(pt) federacao autonoma FAT: Do Sintego ao Delegado Waldir: processos e censura contra um professor

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Quinta-Feira, 5 de Setembro de 2019 - 08:31:59 CEST


Em Junho de 2019, iniciou-se nas redes sociais uma vaquinha online na expectativa de 
ajudar o professor Thiago Oliveira, membro da AMPG (Associação Mobilização dos Professores 
de Goiás), o qual vinha sofrendo processos da presidente do Sintego (Sindicato dos 
Trabalhadores em Educação de Goiás), Maria Eusébia, conhecida, popularmente, como Bia. 
---- Os processos chegaram ao valor de R$ 10 mil, sem contar as demais despesas com 
advogados e processo judicial. ---- O motivo dos mesmos ultrapassa o absurdo: Thiago foi 
atacado e censurado por criticar a maneira com a qual o sindicato pelego vinha se portando 
diante da luta dos trabalhadores da educação. ---- Havia, escancaradamente, um vínculo de 
defesa dos interesses dos patrões de do governo e, em momento algum, dos professores que 
se faziam presente na luta por seus direitos.

Todavia, a mordaça vinda da burocracia sindical não era a primeira na vida de Thiago.

Professor de História, o mesmo, em 2016, foi preso junto com estudantes e professores, 
sendo um dos 18 processados por lutar contra a implantação das OSs em Goiás.

Depois, no mesmo ano, sofreu ameaça por um policial na escola em que trabalhava na época, 
após um ato dos estudantes secundaristas contra as OS's.

Essa semana, mais uma vez, o professor se contempla numa situação de perseguição, ao ser 
processado pelo deputado federal Delegado Waldir, do PSL.

Ao ser questionado sobre o motivo do processo, o mesmo apenas disse que se tratava de uma 
consequência de ser uma pessoa pública, e que, ao sofrer uma ofensa, "processaria qualquer 
um''.

O que o político não conta, porém, é que, em Janeiro desse ano, ao se iniciar o atraso do 
pagamento da folha salarial de Dezembro, docentes de Jataí receberam o governador Ronaldo 
Caiado (DEM), acompanhado por Waldir.

Durante a visita, foi relatado, por algumas professoras, que o deputado proferiu palavras 
chulas e pediu que fossem retiradas as faixas expostas no local.

O relato, publicado em uma rede social, foi compartilhado por Thiago, levando o deputado a 
exigir que o mesmo fosse excluído, além de que houvesse um pedido de desculpas do professor.

É de conhecimento geral que todos aqueles que se levantam de alguma maneira contra as 
injustiças que acontecem na realidade serão sempre recebidos com espinhos e diversos modos 
de silenciamento.

Thiago já afirmou, na sua rede social, que entende os perigos envolvidos, mas que jamais 
se calará ou abaixará a cabeça diante de alguma injustiça ou algum absurdo cometido contra 
a educação pública.

Somos a voz de nossos tempos. Haveremos, dessa maneira, de falar bem alto contra todas as 
manobras desse sistema tirânico!

TODA A SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR THIAGO!

https://federacaoautonoma.wordpress.com/2019/08/31/do-sintego-ao-delegado-waldir-processos-e-censura-contra-um-professor/


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