(pt) uniao anarquista UNIPA: As funções de iniciador-dirigente ou sobre as dinâmicas de ação-reação na luta de classes

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Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019 - 07:25:25 CET


Enquanto publicamos estas linhas ocorrem uma série de movimentos de massa insurrecionais 
nas ruas do mundo, e em especial na América Latina. Os conflitos expressam principalmente 
as forças de um campo mais "autônomo ou não ortodoxo" popular e da socialdemocracia com as 
forças repressivas e seus governos burgueses, seja os ditos progressistas ou abertamente 
reacionários, e as nações imperialistas, em especial EUA, Rússia e China. ---- Nesse 
momento, em que a história e definição de futuro podem ocorrer em poucos dias ou meses, é 
pertinente aos lutadores revolucionários se colocarem algumas perguntas: ---- O que fazer? 
---- Como avançar? ---- Qual relevância da teoria? ---- Qual papel dos partidos? ---- Qual 
função dos movimentos de massa?
A luta prática deve ser retroalimentada sempre pela reflexão. Discutir teoria diante dos 
conflitos deve permitir regular e potencializar a capacidade da própria ação, mas não se 
furtar da luta - como fazem grupos academicistas e as "elites intelectuais 
revolucionárias" para as quais só chegam a conclusão de que sempre faltam condições de agir.

Trazemos então esta contribuição, um trecho das Resoluções da Segunda Assembleia Nacional 
da UNIPA, publicadas em Janeiro-Fevereiro de 2012 em nosso site . Consideramos que elas 
ajudam na capacidade de ação refletida dos movimentos e suas lideranças bem como a 
recuperação aqui nesta introdução de importantes debates por nós já travados.

Do ponto de vista prático e histórico, nas dinâmicas entre Estado-sociedade, o reformismo 
socialemocrata (ou "progressistas") levado às suas últimas consequências não somente não 
supera a exploração e dominação do ser humano pelo ser humano, como tende a se opor à 
Revolução, integrando assim a contrarrevolução. A teoria dialética marxista de síntese 
entre tese e antítese ajuda explicar a capitulação reformista. Esta integração ocorre de 
forma abertamente voluntária ou pela destruição da capacidade política autônoma da classe 
trabalhadora: em todo caso, sendo a antessala da contrarrevolução.

Frente as experiências insurrecionais, levamos a palavra de ordem: desenvolver a luta 
harmônica global! Devemos aprender com a própria experiência histórica, e integralizar a 
prática insurrecional dentro da teoria do desenvolvimento harmônico global, na dialética 
entre a organização política e a organização de massas e suas variadas funções na luta de 
classes.

Para nós, anarquistas bakuninistas, a luta deve ser guiada de corpo e alma pelo 
Socialismo, Liberdade, Organização e Luta Classista: estes dois pares de ideias/valores e 
aspirações dialeticamente unidos constituem os elementos básicos da ideologia anarquista.

No que diz respeito à ideia de dialética, Bakunin, compreende que o conflito e a luta são 
elementos constantes e permanentes na sociedade. Em ruptura porém com a dialética 
hegeliana (e marxista) que aponta para a ideia de que a contradição entre tese e antítese 
é superada por uma síntese, Bakunin compreende que a tese, ou lado positivo, manifesta-se 
como quietude absoluta; e a antítese, ou lado negativo, elemento dinâmico da dialética, 
por natureza tende a caracterizar sua existência pela negação absoluta da tese não 
permitindo síntese harmônica.

As séries dialéticas de Proudhon onde os elementos estão em verdadeira interação 
conflitiva sem solução harmonizante, são incorporadas por Bakunin em seu pensamento, 
caracterizando o bakuninismo por quatro eixos principais: a dialética entre o indivíduo e 
sociedade, a dialética entre a política e a economia, a dialética entre a burguesia e o 
proletariado, e a dialética entre a ação e o pensamento.

A concepção dialética da relação entre as classes sociais leva Bakunin a buscar a 
transformação radical da sociedade capitalista nos termos da dialética tal como ele a 
defende (com a antítese suprimindo e não acomodando-se com a tese em um novo arranjo).

A organização anarquista e a organização de massas mantêm uma relação dialética. Mas 
existem diferenças fundamentais entre ambas: o Caráter e o Programa. O programa da 
organização de massas não contradiz o programa revolucionário, caminha em direção a ele, 
mas não é igual a ele.

A unidade dialética da organização política revolucionária com a organização de massas, se 
dá através de um contínuo processo político, que gera luta e organização, que permite a 
incorporação progressiva do povo, devido ao seu método materialista e ainda desenvolve a 
consciência socialista.

Segue abaixo uma importante contribuição sobre o a função de iniciador-dirigente na luta 
de classes.

Construir o partido revolucionário bakuninista!
Preparar a insurreição da classe trabalhadora!
Por uma confederação internacional sindicalista revolucionária!
Construir o Congresso do Povo!
Pelo socialismo e pela Liberdade!
Bakunin vive e vencerá!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2019/11/15/as-funcoes-de-iniciador-dirigente-ou-sobre-as-dinamicas-de-acao-reacao-na-luta-de-classes/


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