de balística. O que se tem denunciado desde Ferrominera do Orinoco 
é que a pressão e a gestão do outro Governador Francisco Rangel Gómez, estreitamente 
ligado às máfias sindicais do PSUV no Estado Bolívar, permitiram a libertação do 
verdadeiro responsável do crime, e a posterior incriminação de Rodney Álvarez como suposto 
autor dos disparos. Mas, os participantes da assembléia e as câmeras de segurança, 
relataram e demonstraram que Rodney Álvarez se encontrava longe do lugar onde ocorreram os 
disparos.

A burocracia estatal e sindical do Estado Bolívar precisava incriminar outro operário para 
libertar de qualquer responsabilidade penal o diretor sindical e militante do PSUV, Héctor 
Maicán.

Rodney Álvarez fazia parte dos trabalhadores que haviam promovido sob a liderança de Rubén 
González um sindicalismo independente e combativo na Ferrominera do Orinoco, realizando 
uma série de ações sindicais em defesa da negociação coletiva e de luta contra a 
terceirização.

A retenção de Rodney foi e é um modo de amedrontar os operários organizados e mobilizados 
de modo independente, sem subordinação ao governo.

O julgamento de Rodney Álvarez foi transferido ao circuito judicial de Caracas para 
debilitar a solidariedade ativa de seus companheiros de trabalho de Ferrominera do 
Orinoco, por isso se encontra detido no Estado de Miranda, preso por um crime que não 
cometeu. Está esperando julgamento há oito anos.

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É evidente a depauperação das condiciones de vida do povo trabalhador venezuelano, mas 
estas circunstâncias se agudizam no caso da família de Rodney Álvarez por sua condição de 
preso político operário. A injusta detenção de Rodney Álvarez provocousua demissão da 
Ferrominera do Orinoco e a retirada de seus filhos da unidade educativa dessa empresa 
estatal, apesar de Rodney nem sequer ter sido julgado pelo crime imputado na montagem 
judicial. Portanto, a esposa de Rodney Álvarez se viu obrigada a se mudar à zona mineira 
do Estado Bolívar para conseguir a remuneração necessária à subsistência de seus três 
filhos. Consequentemente, a mãe de Rodney Álvarez teve que assumir o cuidado de seus 
netos, os filhos do preso político operário.

No cárcere Rodeo II, que segundo o Estado é parte do "novo modelo" carcerário onde há 
garantias à integridade dos reclusos, Rodney sofreu três atentados contra sua vida. "Hoje, 
por causa disso, tenho a minha mão direita machucada onde o Estado se gaba de que o Rodeo 
II é um cárcere modelo, mas que não tem me garantido nem segurança nem atenção medica". 
"Declaro-me em rebeldia", disse em sua recente carta pública, onde, ademais, anuncia que: 
"faço do conhecimento público, à classe obreira e ao proletariado mundial, que me declaro 
em rebeldia, que tenho entendido que o réu perseguido por esse regime é a classe obreira, 
sou prisioneiro político, já que não vou seguir o jogo de meus captores, não assistirei 
mais aos tribunais, ao palácio da injustiça, já não vou seguir o jogo do juiz Paolette 
Guevara e do secretário do tribunal".

Este caso nos parece uma expressão de violência do Estado, uma forma simbólica de querer 
atacar todas as lutas de base e independentes, uma violação dos direitos humanos que se 
tem perpetrado ano após ano, com crueldade sobre um humilde operário e assim sobre os/as 
trabalhadores do país, que hoje em dia são os que diariamente protestam pelas mesmas 
causas pelas quais em seu momento Rodney, junto com Rubén Gonzalez, se organizava; o 
respeito para as negociações coletivas e os direitos laborais. Esse é um caso que nos 
preocupa a todos/as. É por isso que nos parece de suma importância que nos somemos à 
campanha pela libertação de Rodney Álvarez, o trabalhador prisioneiro político mais velho 
do país! Podemos vizibilizar a campanha através de cartas, comunicados, vídeos, fotos, 
artes, cartazes, tuitaços com a hashtag #LibertadParaRodneyÁlvarez

Todas essas expressões de solidariedade podem ser enviadas para nosso e-mail 
apoyomutuovenezuela  gmail.com, que serão repassadas à família de Rodney.

Ou também podem ser enviadas diretamente à pagina de FB da 
campanhahttps://www.facebook.com/LibertadParaRodneyAlvarez/, ademais de seguir essa página 
para se manter atualizadxs com informações.

E que esta campanha sirva também para somar esforços para exigir a libertação do 
trabalhador Rubén Gonzalez e de todos os prisioneiros político do país, exigir respeito 
aos direitos humanos, as negociações coletivas e o direito a salários justos!

Que a voz de Rodney Álvarez ecoe em todo o país e no mundo!

Fonte: 
https://gargantas-libertarias.blogspot.com/2019/08/campana-de-solidaridad-por-rodney.html

agência de notícias anarquistas-ana

https://ligarj.wordpress.com/2019/09/12/campanha-de-solidariedade-com-rodney-alvarez-trabalhador-sindicalista-em-venezuela/


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