(pt) [Chile] Santiago: 15º dia de revolta social By A.N.A. (en)

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Domingo, 10 de Novembro de 2019 - 08:11:08 CET


CONTINUAMOS COM IMPULSO IRREDUTÍVEL! Sem líderes, sem partidos, sem patriotas fascistas! 
---- De manhã, a Marcha das "Mulheres de Luto" chegou ate o palácio do governo, em um 
protesto silencioso e avassalador. Vestidas de preto e com tapa-olhos denunciaram a 
brutalidade do Estado, o capitalismo e o patriarcado. ---- À tarde, multidões de 
manifestantes retornaram ao centro da capital, milhares encheram a "zona zero". Ataque de 
encapuzados à embaixada da Argentina e a uma igreja católica a poucos metros da Praça 
Itália. De acordo com "Cambio21", sete igrejas evangélicas foram queimadas durante as 
últimas duas semanas. ---- No meio dos confrontos anarquistas distribuem comida para 
diversos manifestantes em um posto móvel. Os manifestantes adotam os ponteiros a laser 
como arma para cegar os lacaios e seus veículos blindados. Enquanto outros detonam uma 
estátua de um milico e o monumento ao general Baquedano.

Membros do fascista Movimento Social Patriota (MSP) são descobertos durante a marcha e 
confrontados, a maioria foge enquanto outros são derrubados e espancados por antifascistas 
e anarquistas, que arrebataram uma bandeira que carregavam.

A água na maioria das piscinas é tingida de vermelho, em alusão ao sangue derramado pela 
repressão do Estado.

Em Arica, quebram o busto de Cristóvão Colombo e em Cañete queimam a sede do partido 
ultradireitista UDI. Desde Limache, chega um grupo que percorreu 98 km para entregar uma 
petição em La Moneda, sede do governo, e foi recebido com violência pelo blindado lança água.

As tarifas dos pedágios rodoviários (TAG) são congeladas e o reajuste anual de 3,5% é 
cancelado, mudando para um aumento anual equivalente ao IPC. As organizações contra o TAG 
não concordam e pedem boicote para quarta-feira, 6 de novembro. Os partidos políticos 
começam a prometer o perdão das dívidas educacionais milionárias dos estudantes 
universitários (CAE).

A estratégia de comunicação do governo é esconder o presidente das telas de televisão e 
visibilizar o novo Ministro do Interior Brumel como um ativo sujeito do dialogo que 
promove os conselhos de cidadãos. Eles querem acabar a Revolta Social seguindo o estilo 
francês. Pateticamente, hoje o poder busca o diálogo, depois de décadas sem ouvir as 
demandas da população.

Em Atenas, um grupo de solidários liberou as catracas do metrô como um gesto de apoio à 
Revolta. Em Nova York, uma dúzia de indivíduos evacuou coordenadamente o metrô, depois de 
uma manifestação contra o racismo e a repressão policial. Fazem pichações e colam adesivos 
com referências à revolta local.

Neste final de semana, há inúmeras atividades autogestionadas e autônomas para o 
autofinanciamento de companheiros feridos e presos.

Para segunda-feira, 4 de novembro, há uma chamada para o Paro Absoluto e uma manifestação 
às 17h00 na Praça Itália.

SIGAMOS ANARQUIZANDO A REVOLUÇÃO SOCIAL! Nada acabou...

N.T.

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agência de notícias anarquistas-ana


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