(pt) uniao anarquista UNIPA: Greves Autônomas na UEG: novas experiências do sindicalismo de base no Brasil

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Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2019 - 08:40:21 CET


UEG - Bloqueio da BR 060 em maio de 2013 ---- A Universidade Estadual de Goiás (UEG) 
entrou de greve em 12 de março de 2019 a partir da deflagração em assembleias em vários 
campi pelo estado de Goiás. A universidade que já vem sofrendo sucateamento há vários anos 
teve a situação piorada com a política de austeridade do governo do estado desde 2018 e 
agora no novo governo do Ronaldo Caiado/DEM. ---- Entre as pautas da greve estavam o 
pagamento das bolsas estudantis que estavam atrasadas há quatro meses, contra o resenho 
institucional da UEG (que implica no fechamento de cursos e de campi), o aumento dos 
investimentos da UEG para 5% do PIB estadual e pelo pagamento imediato do salário de 
dezembro de todos os funcionários. ---- Faixa da greve em 2019, fonte: "UEG em movimento" 
(facebook)
As greves na UEG são autônomas desde 2009. O sindicato oficial que é ligado reitoria não 
tem legitimidade nas bases e não chamam as greves. Se por um lado tentam neutralizar a 
luta docente, por outro permitiu a criação de experiências e tradição de greves autônomas. 
Nesse ano a articulação mais ativa é o "UEG em movimento" que vem buscando unificação das 
greves nos campis do interior e da capital.

Outra característica classista das greves autônomas da UEG é o rompimento com o 
corporativismo, pois as assembleias e as greves são unificadas por três categorias da 
instituição: professores, técnico-administrativos e estudantes. Todos entram e saem das 
greves juntos, sem divisão, e lutam pelas pautas de todas as categorias. Em 2019 os 
grevistas também construíram uma caixa de resistência para sustentar financeiramente a 
luta, inclusive chegaram a leiloar um burro que foi doado para os grevistas.

Consolidar e expandir o sindicalismo autônomo e de base

UEG - Assembleia Geral da UEG em 06 de maio de 2013
Essas experiências como a caixa da resistência, a luta independente do sindicalismo de 
Estado e a unificação das categorias são muito importante para avanço do nível de 
organização das lutas e consciência dos trabalhadores numa conjuntura de tantos ataques e 
isolamento. Só com a solidariedade, união e ação direta de todos trabalhadores poderemos 
ter força capaz de derrotar os patrões e os governos.

As experiências de luta autônoma da UEG devem reforçar sua articulação interna e avançar 
na união autônoma com outras categorias do estado e no Brasil. Devem continuar inspirando 
exemplo e construir a resistência. Todas são experiências criadas por um sindicalismo 
autônomo. Isso mostra a importância da retomada da construção de um movimento de massas 
federalista e sindicalista revolucionário no Brasil, capaz de prestar solidariedade 
orgânica, trocar e aperfeiçoar as táticas de organização e enfrentamento e resistir aos 
ataques do Governo Bolsonaro e do capital.

Nacionalizar as experiências de autonomia!
Todo apoio a luta justa e autônoma dos professores de Goiás!
Pela construção de caixas de resistência e unificação das categorias em todas as greves!
Reconstruir o sindicalismo revolucionário no Brasil!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2019/10/26/greves-autonomas-na-ueg-novas-experiencias-do-sindicalismo-de-base-no-brasil/


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