(pt) [Chile] Santiago: 7º dia de revolta social By A.N.A. (en)

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Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2019 - 08:40:30 CET


Quinta-feira, 24 de outubro de 2019 ---- SETE DIAS EM CHAMAS! ---- Força impressionante da 
Revolta, completa-se uma semana de sonho. Há cansaço, dormimos muito pouco por causa da 
mistura de preocupação e ansiedade. Mas não há dúvida de que ainda temos muita força para 
seguir lutando. ---- Outro dia de protestos em que a massividade foi a tônica, continuam 
os focos de confrontos entre rebeldes e policiais e milicos. Anarquistas e antifascistas 
em alerta para publicações de membros de grupos ultra-direitistas que pedem mobilização 
nas ruas. ---- Distúrbios do lado de fora de uma delegacia de polícia na comuna de 
Peñalolen, onde moradores dizem que policiais crucificaram detidos nas antenas da 
cobertura da delegacia. No centro da cidade, encapuzados atacam o metrô Baquedano, um 
local indicado como um macabro centro de tortura.

Os motoristas da empresa de transporte público "SuBus", das linhas 200 e 300, paralisam 
suas funções em solidariedade com um colega baleado em circunstâncias pouco claras.

Caminhoneiros, taxistas, motoristas de ônibus e proprietários de veículos se juntam aos 
protestos. Exigindo que os preços dos pedágios das estradas diminuam. O chamado é para 
viajar muito devagar nas rodovias.

O amigo de Bolsonaro e candidato presidencial de extrema-direita[José Antonio]Kast tenta 
tirar vantagem política de um movimento chamado "coletes amarelos", um grupo de cidadãos 
que, cheios de paranoia, cuidam de suas casas e patrulham seus bairros, protegendo-se de 
inimigos imaginários e saques (nenhum até o momento a uma casa). A verdade é que são 
pessoas funcionais do sistema que protegem "seus" supermercados e criticam o uso da 
violência. O fascista Kast convoca uma marcha para o domingo.

Partidos políticos e parlamentares "blindam" o presidente do Chile ante as demandas do 
povo por sua cabeça, desviam a raiva contra o psicopata ministro do Interior Andrés 
Chadwick Piñera (primo do presidente) culpando-o pelos assassinatos e exigindo sua renúncia.

No congresso, aprovam a ideia de legislar para diminuir às 40 horas de trabalho semanal. 
Há uma semana, essa ideia foi muito resistida pelo governo, pela direita e pelos empresários.

Nos bairros, os moradores se reconhecem novamente, têm tempo para brincar com as crianças 
e compartilhar um com o outro. Conselhos e assembléias abertas são criados para discutir o 
futuro da rebelião, conversar sobre seus desejos e se auto-organizar de forma autônoma.

Sorrisos e amor se formam entre os rebeldes, gestos de solidariedade, como a estrada 
bloqueada em algum lugar do México.

A maior marcha da história é chamada para esta sexta-feira, dia 25, às 17 horas, na Praça 
Itália (centro de Santiago).

Seguimos irredutíveis!

As ruas são nossas!

N.T.

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agência de notícias anarquistas-ana


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