(pt) rusga libertaria: [CAB] NADA SUBSTITUI UM POVO FORTE E ORGANIZADO

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Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019 - 08:26:11 CEST


LUTANDO POR MUDANÇAS REAIS ---- É geral o sentimento de revolta pela rotina pesada de quem 
não nasceu em berço de ouro. A vida tá mais cara, dura e sofrida para a maioria do povo 
brasileiro. Para a maioria, o que não é a mesma coisa que dizer "pra todo mundo". Enquanto 
a pobreza e as muitas formas de opressão nos atacam por todos lados uma pequena elite de 
ricos e poderosos fazem a farra por cima da miséria da gente. A representação faz parte de 
um sistema de fraude, privilégio e corrupção que não obedece o que manda e quer o povo. 
---- Nossa campanha não tem dinheiro de fundo partidário e nem qualquer ajuda de 
empresários. Não é para pedir votos. Queremos e apostamos numa saída construída com mais 
participação popular, luta massiva e independente como classe oprimida e explorada que 
somos. Nem a farsa eleitoral de uma democracia burguesa que nos pede o voto de 4 em 4 anos 
e muito menos uma golpeada autoritária, repressiva e policial. Fazemos campanha pela 
democracia direta. Outra forma do povo fazer política, mais direitos e liberdades, 
organização de baixo pra cima, decisão sobre projetos, serviços, mais investimento público 
pra atacar na raiz as desigualdades sociais.

Por democracia direta queremos afirmar: 1) a construção pelo chão da igualdade de um 
movimento popular forte que luta e se organiza com independência dos governos e patrões; 
2) o direito popular de tomar decisões por conselhos e organizações de base para anular o 
ajuste que aumenta a desigualdade social, massacra a vida dos mais pobres e liquida os 
direitos dos trabalhadores; 3) o princípio fundamental da participação popular, da defesa 
de amplas liberdades de manifestação, de associação, de expressão, diversidade, direitos 
sociais e individuais.

Se unir e organizar com o vizinho, o colega de trabalho, as afinidades, o companheiro e a 
companheira da peleia de todos os dias é o começo de uma mudança que depende de construção 
coletiva.

Anular a reforma trabalhista, a lei das terceirizações e o congelamento dos gastos sociais!
Luta unida contra o racismo, o machismo a homofobia e o fascismo!
Voto nulo na farsa eleitoral. Democracia Direta com a força das ruas.

CONTRA O DESEMPREGO E O AUMENTO DO CUSTO DE VIDA

Os jornais não cansam de dizer que a crise já passou, mas o que a gente vive e sente na 
pele é que o desemprego segue forte, quem trabalha perde direitos e poder do salário e o 
preço das coisas só aumenta. O botijão de gás, por exemplo, já está quase virando um 
artigo de luxo. Se a crise já passou, foi só pros grandes empresários, que na verdade 
nunca pararam de lucrar. Querem dar "empregos" desde que a classe trabalhadora aceite a 
derrota e se afunde na pobreza. Para o povo, para o pobre, a vida está cada vez mais 
difícil, independente do que diz o presidente, ministros ou o Jornal Nacional da Globo.

LUTAR AGORA PRA NÃO PERDER O FUTURO

Nos últimos anos, já congelaram os investimentos em saúde e educação, já acabaram com os 
direitos do trabalhador, já entregaram o pré-sal e ainda querem acabar com a aposentadoria 
da gente. Isso tudo é o mesmo que condenar a nossa gente a um futuro ainda mais miserável 
do que o presente. Como exercício de democracia direta, em que o povo é chamado pra 
decidir o seu futuro (ao invés de tentar achar um candidato que prometa fazer isso), é 
vital que se façam plebiscitos revogatórios das leis que acabam com os nossos direitos. Os 
ricos querem decidir o fim do futuro dos pobres, por isso a hora é de dizer que o presente 
é de luta e no nosso futuro ninguém mexe!

INSUBMISSAS: MULHERES RESISTEM NA LINHA DE FRENTE DAS LUTAS SOCIAIS

Nos últimos anos e em diferentes lugares do planeta, nós mulheres temos sido a ponta de 
lança de muitas lutas sociais e protagonizado grandes manifestações. Temos lutado nas ruas 
e em todos os lugares em que atuamos pelo direito aos nossos corpos, contra a retirada dos 
direitos trabalhistas, contra o ajuste e a repressão policial, por saúde e educação de 
qualidade, pela preservação da natureza e soberania dos nossos territórios, pelo aborto 
legal, contra o avanço conservador na luta antifascista... Temos mostrado na prática a 
importância de estar organizadas/os utilizando métodos tradicionais de resistência das e 
dos de baixo como trancaços, greves, ocupações, marchas. Temos apontado que resistência e 
luta combativa se faz de forma independente de governos, partidos, patrões, religião. As 
escolhas políticas de democracia direta por meio de instrumentos como a auto organização 
em coletivos e assembleias populares, ao contrário do que prega a democracia 
representativa (indireta), deve ser lição política para o conjunto dos movimentos 
populares nas diferentes lutas. Sejamos corpos indignados . É com a força coletiva nas 
ruas que a gente avança!

OS SUPER RICOS TEM QUE PERDER PRA RIQUEZA SER DISTRIBUÍDA

A pobreza é uma relação social determinada pela violência e a exploração. Não é o mérito 
que faz 1% da sociedade tão rica e dona de tudo, enquanto o Brasil volta ao mapa da fome 
mundial, cresce a mortalidade infantil, mais de 27 milhões de desempregados e 
trabalhadores de bico, a juventude negra e periférica é o alvo principal de 60 mil mortes 
por ano, quando não é presa fácil do sistema penitenciário, sobretudo pela lei de drogas.

Quando o orçamento da saúde é de 130 bilhões, da educação 110 bilhões e a bolsa empresário 
que o governo central doa pra classe burguesa supera 280 bilhões ai tem coisa errada. O 
que dizer então de quase 1 trilhão pagos na dívida pública em 2017 pra engordar os 
parasitas do sistema financeiro. De 10 reais arrecadados para o fundo público do país pelo 
menos 4 são para juntar a riqueza na mão de poucos.

A pobreza e o racismo que condenam nosso povo a viver como réu são filhas da desigualdade 
social.

BASTA DE MATANÇA DO NOSSO POVO PRETO E POBRE

Falam muito em segurança pública, mas a verdade é que quem vem sendo exterminado somos nós 
os pobres, principalmente o povo negro. Seja pela mão da polícia, seja pela própria 
violência urbana que aumenta com a criminalização das drogas e a falta de reparação de uma 
dívida histórica com a escravidão. A periferia sangra pela vida roubada dos seus jovens. 
Sem contar os assassinatos no campo, onde os povos indígenas quilombolas e os pobres que 
lutam pelo direito a um pedaço de chão e de mundo são vítimas da ganância dos grandes 
donos de terra e seus jagunços. A guerra as drogas prende e mata sempre mais. Transforma 
um problema de saúde pública em caso de polícia. Condena o nosso povo a viver na mira da 
repressão e a juventude ao inferno das disputas do tráfico e da fuga eterna de uma lei 
feita pra pegar favelado.

O Brasil precisa descriminalizar as drogas e combater a fundo a injustiça, o castigo e a 
violência em que atirou o povo negro da periferia das cidades.

O ESTADO POLICIAL AJUSTA A ECONOMIA COM PRIVATIZAÇÃO E MISÉRIA

Enquanto que, com uma mão, os governos e patrões tiram dos pobres o direito à saúde e 
educação, com a outra mão eles manda sentar a porrada e nos proíbem de reclamar. São os 
mesmos que cortam dinheiro dos postos de saúde e hospitais, das escolas e salários dos 
professores, por exemplo. Mas que enchem de carros e armas a polícia militar e mandam 
subir os morros e matar a torto e a direito. Só aumenta a miséria e a vida precária do 
povo, a matança racista do povo negro, o feminicídio e a explosão das opressões de gênero. 
O Estado policial é a ordem do cala boca pra massa de insatisfeitos e a segurança dos lucros,

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