(pt) [Espanha] Crise climática, crise econômica, crise da democracia representativa By A.N.A. (en)

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Quinta-Feira, 3 de Outubro de 2019 - 09:17:10 CEST


É difícil que nós, a maioria oprimida do planeta, sejamos capazes de parar o colapso que 
estamos presenciando, com tal forma e desenvolvimento, sequer nos atrevemos a nos 
aventurar. No entanto não cabe a máxima do "não se pode fazer nada". Ser consciente 
individualmente do problema supõe reduzir nosso consumo em petróleo e todos os seus 
derivados, em carne, em viagens de avião, em roupa, etc., etc. Enfrentá-lo individualmente 
nos leva a "viver mais e melhor com menos" transformando nosso modelo de vida vigente até 
este momento. Esta questão no nosso cotidiano individual se faz necessária nos dias 
atuais, mas é insuficiente, pois a crise climática é estrutural e radicalmente política. 
Ser consciente sobre o que é que está em jogo supõe, acima de tudo, enfrentar e lutar 
contra um sistema social, o capitalista e os estados nos quais vivemos, que fazem a 
humanidade em seu conjunto ser um câncer para a vida na Terra.

Nosso dever como anarquistas é direcionada, por um lado a estender à população do planeta 
a ideia de que devemos produzir/consumir somente bens que satisfaçam às necessidades 
básicas da maioria, respeitando o equilíbrio com os ecossistemas; em outras palavras 
impulsionar a conscientização sobre a emergência que viveremos a curto prazo. Esse 
respeito à biodiversidade planetária, àcasa emque vivemos, nos faz manifestar, por outro 
lado, o sentimento de que a vida vale a pena ser vivida, e podemos alcançá-la somente 
quando enfrentarmos o sistema de produção capitalista (Sim, querem até comprar a 
Groenlândia para extrair seus minerais!, sim estão queimando a Amazônia em busca de campos 
que alimentem a carne que consumimos!, sim estão vendo negócio imobiliário no degelo do 
pergelissolo siberiano!, etc., etc.), responsável final de um desastre ecológico que 
parece irrefreável. Os Estados e os órgãos internacionais, agora mesmo, em suas agendas 
públicas, planejam soluções parciais e técnicas do chamado capitalismo verde (que não 
deixa de ser uma nova oportunidade de negócio). Essas soluções falsas vindas dos 
parlamentos estatais e internacionais não são mais que remendos que não impactam nas 
causas reais do problema!

Presumidamente, no entanto, na agenda oculta das mais altas instituições capitalistas está 
a aplicação do ecofascismo como ferramenta de equilíbrio ecológico dos seres humanos 
sobreviventes (barbárie que já se manifesta nos êxodos populacionais rumo ao norte rico de 
famintos refugiados meio-ambientais).

É necessário nos prepararmos para o pós-colapso ambiental que ocorrerá, organizando-nos em 
comunidades baseadas na autossuficiência desmercantilizada, sem classes sociais nem 
propriedade privada, auto-organizadas sem tutelas estatais com base na liberdade, no apoio 
mútuo e no cuidado desfeminizados e na solidariedade.

A batalha é agora, a hora de sair às ruas! Fazemos uma convocação à mobilização do dia 27 
de setembro em Madrid, a GREVE MUNDIAL PELO CLIMA.

LUTAR CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL É LUTAR CONTRA AS BARBÁRIES CAPITALISTA E DO ESTADO!
RESISTIR AO ECOFASCISMO É NOS ORGANIZARMOS PELA LIBERDADE, PELO APOIO MÚTUO E PELA 
SOLIDARIEDADE

FEDERAÇÃO LIBERTÁRIA DE MADRID

federacionlibertariamadrid.home.blog

Tradução > Daitoshi

agência de notícias anarquistas-ana


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