(pt) uniaoanarquista UNIPA: Vida, Luta e Testamento de Buenaventura Durruti (1896-1936)

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Terça-Feira, 26 de Novembro de 2019 - 07:40:42 CET


Quanto à minha coluna, estou satisfeito com ela. Nós fazemos guerra e revolução ao mesmo 
tempo. Medidas revolucionárias não são apenas tomadas em Barcelona, mas atingem a linha de 
fogo. Cada povo que conquistamos começa a se desenvolver revolucionariamente. Uma derrota 
na minha coluna seria algo espantoso, porque nossa retirada não se pareceria com a de 
nenhum exército; teríamos que levar conosco todos os habitantes das aldeias por onde 
passamos. Da linha de tiro, até Barcelona, na rota que seguimos, existem apenas 
combatentes. Todo mundo trabalha pela guerra e pela revolução: essa é a nossa força. 
Quanto à disciplina, para mim nada mais é do que respeito à própria responsabilidade e à 
dos outros. Sou contra a disciplina do quartel; mas também contra a liberdade 
incompreendida, à qual os covardes costumam recorrer para drenar o caroço. Na guerra, os 
delegados devem ser obedecidos; caso contrário, não é possível executar nenhuma operação.

"Durruti en Madrid". Jornal Solidaridad Obrera, 8 de novembro de 1936.

Neste 20 de novembro de 2019 completam 83 da morte de Durruti, ferido por bala de autoria 
ainda hoje não esclarecida. Apresentamos abaixo alguns episódios fundamentais e um breve 
balanço histórico da guerra civil espanhola do ponto de vista dos bakuninistas; uma rápida 
bibliografia de Durruti, extraída com informações do texto Los Comités de Defensa de la 
CNT en Barcelona (1933-1938) de Agustín Guillamón e outras complementações; e um texto 
intitulado "Testamento de Durruti", que é uma homenagem do seu companheiro Jaime Balius, 
expressivo personagem do anarquismo revolucionário e membro da agrupação Os Amigos de 
Durruti. Por fim, aproveitamos a data para disponibilizar oito edições do jornal El Amigo 
del Pueblo, editado pelos Amigos de Durruti, e outros documentos AQUI.
https://uniaoanarquista.wordpress.com/?attachment_id=2819

A Luta de Durruti contra a capitulação da CNT na guerra civil espanhola (1936-1939): 
aprender com a derrota Durruti e sua Coluna defenderam ferrenhamente a indissociabilidade 
entre guerra contra o fascismo de Franco, que tentou um golpe na 2º República da Espanha 
em julho de 1936, e revolução social. Em 19 de julho de 1936 ocorre uma forte jornada de 
luta que barra o fascismo franquista em várias frentes de batalha e abre uma situação 
revolucionária na Espanha. Esta situação não se desenvolve em uma revolução vitoriosa. A 
Espanha passa por uma guerra civil por cerca de 3 anos.

Em 26 de setembro, se reorganizou o governo republicano-burguês da Generalidad com 
presença de "conselheiros" anarquistas da CNT. Em meios a vários processos de 
coletivização de empresas e campos, é promulgado em 24 de outubro de 1936 pelo cenetista 
Joan Paul Fábregas um Decreto de Coletivização e Controle dos Trabalhadores, que foi um 
freio e tentativa de regular as expropriações espontâneas dos trabalhadores desde julho de 
1936 centralizando a organização econômica no governo-burguês.

Em 9 de outubro, a Generalidad emite decreto de dissolução dos comitês locais surgidos 
após 19 de julho, que organizam parte da vida social e a resistência armada, e seriam 
substituídos apenas tardiamente desorganizando a luta antifascista e o processo 
revolucionário.

Em 24 de outubro é emitido um decreto de militarização das milícias buscando formar as 
bases do exército regular burguês da República. A oposição de Durruti e sua Coluna é 
clara. Em 4 de novembro os anarcosindicalistas da CNT anunciam que ocuparão os primeiros 
ministérios.

Posiçãodo Comitê de Guerra da Coluna Durruti enviada ao Conselho da Generalidad de 
Cataluña se opondo a submetr-se ao Decreto de Militarização assinado em 18 de novembro de 
1936, um dia antes de Durruti ser alvo de tiro. O crescente calor dos acopntecimentos fez 
surgir a hipótese de Durruti ter sido alvo dos próprios antifascistas.

Na noite de 4 de novembro, Durruti emite um comunicado em rádio criticando a burocracia da 
CNT, a não reorganização da economia, a militarização das milícias e a fraqueza da 
retaguarda. Durruti e sua Coluna se colocaram em oposição à política majoritária de 
traição da CNT-FAI que aderiu ao governo republicano-burguês da Generalidad desorganizando 
as coletivizações, dissolvendo os comitês locais e as milícias populares ao submetê-las ao 
exército burguês.

O discurso de 4 de novembro de Durruti é bastante esperado e é divisor de águas, 
anunciando uma esperança a base de trabalhadores da linha revolucionária e criando uma 
fratura explícita na aliança antifascista com a burguesia, uma vez que Durruti é um líder 
de grande reconhecimento. Em 19 de novembro, quinze dias depois, Durruti toma um tiro, 
vindo a falecer um dia depois, 20 de novembro de 1936.

Transcrição do discurso de Durruti em 4 de novembro publicado pelo jornal dos Amigos de 
Durruti, "El Amigo del Pueblo" em 1937.

Se funeral é seguido por uma multidão. A memória e luta de Durruti é mistificada por 
organizações da esquerda, onde algum tempo depois uma campanha de "homenagem" sugere que 
Durruti defendia "abrir mão de tudo, menos da luta contra o fascismo". Uma forma de 
sustentar o colaboracionismo com a burguesia. Durruti defendia a não separação da guerra e 
da revolução. Esta posição é reivindicada por outros combatentes, como Jaime Balius, que 
organizam o grupo Amigos de Durruti, travando a partir de então forte oposição à direção 
da CNT.

Os Amigos de Durruti em 1936 defenderam que a guerra contra o fascismo não deveria ser 
separada da revolução espanhola. Fazer a revolução na Espanha naquele momento significava 
romper com os Comitês Antifascistas, espaços que reuniam setores da burguesia republicana 
e da esquerda espanhola, que se opunham a coletivização e boicotavam o armamento geral dos 
trabalhadores.

Os Amigos de Durruti colocam a necessidade de construir uma Junta Revolucionária, para 
federar, centralizar e fortalecer o poder dos múltiplos comitês de trabalhadores locais, 
de defesa milícias, de empresas etc. Sem a destruição do estado capitalista, as jornadas 
revolucionárias de julho de 36 não atingiriam o poder dos trabalhadores. Houve um 
enfrentamento entre o anarquismo ministerialista da CNT-FAI e o anarquismo revolucionário 
expresso sobretudo no grupo Os Amigos de Durruti.

A CNT carecia de uma teoria da revolução e, sem teoria, não há revolução. A Espanha 
demostrou que o potencial do anarcosindicalismo foi inversamente proporcional ao seu 
retumbante fracasso tanto na guerra quanto na revolução.

Porque não aconteceu uma Revolução na Espanha em 1936? A revolução é a insurreição que 
transforma um sistema ou regime político e econômico e as relações de classe da 
sociedade.A CNT-FAI participou de uma coalizão com o PCE, o PS - a Frente Popular - e 
participou das eleições burguesas de fevereiro. Depois, o Governo do PS indicou diversos 
ministros "anarcosindicalistas". Constitui-se então uma espécie de "anarco-governismo". No 
plano da economia, a coletivização que existiu foi contra a política da CNT-FAI e em 
regiões muito localizadas. As bases da CNT-FAI, especialmente no campo, levavam a 
coletivização da economia agrária, o que logo foi revertido pelo Estado Republicano, com o 
apoio da CNT.

A CNT compôs e apoiou o "Governo Provisório" ao invés de destruí-lo sob o poder das 
massas. Abriu mão da tomada do poder. Ou seja, a CNT optou por fazer a guerra contra o 
fascismo e não a revolução social, tudo em nome da "unidade da esquerda" contra o inimigo 
de direita. Mas foi exatamente essa política de separação entre Guerra e Revolução (tendo 
como consequência o colaboracionismo), somado a sabotagem burguesa e stalinista (que não 
foram combatidas para manter a "unidade"), que levaram a derrota histórica dos 
trabalhadores espanhóis. A guerra e a revolução foram derrotadas pela colaboração de classes.

O colaboracionismo da CNT com o governo burguês da República que desorganizou a luta 
antifascista ao abortar o desenvolvimento da Revolução Social é ainda hoje um fato 
camuflado nos setores "libertários". Indigesto, muito afirmam ter havido uma Revolução 
vitoriosa e assumem a cômoda postura de não fazer autocritica histórica. Assim, assumem 
por um lado o idealismo de afirmar haver revolução onde o que existiu foi uma guerra 
civil; e deixam intacto o erro histórico de traição e capitulação anarcosindicalista neste 
episódio na Espanha, assumindo o risco de repeti-lo no presente pela incapacidade teórica 
e incompreensão histórica.

A União Popular Anarquista busca o devido balanço dos processos revolucionários na 
história. Ao anarquismo, não é mais permitido ser vítima de si mesmo, de traidores 
marxistas e dos inimigos burgueses. A construção do bakuninismo é a dedicação de Corpo e 
Alma à Revolução, e por isso rendemos homenagens à memória de Durruti: sua luta está viva 
entre nós e seu objetivo será alcançado!

Durruti vive e vencerá!

Breve bibliografia de Durruti, um combatente da revolução

Mecânico. Ele interveio desde tenra idade nas lutas sociais do movimento de trabalhadores. 
Sua intervenção combativa na greve geral de agosto de 1917 lhe rendeu sua expulsão da UGT. 
Algumas semanas depois, ele foi para o exílio na França para não comparecer ao serviço 
militar. Em outubro de 1922, fundou com Francisco Ascaso, García Oliver, Aurelio 
Fernández, Ricardo Sanz e outros, o grupo anarquista Los Solidarios, realizando, entre 
outras, práticas de expropriação e sustentação da luta sindical e anarquista. No início de 
1923, ele foi preso em Madri e libertado em junho. Em 1º de setembro, ele participou do 
assalto ao Banco da Espanha em Gijón e proclamada a ditadura de Primo Rivera no dia 23 do 
mesmo mês, decidiu se exilar.

Em janeiro de 1924, Ascaso e Durruti se estabeleceram em Paris. Em novembro de 1924, eles 
participaram da trama de Vera de Bidasoa, que buscava a invasão da Espanha por pequenos 
grupos guerrilheiros. Após o fracasso, em dezembro de 1924, Durruti e Ascaso marcharam 
para a América, onde combinaram trabalhos em vários ofícios com assaltos para financiar a 
libertação de prisioneiros, a fundação de escolas racionalistas e outros projetos, em uma 
jornada que os levou a Nova York, México, Cuba, Chile, Argentina, Uruguai, retornando a 
Paris em maio de 1926.

Em julho de 1926, Durruti, Ascaso e Jover foram presos sob a acusação de preparar um 
ataque a Alfonso XIII, que visitou Paris em 14 de julho de 1926. Foi iniciada uma intensa 
e popular campanha popular para evitar a extradição de anarquistas espanhóis para a 
Argentina ou Espanha, lançada em julho de 1927. Após um período de sigilo e expulsões 
constantes na fronteira franco-belga, no início de 1929 eles receberam residência legal em 
Bruxelas.

Com a proclamação da República, em abril de 1931, Durruti retornou a Barcelona, residindo 
no distrito operário de Pueblo Nuevo. Constituiu o grupo Nosotros com García Oliver, 
Francisco Ascaso, Ricardo Sanz e outros.

Durruti foi deportado para as Ilhas Canárias e Guiné em fevereiro de 1932, como punição 
por sua participação na insurreição de janeiro de 1932 no Alto Llobregat. Liberado em 
setembro de 1932. Ele fazia parte do Comitê revolucionário da insurreição de 8 de janeiro 
de 1933 em Barcelona. Presos em abril de 1933, junto com Francisco Ascaso, ambos foram 
presos na prisão do Porto de Santa Maria, até sua libertação em outubro.

Ele trabalhou como mecânico e interveio na campanha de abstenção das eleições de novembro 
de 1933. Durruti promoveu a insurreição de dezembro de 1933, pela qual foi preso e 
encarcerado na prisão de Burgos, até a anistia de abril de 1934. Em junho, ele participou 
do Plenário Nacional da CNT, que rejeitou o Pacto de Alianza Obrera, assinado pela CNT 
asturiana com a UGT. Ele foi preso após os eventos de 6 de outubro de 1934, na Catalunha, 
apesar de não ter intervindo neles, permanecendo encarcerado na Prisão Modelo de Barcelona 
até abril de 1935. Durante o resto do ano ele conheceu vários e breves, porém sucessivas 
prisões.

Em julho de 1936, ele era membro do Comitê Confederal de Defesa que derrotou o exército. 
Em 20 de julho de 1936, ele fazia parte da delegação que se reuniu com a Companys, 
presidente da Generalidad de Cataluña, que tomou a decisão provisória de formar o CCMA - 
Comitê Central de Milícias Antifascistas, um órgão de colaboração de classes que durou 
nove semanas. Durruti foi nomeado delegado da Coluna que em 24 de julho partiu para a 
conquista de Zaragoza. Durruti foi contrário à militarização das milícias populares e da 
participação da CNT do governo junto aos republicanos burgueses.

Em 4 de novembro de 1936 o jornal da CNT Solidariedade Obreira publica notícia da entrada 
de quatro anarquistas no governo de Largo Caballero. As 21h30 deste mesmo dia, Durruti 
transmite por rádio um duro discurso, crítico a burocratização da CNT e ao avanço da 
contrarrevolução, se opondo frontalmente ao decreto de militarização das Milícias 
Populares, apontando a necessidade de reforçar a retaguarda e liquidar o governo burguês 
da Generalidad. Antifascista em armas, Durruti se opõe a tática de se aliar à burguesia 
para combater o fascismo, pois submetia o movimento anarquista que aderia aos métodos e 
programa da burguesia republicana. Assim, parte da coluna Durruti foi transferida para 
Madri, correndo o risco de cair sob o poder dos franquistas.

Em 19 de novembro de 1936, Durruti foi baleado na frente de Madri e morreu no dia 
seguinte. Seu enterro foi impressionante e teve presença maciça do povo em Barcelona, no 
domingo 23. No ano seguinte à sua morte, a propaganda stalinista atribuiu falsamente um 
slogan, que seu aparato de propaganda tornou famoso: "Renunciamos a tudo, exceto à vitória".

Durruti nunca renunciou a revolução para ganhar a guerra contra o fascismo. Assim, os 
herdeiros de Durruti não foram os anarquistas do governo cenetistas, mas a agrupação 
minoritária Os Amigos de Durruti, que depois das jornadas de Maio de 37 em Barcelona foram 
desautorizados e perseguidos pela própria CNT-FAI por denunciar sua traição, como 
incapacidade e covardia.

"Testamento de Durruti"
[Jaime BALIUS. Solidaridad Obrera, 6 de dezembro de 1936.]

Funeral de Durruti, Barcelona, Espanha. 23 de novembro de 1936.

Poucos dias depois de a cidade de Barcelona ouvir a voz alta do camarada Durruti[1], uma 
bala perdida no oceano do calor da batalha extinguiu as batidas e as ansiedades do 
anarquista que se tornara um pedaço da alma popular.

Mas a grandeza dos últimos momentos do camarada falecido tem tal magnitude que continua 
marcando a ranhura pela qual o navio social terá que viajar se quiser chegar ao porto.

Ainda mantemos em nossos ouvidos as acentuadas expansões que Durruti pronunciou em uma 
noite memorável que dificilmente desaparecerá com as datas, por mais memoráveis que sejam 
os eventos que ocorrem durante o período revolucionário. Também não podemos afastar de 
nossa linha de memórias a fisionomia oferecida naquela noite de apoteose pela capital da 
Catalunha industrial.

Durante o discurso, que precedeu a infeliz morte do companheiro, as artérias de Barcelona 
ofereceram uma aparência de maciça multidão. A população catalã estava ciente das ondas 
que transmitiam o verbo ardente de um homem que sabia como morrer pelos ideais que 
presidiam sua vida agitada. E depois de algumas horas ouvindo as indicações sensatas que 
os trabalhadores catalães perceberam através de um representante da frente de Aragão, 
continuaram comentando o que ele havia dito com sua energia e fortaleza clássicas, o 
anarquista que sentiu suas pálpebras se fecharem com a satisfação total de ter derramado 
seu sangue pela redenção do proletariado.

O clamor da conclusão do camarada é o legado revolucionário que devemos cultivar e colocar 
em prática. A memória de nosso Durruti não deve ser honrada apenas com eventos funerários, 
mais ou menos espetaculares. O que realmente interessa é o cumprimento da vontade do 
anarquista e revolucionário, que gritou como um gigante horas antes de sua heroica morte 
nos postos avançados da Revolução o que é debatido no coração do desolado Castilla.

As palavras de Durruti que ressoaram com intensa emoção no firmamento de Barcelona 
incorporam o pensamento genuíno da classe trabalhadora. Durruti afirmou categoricamente 
que os anarquistas exigem que a Revolução seja de natureza totalitária[2]. E que os 
camaradas que com tanta tenacidade enfrentam o fascismo nos campos de batalha não estão 
dispostos a deixar ninguém tirar o conteúdo revolucionário e emancipatório da hora atual.

Nosso Durruti se rebelou contra certas apreciações que na boca de alguns elementos são de 
um castrador colorido. Ele sabia como capturar com traços felizes os pensamentos que 
nascem no local de trabalho. Suas últimas palavras, dirigidas a seus irmãos de infortúnio, 
têm todo o valor de um testamento revolucionário. Nos anais revolucionários do 
proletariado espanhol, não há um homem que tenha assinado um passado e um presente de 
maneira tão heroica e eficiente.

O Durruti que elevou o proletariado das favelas e que enrugou por um momento os rostos 
gordurosos da burguesia em plena falência, é o mesmo Durruti que contemplamos em uma praça 
de trabalhadores da estrada em Bujaraloz.

A manifestação monstruosa que acompanhou o caixão Durruti fechou apenas a existência 
física do anarquista indomável. Mas a vontade de Durruti não pereceu. Ela persiste com 
mais força do que na mesma noite da discussão. Nós saberemos expressar seu último desejo.
-
[1]Balius faz referência ao discurso em rádio de Durruti no dia 4 de novembro de 1936.

[2]Em 1978, Balius atualiza a Introdução do manifesto "Rumo a uma nova Revolução", escrito 
em 1936 e lançado em 1938 pelas Amigos de Durruti, reafirmando que: "todas as revoluções 
são totalitárias. Eles devem interpretar e expressar por si próprios, no sentido de que 
todas as revoluções são um todo completo. Ou seja, elas não podem ser feitas e deixadas 
pela metade ou em partes, sem que o grande edifício da revolução enfrente sua destruição. 
É terrível que algumas estradas da encruzilhada da revolução levem ao desastre. A 
Revolução Espanhola foi condenada à morte no momento em que o espírito revolucionário e a 
guerra se divorciaram. "

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