(pt) Federação Anarquista de Santiago: EM 5 DE SETEMBRO: CONTRA A PRECARIZAÇÃO DE NOSSAS VIDAS E O DESASTRE DA SOLIDARIEDADE, ORGANIZAÇÃO E LUTA DOS TERRITÓRIOS! (en, ca, it) [traduccion automatica]

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Segunda-Feira, 9 de Setembro de 2019 - 07:42:35 CEST


Vivemos um momento crítico para a vida dos ecossistemas, onde a precariedade da vida se 
intensifica, e se expressa com o ataque que a capital-patriarcado e sua estratégia 
colonial se acentuam diante da crise ecológica, humanitária e migratória, disputas 
geopolíticas como a guerra comercial e os novos processos do neocolonialismo, que ao mesmo 
tempo permitem o surgimento de setores conservadores e fascistas. ---- Na região chilena, 
o sistema de dominação gerenciado pelo bloco dominante intensificou e aprofundou sua 
política neoliberal. Esses dois anos de governo de Piñera desmantelaram os poucos e nenhum 
direito social que a classe dominada possuía e, por sua vez, intensificaram sua repressão 
contra os setores em luta:
1.- No mundo do trabalho assalariado, foram fortalecidos os instrumentos de flexibilidade 
trabalhista, expressando o seguinte: o Estatuto do Trabalho Juvenil e a Iniciativa 
Jurídica, que procurou aumentar a precariedade do trabalho sob o falso discurso de reduzir 
horas de trabalho. exploração, cancelando a possibilidade de negociação coletiva com o 
empregador e flexibilizando as condições de trabalho.

2.- A Reforma Tributária garante a salvaguarda das taxas de lucro para empresários locais 
e transnacionais, em um contexto de crise e desaceleração econômica, prejudicando 
consideravelmente a classe dominada.

3.- No mundo da população, a Lei de Integração Social consolida o monopólio do acesso à 
terra no mundo imobiliário, erradicando as comunidades produtivas e de manejo da cidade e 
seus territórios, impossibilitando a realização de projetos autogerenciados e Participativo

4.- Extrativismo e comercialização de terra e água, hoje nossos territórios têm uma grave 
situação ecológica, com uma crise hídrica cada vez mais complexa, ampliando as áreas de 
sacrifício e a alteração de ecossistemas, como ocorreu com a contaminação da água potável 
em Osorno, onde a mercantilização das fontes de água é visível através das empresas de 
saúde; a situação de Puchuncaví-Quintero que não foi resolvida; a morte da vida rural, 
flora e fauna em áreas devastadas pela seca, e as falsas saídas impostas pelo bloco 
dominante através da COP 25, e tratados econômicos como o TPP-11 e APEC, que eles vêm 
reforçar a pilhagem de corpos e territórios.

5.- Atualmente, estamos testemunhando um ressurgimento do aparato repressivo e a 
criminalização do protesto social. A lei da sala de aula segura, a Agenda do Terrorismo 
Curto, a Lei dos Migrantes, são sinais claros de que o aparato estatal atualiza e 
aprofunda sua ferramenta de controle e disciplina. Atingir fortemente a classe oprimida: 
vendedores ambulantes, horticultores, migrantes, comunidades mapuche em resistência e 
estudantes secundários. Além do exposto, o assassinato de combatentes sociais como: 
Macarena Valdés, Camilo Catrillanca, Alejandro Castro e os feminicídios cada vez mais 
frequentes em espaços públicos, homo-lesbo-transfobia e racismo, mostra o estado de 
exceção permanente Nós habitamos

Reconhecendo o exposto, alguns optaram pela luta institucional como uma saída para nossos 
problemas, no entanto, essa rota apenas demonstrou sua capacidade zero de parar o posto 
avançado neoliberal, que antecede nossos corpos-territórios da classe dominada, razão pela 
qual o fracasso A rota eleitoral, institucional e parlamentar é a constatação clara e 
inequívoca de que a exploração e o domínio só param com os combates nas ruas e a 
construção de comunidades organizadas. Hoje, quem se aproveita dessa instância de protesto 
popular para levantar ilusões eleitorais apenas desmobiliza e mantém intacta a dominação e 
suas expressões.

Apelamos, em 5 de setembro, aos setores em luta para levantar este dia de protesto em 
todos os territórios, organizando nossa raiva e multiplicando as formas de resistência, a 
fim de defender nossas vidas e comunidades.

Em cada território para elevar a luta e a unidade das ruas!

Contra a precarização da vida!

Top aqueles e aqueles que lutam!!

FEDERAÇÃO ANARQUISTA DE SANTIAGO

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