(pt) Federação Anarquista do Rio de Janeiro FARJ/CAB: Lembrai do 18 de novembro no Rio de Janeiro! (en)

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Sábado, 23 de Novembro de 2019 - 07:29:59 CET


No dia 18 de novembro de 1918, estourou no Rio de Janeiro a chamada Insurreição 
Anarquista, uma das mais importantes experiências insurrecionais do sindicalismo 
revolucionário, estratégia sindical anarquista. ---- Protagonizada pela classe 
trabalhadora organizada em diferentes categorias sindicais, a insurreição ocorre depois de 
um longo período de aumento do custo de vida (carestia), explosão da gripe espanhola e 
acirramento da luta de classes no estado da Guanabara. ---- Estavam vivas na memória das 
oprimidas e oprimidos, a grande greve geral de 1917 por causa do aumento do custo de vida, 
no contexto do pós-primeira guerra mundial. ---- O estopim da insurreição foi a morte de 
diversos trabalhadores da construção civil, num acidente de trabalho no hotel New York. 
Cabe dizer que o imaginário da Revolução Russa, espalhava-se como um rastilho de pólvora, 
motivando as insatisfações operárias no nosso continente latino-americano.

A insurreição teve a ação determinante da Federação Operária do Rio de Janeiro (FORJ) e da 
Aliança Anarquista, organização específica que tinha como principal referência, o 
professor José Oiticica. Muito longe de ser uma insurreição espontânea, o comitê 
organizador da insurreição articulava-se decisivamente com a ação da Aliança Anarquista.

A insurreição não se limitou a cidade do Rio de Janeiro. O interior também foi atingido 
pela revolta popular, com experiências de poder popular na cidade de Magé, onde 
trabalhadores tomaram as fábricas e reivindicaram o socialismo libertário.

No Rio de Janeiro, troca de tiros com as forças da repressão, uso de dinamite e confrontos 
de rua (incluindo a deserção de soldados do exército) marcaram a paisagem da luta popular.

A repressão brutal  que se seguiu, trancafiou anarquistas e sindicalistas, fechou 
sindicatos, mas espalhou o temor na classe dominante brasileira. Diversas leis 
trabalhistas e de regulação social foram aprovadas depois da reforma. A classe dominante 
temia a ação organizada das/os de baixo.

https://anarquismorj.wordpress.com/2019/11/18/lembrai-do-18-de-novembro-no-rio-de-janeiro


Mais informações acerca da lista A-infos-pt